sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Israel diz estar preparado para 'desafio militar' próximo

Comandante da Força Aérea israelense alertou para aumento da ameaça representada pelo Hezbollah, Hamas e Irã

Nahum Sirotsky, de Israel | 28/12/2010 19:30A+A-

Durante um encontro com jornalistas em uma base no sul de Israel, o comandante da Força Aérea israelense, o major-general Ido Nehushtan, foi franco e direto: “Estamos preparados para enfrentar todos os desafios. (...) 2011 é um ano crítico para suspender a corrida da República Islâmica do Irã em sua busca para desenvolver a arma nuclear”.

Segundo ele, além da ameaça do Irã, armamentos do grupo radical libanês Hezbollah e do palestino Hamas podem se tornar mísseis de guerra e cair nas bases aéreas do país. “Houve um desenvolvimento na quantidade de mísseis e foguetes em mãos dos inimigos. E nos preparamos para isso”, ressaltou.

Segundo Nehushtan, em guerras recentes, como a do Líbano (2006) e a de Gaza (2008), mísseis foram lançados sobre bases aéreas. “Nosso trabalho é estarmos preparados para tudo que nos for exigido. Estamos sempre monitorando o que acontece ao nosso redor”.

Segundo o comandante da Força Área, seu comando atualiza suas táticas diariamente, considerando os mais diversos e prováveis cenários, e se orienta pela vital necessidade de manter uma margem de superioridade tática e tecnológica. E deu como exemplo a compra de aparelhos Stealth, de quinta geração, que não são detectáveis por radares. “Teremos aparelhos com sistemas mais avançados”, disse ao explicar que Israel realiza muito mais exercícios de combate hoje do que anos atrás.

Em uma leitura atenta do que ele diz, entende-se que, em uma nova guerra, os ataques não serão reservados às bases aéreas, mas visarão também os centros urbanos do país. E ele acrescentou que existe a decisão de não esperar uma operação dos que são considerados inimigos para dar início às operações.

Militante palestino

Nesta terça-feira também tropas israelenses mataram um militante palestino na Faixa de Gaza que havia se aproximado da fronteira, disseram autoridades.

Em comunicado, o Exército israelense declarou que soldados com apoio aéreo começaram a atirar contra um grupo de militantes que estava instalando explosivos na cerca fronteiriça, atingindo um deles.

Israel e Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, disseram que querem evitar o aumento da violência. No entanto, foguetes e granadas foram disparados de Gaza quase que diariamente neste mês contra o sul de Israel, e forças israelenses atacam com frequência alvos militantes no território costeiro.

*Com Reuters

Brasília: Presidente da Autoridade Palestina chega para a posse de Dilma

Edvaldo Júnior
www.brasildiario.com
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, desembarcou em Brasília na madrugada da quinta-feira (30), para participar das cerimônias de posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff e o lançamento que acontece na sexta-feira, a pedra fundamental da futura Embaixada da Palestina no Brasil.

“Ele (Abbas) vem participar (da posse) e agradecer pessoalmente ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim todo o apoio prestado durante os últimos dez anos”, afirmou à Agência Brasil o embaixador-chefe da delegação especial da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben.

O governo brasileiro reconheceu no dia 03 de dezembro o Estado Palestino com fronteiras existentes em 1967. A declaração foi feita por meio de carta enviada por Lula a Abbas.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Gaza, Palestina 26/12/2010 20:57 (AFP)

