Projetos escolares

Projeto: O lixo fala

Objetivo: Cada colega professor pode colocar os objetivos pertinentes a sua realidade escolar. A ideia desta atividade é trabalhar os conceitos de história e fontes históricas de forma prática.

Desenvolvimento do projeto.

  1. Pede para os alunos anotar [sem manusear] todo o material que constituir lixo de sua casa [o cesto da pia de lavar louça, banheiro, no quintal etc] durante um mês.
  2. A lista não deve ter a identificação do aluno. Essa identificação ficará a cargo do professor que no momento do recebimento da lista dará um número a mesma anotando em seu caderno o responsável pela sua confecção.
  3. O professor organizará os alunos em duplas e distribuirá as listas. Nesse momento ele deve ter o cuidado de não entregar para o próprio autor sua lista. Cada dupla deverá ficar com uma lista do colega de outro grupo.
  4. O professor deverá organizar um questionário explorando a fim de traçar um perfil da casa estudada. Exemplo: Com base nos produtos descartados pela família em estudo é possivel afirmar que exite[m] criança[s] nesta casa? O professor deve usar da imaginação e pedir informações tais como o gosto da família estudada, tipo de alimento etc. Ao responder todo o questionário a dupla terá em suas mãos o perfil da família estudada. 
  5. Avaliação - Após a confecção dos textos com base nas perguntas elaboradas pelo professor a redação será devolvida aos donos das listas que informará através de um relatório se os colegas se aproximaram ou não do seu perfil familiar.
Bom. É isso ai. Já apliquei essa tarefa em minha sala de aula e foi muito legal. Motivos:

  • Os alunos se sentiram verdadeiros investigadores da história.
  • Aprenderam concretamente o que são as fontes históricas e tipos.
  • Se divertiram abeça. Bom. Para um professor isto é que vale. 
Fiquem na doce paz de Jesus Cristo.


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Cresce o interesse pela arqueologia

Um projeto criado por arqueólogos da Universidade de São Paulo (USP) pode tornar mais interessante o ensino de ciências e de outras disciplinas nos ensinos fundamental e médio.

Ana Luiza Oliveira e Stella Totoli investigam atentamente a réplica em miniatura de um misterioso funeral. Aos poucos, encontram restos mortais de dois jovens vestidos com roupas modernas e manchadas pelas marcas de tiros a queima-roupa.

Como alunas do ensino médio do Colégio Porto Seguro, em São Paulo, devem descobrir as razões do crime e o contexto sociocultural em que ele aconteceu, atividade que reúne, ao menos, conteúdos de história, geografia, biologia e arqueologia

Aos poucos, descobrem que as minuciosas imitações de esqueleto, pouco maiores que a palma de uma mão aberta, representam, na realidade, presos políticos argentinos, mortos durante a repressão organizada pelo regime autoritário, na década de 1970

Segundo Sabine Eggers, do Instituto de Biociências da USP, o objetivo é despertar em crianças e adolescentes o interesse pelo método científico e por diversas disciplinas do currículo escolar. Sabine realiza estudos sobre sambaquis - estruturas construídas com conchas pelos nativos - e sobre paleopatologia - doenças que acometiam as primeiras populações do continente.

“Além disso, queremos que os jovens descubram a forma como a morte é encarada nas mais diversas culturas, algo que pode servir como um estímulo à tolerância”, comenta Sabine.

Tamy Haase e Deborah Camerini, colegas de turma de Ana Luiza e Stella, por exemplo, mergulharam em uma história bem distante - no tempo e no contexto - da repressão argentina. Elas encontraram um esqueleto acondicionado em uma urna de cerâmica marajoara.

Artigos científicos e livros de história são as principais fontes de inspiração para as réplicas em miniatura construídas pelos pesquisadores.

Tudo começou no 48.º Congresso Nacional de Genética, em Águas de Lindoia (SP). A organização do evento pediu a Sabine que pensasse em uma atividade interessante para realizar na praça principal da cidade, voltada principalmente para a população local. Ela discutiu o desafio com três de suas alunas da pós-graduação. (AE)


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Essa peça estará sendo apresentada na escola na semana da pátria. espero que gostem.

Escola Municipal Mário Lira
Texto: Prof. Jerônimo Viana de M. Alves.
Produção: Professores: Zabidiel e Rosana.
Natal 15/08/2011

Pindorama

Significado da palavra - Pindorama (em tupi-guarani pindó-rama ou pindó-retama, "terra/lugar/região das palmeiras") é uma designação pré-cabralina dada a regiões que mais tarde, formariam o Brasil. Por extensão de significado, é o nome indígena por excelência desse país sul-americano.

Ato 1 – A taba.

Voz oculta 01.

Mata fechada, picada estreita, clareira a despontar. Dança alegre de feliz gente que vive da mata sem se preocupar.

A pesca é farta, a caça suficiente por isso essa gente baila sem descansar. Terra de guerreiro, povo diverso: Arawake, Karaibe, Macro-jé, Tupi. Tipos diferentes, línguas diferentes, maneira própria de se viver.

Alguns são nômades, outros sedentários, tudo é dividido, tudo é coletivo: a terra, os instrumentos de trabalho, a alimentação. Todos pertenciam a uma mesma comunidade, todos trabalhavam, todos festejavam suas vitórias, todos adoravam seus deuses, todos obedeciam à regra do bom viver.

Se a terra era abundante em seus frutos o trabalho era pouco. Havia mais tempo para a família, havia mais tempo para o lazer, havia mais tempo para o namoro, para o relaciona-se, o jogar conversa fora.