  
Gaza, 26 dez (Lusa) - A situação continua a deteriorar-se na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, onde dois combatentes palestinianos da Jihad islâmica foram mortos hoje por disparos israelitas.
Dois membros do grupo radical foram mortos na madrugada de hoje perto de Khan Younis, no sul do território palestiniano, durante uma troca de tiros com o exército de Israel, segundo as brigadas Al-Quds, o braço armado da Jihad islâmica, e testemunhas.
Um porta-voz militar de Israel confirmou à agência de notícias francesa AFP que "soldados, apoiados por helicópteros, tinham como alvo os membros de uma célula terrorista que tentou colocar uma carga explosiva nas imediações da barreira de segurança" que separa Israel e a Faixa de Gaza.
Poucas horas depois, tanques israelitas dispararam pelo menos dez granadas em Khan Younis, segundo um fotógrafo da AFP, danificando três casas, sem provocar mortos.
Ao final da manhã, dois foguetes foram disparados de Gaza contra o distrito de Eshkol, no deserto do Negev (sul de Israel), causando danos e ferimentos, de acordo com um porta-voz militar.
A nova onda de violência surge na véspera do segundo aniversário da devastadora ofensiva israelita na Faixa de Gaza, que provocou a morte a 1400 palestinianos, segundo fontes médicas palestinianas, e 13 mortos do lado de Israel.
O Exército de Israel aumentou nos últimos dias os ataques aéreos contra os grupos armados palestinianos em Gaza.
MLS.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

          Prosperidade           

Idade

Herdade

Próspero

Com ou sem idade

Só em Jesus Cristo

Jerônimo Viana M Alves
Igreja Batista do Alecrim
Natal, Rn.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estudo conclui que Moisés teve ajuda do vento na travessia do Mar Vermelho

Pesquisadores dos EUA acreditam ter localizado o ponto geográfico em que ocorreu a travessia do Mar Vermelho [3000 anos atrás] e como atravessaram com uma pequena ajuda do vento.

"Essa história do Êxodo foi sempre fascinante para crentes e estudiosos, que desejam saber se esse fato foi real ou simbólico," disse Carl Drews National Center for Atmospheric Research, principal autor do estudo.

"O que este estudo mostra é que a descrição da divisão das águas é baseada em leis da física", disse ele.


A Bíblia diz que os israelenses andaram "em direção ao centro do mar em terra seca", com uma parede de água em ambos os lados, enquanto um forte vento soprava do leste durante a noite depois de Moisés estendeu a mão sobre o mar.

Os pesquisadores não poderiam simplesmente se referir à Bíblia, para verificar se era o ponto de passagem e que, embora "o autor do Êxodo faz todos os esforços para identificar o sitio arqueológico, infelizmente, os três nomes de locais usados já não são reconhecíveis", disse Drews à AFP.

O especialista e co-autor, Weiqing Han [oceanógrafo da Universidade do Colorado], centrou sua pesquisa em um ponto onde havia um pedaço de terra que entra na água, descartando outros sítios como o Golfo de Suez ou perto de Aqaba, no Jordânia moderna.

Os especialistas passaram a procurar um ponto geográfico onde poderia haver uma divisão de águas caso o vento empurra-se as águas contra o chão, de forma a dividi-las em torno de um acidente geográfico ou ponte natural.

"Um grupo de refugiado poderia ter cruzado o Mar Vermelho a pé enxuto e uma vez que o vento deixou de pressionar as águas contra o chão [sobre uma ponte natural submersa] elas voltaram a ocupar novamente seu leito normal pondo fim a qualquer perseguição faraônica", disse Drews.

Os especialistas concentraram as buscas em um sítio arqueológico a leste do delta do Nilo chamado Tell Kedu, um ponto na costa mediterrânea ao norte do Canal de Suez. Acredita-se que neste momento um antigo ramo do Nilo se juntou a uma lagoa costeira em forma de U

Os pesquisadores usaram fotos e dados de satélite para reconstruir a área de campo de forma a torná-la semelhante a que existia hipoteticamente a 3.000 anos atrás.

De acordo com o modelo, um vento que soprasse a 101 km / h por 12 horas poderia empurrar as águas a uma profundidade estimada 2m. Isto criaria uma passagem seca cerca de 3 km de comprimento por 4,5 de largura que foram expostas por quatro horas - tempo suficiente para Moisés cruzar o Mar Vermelho.

Uma vez que o vento parou de soprar as águas voltaram ao normal rapidamente, afogando qualquer um que estava na passagem. Todo esse estudo foi publicado no site da Bilblioteca Pública da Ciência.

"As simulações parecem com a realidade do Êxodo", disse Drews.

Fatah solicitou a Israel atacar o Hamas (WikiLeaks)

JERUSALÉM, 20 dez 2010 (AFP) -Membros do Fatah, o partido do presidente palestino Mahmoud Abbas, pediram a Israel que atacasse o movimento rival Hamas em 2007, segundo notas diplomáticas secretas publicadas pelo portal WikiLeaks.

Os documentos citam o chefe do serviço interno de segurança israelense, o Shin Bet, assegurando, em junho de 2007, a dirigentes americanos, que membros do Fatah, "desmoralizados" ante a crescente força do Hamas, solicitaram sua ajuda.

"Pediram-nos que atacássemos o Hamas", declarou Yuval Diskin, acrescentando que "estão desesperados".

Diskin celebrou a "muito boa relação de trabalho" com os serviços de segurança de Abbas que, segundo ele, compartilha com o Shin Bet "quase todas as informações que recolhe".

"Entendem que a segurança de Israel é essencial para sobreviver à batalha com o Hamas na Cisjordânia", acrescentou.

Estas revelações deixam de saia-justa Abbas e o Fatah.

Ambos os movimentos palestinos estão em luta desde que o Hamas tomou o controle de Gaza em junho de 2007.

A Autoridade Palestina tem sua sede em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
 
Fonte: 20/12/2010 - 16h59 do UOL Notícias.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Argentina reconhece Estado palestino em fronteiras de 1967

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Argentina reconheceu o Estado palestino dentro das fronteiras existentes antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, informou a chancelaria do país nesta segunda-feira. O reconhecimento foi feito em uma carta pessoal da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, informou o chefe da diplomacia argentina, Héctor Timerman.

A medida atende a um pedido feito pelo presidente palestino durante visita a Buenos Aires no ano passado e ocorre três dias após decisão similar anunciada pelo Brasil. Israel classificou como "lamentável" e "decepcionante" a decisão argentina. Esta lamentável decisão em nada ajudará a mudar a situação entre Israel e os palestinos", afirmou o porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Yigal Palmor. Segundo Palmor, "é uma declaração decepcionante que vai contra o espírito dos acordos entre Israel e os palestinos, e contra as negociações de paz". Ele disse também que, "se a Argentina quisesse fazer uma verdadeira contribuição à paz, há outros meios, diferentes de um gesto de pura retórica".

Em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a região oriental de Jerusalém, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza --territórios agora reconhecidos pelo governo argentino como parte do Estado palestino. Palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado independente, mas Israel considera a cidade como sua capital eterna e indivisível.

DECISÃO ARGENTINA

"O governo argentino compartilha com seus sócios do Mercosul, Brasil e Uruguai, que chegou o momento de reconhecer a Palestina como um Estado livre e independente", disse O chefe da diplomacia argentina, Héctor Timerman.

"Valorizamos altamente a decisão argentina de reconhecer o Estado palestino com suas fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital, porque esta atitude coloca em pé de igualdade as partes envolvidas no conflito", disse em nota o embaixador palestino na Argentina, Walid Muaqqat.

A chancelaria argentina disse que o reconhecimento é parte de sua postura tradicional de defender "o direito do povo palestino em constituir um Estado independente, assim como o direito do Estado de Israel de viver em paz junto aos seus vizinhos, dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas".

A Argentina indicou que seu reconhecimento se soma a mais de cem Estados e é reflexo do crescente consenso da comunidade internacional sobre o status da Palestina "assim como o interesse generalizado para que aconteçam avanços decisivos no processo de paz".

Readmore:http://g1org.blogspot.com/2010/12/argentina-reconhece-estado-palestino-em.html#ixzz18ZujAWQ7

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu preciso confiar em Deus


“Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angustia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.” [Salmos 4.1]

O salmista deixa claro que enfrenta problemas, como também que Deus tem aliviado. Contudo, a constatação dos alívios anteriores não aquieta seu coração, pois continua insistentemente a clamar a Deus por livramento.