O trabalho era conseqüente. Os homens se especializavam na guerra, na caça, nas armas e ferramentas. As mulheres nos filhos, no artesanato e na agricultura. O Arco, a flecha, a cestaria, os trabalhos de cerâmica, o chocalhos, os braceletes, as ocas, as fogueiras tudo era festa, tudo era alegria até que em meio a essa fantasia chegaram os homens do além mar.

Cenografia:

Entrada no cenário [vegetação] e execução da dança tribal. Cada aluno pode ser vestido com um tipo diferente de fantasia para ilustrar as diferentes nações indígenas. No palco um pequeno número de aluno dança [casais] enquanto outros assistem o cerimonial com suas ferramentas de trabalho e outros.

Ato 2  – Chegada do colonizador.

Voz oculta – 02

Terra a vista! Gritou o vigia. Eufórico, cheio de emoção, após um mês de navegação em meio ao Mar Longo. Restos de botelho [algas] indicava o caminho que sem sobressaltos conduzia a nova terra. Todos estavam extasiados e de pronto começaram a nomear aquela que seria a nova posse portuguesa a glória da coroa do rio Tejo.

Monte pascoal, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e tempos depois: Brasil. Nome por nome era dado na medida em que a terra sem timidez se mostrava aos navegantes. Sentiram-se donos, abençoados por Deus, agora era só explorá-la e tirar toda sua riqueza.

Ainda em reunião na nau capitânia na boca do rio Frade [Bahia], os comandantes discutem que medidas a tomar. Nicolau Coelho, Gaspar da Gama lançam-se no batel [barco] para a terra sondar. O que vêem parece incrível: homens pardos, nus, sem nenhuma cobertura,....muito rígidos, armados de arco e flechas” recepcionam os visitantes.

Trocam-se presentes, celebra-se a 1ª missa. A nova terra se apresenta como um espaço a evangelizar e depois de alguns dias a expedição fez-se novamente ao mar [2 de maio de 1500] retomando a sua lida para as Índias das especiarias. Para trás ficaram os Terena [naçãoArawake], Salumã, Makuxi [nação Karibe], Apiaká, Tupinambá, Guarani [nação Macro-Tupi], Xavante e Kayapó [nação Macro-Jê]. Quem são esses aventureiros do além mar? O que vieram fazer em Pindorama? O que escondem em seus corações brancos? Pensavam os nativos curiosos com a cena.

Cenografia 02

Nesse momento entra no palco alunos com um barco de papelão representando a chegada dos portugueses. A alegria da chegada é revelada por uma dança lusa ao gosto do fado no tombadilho do navio. Elementos da primeira missa [uma cruz] devem fazer parte desse cenário.

  Ato 3 – O choque de culturas.

Índios - afirmavam os portugueses - mesmo sabendo que não chegara às índias. Selvagens, homens sem Lei, sem Rei sem Fé. Verdadeiros animais, pois vivem em bandos em plena igualdade, andam nus, não gostam do trabalho e se banqueteiam com a carne de seus inimigos.

Seres assim não merecem viver livre, possuir terras como estas de magnífica fertilidade. Criaturas desse jeito só servem para o eito sob o estalo do chicote e das amarras do tronco. Que proveito haverá em sua vida se não sabe tirar da terra o lucro necessário que fortalece os mercados e tornam ricas as nações? Basta! Gente burra e pobre digna apenas da morte ou quem sabe da misericórdia do grande Deus.

São seres inferiores, visto que não percebem os valores que as mercadorias têm. Pois, facilmente trocamos bugigangas por madeiras e enchemos nossos cargueiros com a mais notável moeda brasileira [pau Brasil]. Ao invés de reclamarem se alegram, pois trocam sem nenhuma dificuldade horas de duro trabalho por espelhos, colares e coisa que não faz nenhum sentido.

O seu futuro por isso mesmo é incerto. Mas, se quiseres sobreviver aprende o que é civilização. Converta-se ao cristianismo, fala logo nosso idioma, manuseei nossas armas contras seus irmãos rebeldes. Tenha gosto pelos tesouros trabalhes além da conta, esgote-se, seja rico em meios aos pobres como qualquer branco de valor. Caso não aceite esse sábio conselho não vejo outra opção a não ser tua escravidão.

De onde vêm esses homens? – questionavam os nativos - Por que enchem seus navios de madeira? Será que em sua terra falta lenha para aquecer ou cozinhar? Ou são não tem como alimentar seus filhos? Talvez seja por isso atravessam mares para aqui se fartar.

Por que acham que a nossa cultura está errada? Por que dizem que nossos costumes não tem valor? Desprezam nossos deuses, nossas danças e cantos?

Já a notícias de escravidão em meio ao nosso povo. Muitos já morreram por ousá-los resistir. Contudo, já é hora de por fim a esse ultraje, vamos lutar por nossa liberdade ou morrer tentando.

Declamação:

Alma americana

Guerreiros irmãos que dormem em sono profundo
Desperta dos braços dos deuses da ingenuidade
Sacode dos ombros a triste mortalha
Canta de novo as canções de outrora

Exalta a liberdade, faz renascer a força
Dança nas tabas as velhas modas de guerra
Pois o inimigo lhe espreita a vida
Rir da sua dor e alegra-se na sua morte

Hoje é o dia e está é a hora
Ao campo, todos devemos marchar
Sem receios da morte, sem medo da vida
Pois em prisões não podemos mais está

O que temos a perder a não ser as nossas próprias cadeias
Que preço vale a nossa dignidade?
A morte é antes de tudo liberdade
O nosso corpo instrumento de vitória

Se por ventura formos tragados em meio a luta
Se for este o desejo do Deus supremo e forte
Que nossos corpos sejam monumentos à liberdade
Deixaremos a vida e entraremos para a História

Cenografia 03

Dois grupos de alunos representando portugueses e indígenas dança desafiadoramente. Por fim um aluno recita o poema finalizando a peça.


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