 Existem momentos em nossa luta que o desespero cresce parecendo que vai nos sufocar. É quando o pânico se instala e nossos piores temores flora de forma absoluta e daí perdemos a nossa capacidade de se concentrar e clamamos a Deus, pois esse tipo de oração é o único que conscientemente podemos fazer.

Esses picos emocionais nos assaltam com ou sem causa aparente de modo que são profundos vales da morte dos quais só pela misericórdia e graça do Senhor é que voltamos à normalidade. Contudo, alguns por se demorarem nesses vales terminam se fechando e criando mundos paralelos para escapar da realidade.

O salmista passa por variações emocionais seguidas de alívio divino.  Apesar de conhecer que Deus vem em seu socorro ele tem pressa [e quem não tem] de ver finalizado aquele ciclo de aprendizado [pela dor]. O problema continua, assim como o clamor pela providencia divina.

Ao que tudo indica o causador de tamanha perturbação eram pessoas que ocupavam funções importantes dentro da comunidade e que podiam em decorrência disto ajudar a muitos e desta forma ser um instrumento de glorificação do Pai celestial, mas se negavam a fazer tal coisa cuidando antes de alimentar sua vaidade e viver da aparência [mentira].

Quantas desculpas uma pessoa pode dar para não cumprir o que é justo, ou fazer o que é preciso. Quanta angustia deixaria de existir se apenas cumpríssemos o que o nosso Deus determina que cumpramos. Irmão você tem chorado com os que choram? Tem se alegrado com os que se alegram, ou tem se escondido em sua zona de conforto? Você tem negado a seu irmão a ajuda necessária?

A fonte da angustia do salmista era bem específica. Existe uma forte probabilidade que esse não seja o teu caso, mas uma enfermidade, ou quem sabe problemas de relacionamentos, financeiro [...] que tem de certa forma deixado o irmão ou o amigo da distância perturbado. A recomendação para todos esses casos é confiar no Senhor. Sei que como teoria essa palavra parece fácil, mas no ardor da luta as coisas são bem diferente, contudo não existe outro caminho. Há situações que fogem totalmente do nosso controle e é para esses casos que precisamos exercitar nosso espírito e confiar no Senhor.

Nos versos 3-5, o salmista chama atenção dos impiedosos. Ele afirma que Deus os conhece, Ele sabe muito bem do mal que andavam praticando, assim como conhece seus servos.

“Sabei, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo por ele. [por isso o servo de Deus é aconselhado a] Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai. Oferecei sacrifícios de justiça e confia no senhor.”

É tremendo esse Deus não? A palavra aqui é para seus servos. Não se desespere, pois te conheço, sei das tuas necessidades e estou pronto a te ajudar [aliviar, libertar, curar, consolar...]. Contudo, jamais percam a capacidade de se indignar diante das injustiças, dos desmandos, da falta de sabedoria, da tirania, corrupção ou qualquer outra coisa que venha envergonhar o nome do Senhor e não exaltá-lo como convém.  Essa precisamente era a indignação do salmista.  Por isso ele sofria, pois não via nas elites do seu povo, ou na classe dirigente do seu país a disposição de espírito de buscarem verdadeiramente o que era justo e glorificar a Deus com suas ações.

As condições financeiras que esses homens desfrutavam por se apropriarem do que pertencia a toda comunidade não causava inveja no servo de Deus.

 “Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.”

A alegria do salmista tinha motivação no Senhor e gerava vida eterna, enquanto a alegria dos homens corruptos e mal intencionados era circunstancial, ou seja, dependia do seu lucro, e, portanto, eram efêmeras e gerava morte espiritual.

Irmãos a dependência de Deus deve ser um exercício espiritual constante em nossa vida. Não podemos nos apegar as circunstancias, ou seja: Se tenho dinheiro sou feliz. É verdade que o dinheiro facilita muitas coisas nessa vida, mas ele não pode substituir a Deus, assim como uma boa saúde, fama, poder, etc.

O salmista termina dizendo: “Em paz me deito e logo pego no sono [apesar de tudo em sua volta] porque, SENHOR, só tu me fazes bem.”

 Amém! 

Israel não logra derrotar Hezbollah - especialistas israelita


Israel não tem condições de derrotar o Hezbollah num confronto directo, e se explodisse uma guerra o grupo guerrilheiro libanês infligiria danos pesados na frente israelita, disse hoje um ex-assessor de segurança nacional de Israel.

Apesar da sua inferioridade em combatentes e armas, o Hezbollah bloqueou o avanço das forças armadas de Israel na guerra de 2006 e disparou mais de 4 mil foguetes contra território israelita.
O grupo possui uma base de poder no Líbano e, depois disso, reforçou o seu arsenal, descrito por Israel como ameaça estratégica.
As tensões de Israel com o Irão e a Síria, que dão apoio ao Hezbollah, têm vindo a alimentar a previsão de retomada da violência no Líbano.
«Israel não sabe como derrotar o Hezbollah«, disse Giora Eiland, um ex-general do Exército que foi assessor de segurança nacional dos ex-primeiros-ministros Ariel Sharon e Ehud Olmert.
«Por isso, uma guerra travada unicamente entre Israel e o Hezbollah poderia infligir danos enormes ao Hezbollah, mas o Hezbollah infligiria danos muitíssimos maiores na frente doméstica de Israel do que fez há quatro anos e meio atrás», disse Eiland à Rádio Israel.
Fazendo eco das palavras das actuais autoridades israelitas, Eiland acrescentou:
«A nossa única maneira de evitar uma próxima guerra, e de vencê-la se mesmo assim ela acontecer, será deixar claro a todos que uma outra guerra entre nós e o Hezbollah será uma guerra entre Israel e o Estado do Líbano e será altamente destrutiva para o Estado do Líbano».
«Como ninguém - incluindo o Hezbollah, os sírios ou os iranianos - está interessado nisso, esta é a melhor maneira de criar uma dissuasão eficaz», salientou.
Com a excepção de uma escaramuça letal ocorrida em Agosto entre forças israelitas e o exército libanês regular, a fronteira entre o Líbano e Israel tem estado tranquila, de maneira geral.
No entanto, os israelitas estão atentos para possíveis sinais de que o Hezbollah, se for citado num indiciamento da ONU pelo assassínio do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri em 2005, reaja consolidando o seu poder em Beirute.
O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, argumenta que, se o Hezbollah assumir um papel de governante no Líbano, tal fará do país um alvo justo em qualquer guerra futura envolvendo a milícia xiita.
Eiland disse que tal cenário faria «o mundo inteiro começar a clamar por um cessar-fogo depois de dois dias», algo que seria mais do interesse de Israel «do que ter de lidar directamente com cada um dos 40 mil foguetes (que se estima que o Hezbollah possua)».

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Avivamento espiritual

Deus ama os:

Aflitos

Angustiados

Oprimidos

Marginalizados

Injustiçados

Perdidos

Carentes

loucos

Viciados

Órfãos

Viúvas

Negros

Brancos

Amarelos

Nativos

Estrangeiros

Homem livre

Escravos

Pecadores

Deus ama a todos, sim eu sei, mas ... eu os amo?
O verdadeiro cristianismo começa pelo amor.
Por um puro avivamento espiritual.

Barnabé: exemplo de fé e liderança cristã

No livro de Atos 4.36-37, temos a primeira citação do nome Barnabé. Nesses versos tomamos conhecimento da sua origem e caráter. Seu nome é José, mas os apóstolos acrescentaram por sobrenome Barnabé [filho da exortação ou consolação] devido seu caráter cristão.

Era um levita, natural do Chipre [Ilha Mediterrânea onde existia uma grande sinagoga judaica – At 11.19] e um bom e fiel servo de Deus. No verso 37, essa sua característica é ressaltada quando dispõe de todo seu patrimônio em favor dos mais carentes o que depõe contra Ananias e Safira [At 5.1-11] símbolos de servos infiéis da mesma orientação de Acã [Josué 7].

A atividade de Barnabé na Igreja de Jerusalém não encerra nesses versos. No capitulo 9. 26-30 vemos introduzindo Paulo ao convívio dos apóstolos. Ele de imediato acreditou na conversão de Paulo, nesse sentido podemos afirmar com convicção que possuía o dom do discernimento, visto que viu o que ninguém queria enxergar [At 9.27], pois todos colocaram o medo no lugar da sensibilidade espiritual.

Discernimento espiritual e mais que desconfiômetro é ter clareza em meio às trevas, é confiar na direção de Deus e se deixar dirigir. Esse dom deveria ser comum a todos os líderes cristãos, caso contrário poderá ver ameaças onde não existem ou relegar para segundo plano o que é essencial. Enquanto os apóstolos se alimentavam de medo, Barnabé abundava em certeza que aquele negócio era de Deus.

Paulo carecia de ajuda, pois sua situação não era nada confortável:

a.       Não era mais fariseu, devido sua experiência cristã.
b.      Era visto com desconfiança pelos cristãos por seu passado comprometedor.

Daí a importância de Barnabé e seu discipulado junto a Paulo.

Devido à perseguição aos cristãos [At 9.28-30], Paulo é mandado para Tarso [cidade natal- região da Cilícia] onde passa 10 anos [Gl 1.10-2.21] até se resgatado por Barnabé que naquele momento estava organizando a Igreja de Antioquia [At 11.22-26]. Barnabé é descrito por Lucas como [...] um homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé [...]. Além dessas características era um verdadeiro líder espiritual, visto que conseguia unir as pessoas em torno de um propósito comum [At 11.24].

Nesse sentido qualquer tipo de vaidade ou promoção pessoal passava muito longe do seu coração. Paulo de auxiliar de trabalho [Igreja de Antioquia] ultrapassou em muito seu conselheiro no ministério da palavra, contudo Barnabé não perdeu tempo com ciúmes ou qualquer tipo de sentimento menor e diabólico, pelo contrário foi parceiro de Paulo nas viagens missionárias [Atos 13.2-3] e quando chegou a se desentender com este [pois isso é algo natural em qualquer relação] foi em benefício de um jovem discípulo de nome João Marcos [At 15. 36-39] que mais tarde escreveria o evangelho de Marcos [o primeiro evangelho do Novo Testamento].

O próprio Paulo tempos depois reconhece o valor de João Marcos quando em cartas como 2Timóteo 4.11 [Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.] e Filemom 24 [Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.], declara ser imprescindível ao seu trabalho, e desta forma reconhecendo a boa orientação de Barnabé.

Barnabé era alguém que sabia ser solidário [At 4.36-37], compreensivo [At 9.26,27], que influenciava positivamente as pessoas [At 11.25,26], era confiável [At 11.29,30], cheio do Espírito Santo [At 11.24] e que exortava na medida certa sempre visando promover o crescimento dos crentes [At 11.23]. Era um autêntico servo do Deus vivo que dotado de todos os instrumentos espirituais necessários ao crescimento da obra missionária não se deu por rogado e trabalhou com afinco para aquilo que em ultima estância era sua única razão de ser: divulgar o reino de Deus entre os homens.

Como Paulo se auto sustentava [1Co 9.6], sofreu perseguições [At 13.50; 14.4-6;, foi incompreendido [At 15. 1-2], mas nunca desistiu do seu Senhor. Barnabé tinha com muita clareza sua posição dentro da igreja do Senhor e o que lhes cabia fazer fez.

Ao concluir essa meditação, fico pensando o quanto a Igreja do Senhor avançaria em nossos dias se todos os servos de Deus tivessem o mesmo espírito de Barnabé. Quantos problemas se evitariam: estrelismos, ciúmes, status, etc. Só a graça.

O livro de Atos está em aberto, à história da Igreja não foi concluída e cabe a nós outros construímos um ambiente tal de fraternidade, compreensão, amor as almas perdidas que servos do Senhor como Barnabé, Áquila e Priscila possam ser honrados com nossa maneira de viver. Por fim, toda honra e glória seja dada ao Senhor hoje e eternamente. Amém!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ex-líderes europeus pedem à UE sanções contra Israel


Grupo quer que país seja punido por assentamentos judaicos na Cisjordânia

Um grupo de 26 ex-dirigentes da União Europeia (UE) pediu duras medidas contra Israel por conta da política de assentamentos judaicos na Cisjordânia e da rejeição ao cumprimento da legislação internacional. A solicitação foi feita por meio de uma carta, enviada na última quinta-feira à liderança do bloco europeu, e publicada nesta sexta pelo jornal israelense Ha'aretz.
Entre os signatários estão o ex-chefe da diplomacia da UE Javier Solana, o ex-presidente alemão Richard von Weizsacker, o ex-presidente espanhol Felipe González, o ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro da Itália Romano Prodi e a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson. O grupo tenta ajudar os palestinos em seus esforços para conseguir apoio internacional ao reconhecimento de um estado independente como alternativa às negociações de paz com Israel, novamente paralisadas.

Os ex-dirigentes da UE pedem que Bruxelas anuncie que aceita um futuro estado palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. E que, portanto, não aceitará que Israel realize nenhuma mudança unilateral nesta divisão, transgredindo a legislação internacional. O manifesto inclui o estabelecimento de uma capital em Jerusalém Oriental e a recomendação de que a UE só apoie pequenas trocas de território estipuladas entre israelenses e palestinos.
Auxílio - Eles ainda destacam que os palestinos não poderão construir um estado independente sem a ajuda política e econômica da comunidade internacional, e fazem um apelo ao bloco europeu para que desempenhe um papel mais efetivo frente aos Estados Unidos, Israel e outros atores. O grupo também pretende condicionar a decisão da UE de melhorar as relações bilaterais com Israel ao fim da expansão de suas colônias na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
A carta foi divulgada pouco depois que os EUA anunciaram o fracasso das negociações com Israel para que prorrogasse a interrupção da construção de assentamentos nos territórios ocupados da Cisjordânia. O documento se soma às decisões do Brasil e da Argentina, às quais o Uruguai se unirá em 2011, de reconhecer um estado palestino com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias.

(Com agência EFE)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novo estudo

Nesse final de semana estaremos postando um novo estudo: Barnabé. Espero que abençoei a vida dos irmãos assim como está sendo bençãos para a minha vida.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coral IBA

06.12.10. Coral IBA - Cantata de Natal.

Israel denuncia reconhecimento do estado palestino pelo Brasil


Diplomacia

Fonte: Revista Veja - 04/12/2010

Ministério israelense das Relações Exteriores disse que a decisão do governo brasileiro constitui uma violação dos acordos entre Israel e Palestina

Israel denunciou neste sábado a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reconhecer o Estado palestino de acordo com as fronteiras de 1967. O ministério israelense das Relações Exteriores disse que a decisão do governo brasileiro "constitui uma violação dos acordos interinos assinados entre Israel e a Autoridade palestina e que estipulam que o tema do futuro da Cisjordânia e da Faixa de Gaza será discutido e definido mediante negociações.”
O comunicado afirma ainda que "Israel lamenta e expressa sua decepção depois da decisão do presidente Lula adotada um mês antes de passar o poder para a presidente eleita Dilma Rousseff”. Os legisladores americanos também criticaram na sexta-feira a decisão do Brasil de reconhecer o Estado palestino com as fronteiras de 1967, afirmando que é "extremamente imprudente" e "lamentável".
A decisão brasileira "é lamentável e só vai prejudicar um pouco mais a paz e a segurança no Oriente Médio", afirmou Ileana Ros-Lehtinen, que lidera os republicanos na comissão de Assuntos Externos da Câmara de Representantes. Ros-Lehtinen disse ainda que "as nações responsáveis" devem esperar para dar esse passo até o retorno de palestinos às negociações diretas com Israel.
A comunidade internacional não apoia as demandas palestinas por um estado em praticamente toda a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém oriental, todos os territórios ocupados por Israel em 1967, na Guerra dos Seis Dias. A maioria dos governos são reticentes em reconhecer um estado palestino, afirmando que isso deve ser alcançado através de uma negociação de paz com Israel.
Críticas – A postura do Brasil também gerou a ira do legislador democrata Eliot Engel, que a classificou de "extremamente imprudente", acrescentando que significava "o último suspiro de uma política externa (brasileira) que se isolou muito sob o governo de Lula". Engel citou as atitudes de Lula de "mimar" o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, e advertiu que o Brasil "quer se estabelecer como uma voz no mundo, mas está fazendo as escolhas erradas.”
Segundo Engel, "só podemos esperar que a nova liderança que vem para o Brasil mude o curso e entenda que este não é o caminho para ganhar a preferência como uma potência emergente, ou para se tornar um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil está enviando uma mensagem aos palestinos de que eles não precisam fazer a paz para obter o reconhecimento como um estado soberano", disse Engel.
Brasil – Segundo a nota publicada na última sexta-feira pelo ministério brasileiro das Relações Exteriores, o reconhecimento de um estado palestino responde a um pedido pessoal feito pelo presidente da Autoridade palestina, Mahmud Abbas, a Lula, em 24 de novembro passado. "Por considerar que o pedido apresentado por sua Excelência é justo e coerente com os princípios defendidos pelo Brasil para a questão palestina, o Brasil, por meio desta carta, reconhece o Estado Palestino nas fronteiras de 1967", reza a missiva.
No comunicado, Lula reitera a necessidade de tornar realidade "a legítima aspiração do povo palestino a um estado unido, seguro, democrático e economicamente viável, coexistindo em paz com Israel". Uma nota oficial da chancelaria brasileira também recordou que, desde 1998, a representação da Delegação Especial Palestina em Brasília goza de tratamento "equiparado aos de uma embaixada, para todos os efeitos.”
(Com agência France-Presse)

Projeto Escolar

Durante o ano de 2008, desenvolvi o projeto Feira do Alecrim, na Escola Estadual Alm Newton Braga de Farias, Natal, Rn. Toda a história desse projeto encontra-se no blog: http://escolaestadualnewtonbraga.zip.net/ Espero que os irmãos e amigos gostem. Fica na paz de Deus.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A tempestade: Deus no controle.

Em Mateus 8. 23-27 temos um material comum aos livros de Marcos [4.35-45] e Lucas [8.22-25] que nos fala de Jesus e os discípulos num barco a deriva no meio do Mar da Galiléia [Mc 4.35]. Segundo Lucas 8.23, Jesus adormeceu, até porque havia pregado as multidões [Mt 8.18] e desejava uma ocasião para descansar.

O que veio depois foi uma surpreendente tempestade comum a região e que casou um alvoroço aos discípulos e aos demais pescadores que seguiam o barco de Jesus [Mc 4.36]. E agora?

O Mestre estava dormindo [Mc 4.38], esse dado é bem sugestivo, visto que tem tudo haver com atitude de achar que Deus em alguns momentos está fora de circulação. Muitos dizem: não consigo sentir o mover de Deus enquanto passo por esse ou aquele vale e mais, Deus parece que não houve as minhas petições. Pura tolice.

Ouvi recentemente na TV, um pregador afirmar que nem toda ação de Deus é clara aos nossos olhos ou descem ao nosso entendimento, mas nem por isso Ele [Deus] deixa de trabalhar por nós.

Achei conveniente o exemplo dado pelo pregador acerca desse assunto: Disse o pregador: Davi não tinha clareza dos planos de Deus acerca do seu futuro a ponto de levar seus pais ao rei dos Moabitas a fim de protegê-los [1S 22.3] já que andando em sua companhia estariam correndo sério risco de vida. [Frisou] Deus não havia declarado sua intenção através de profecias, sonhos ou qualquer outro expediente. Mas quando analisamos a 1Samuel 23.14, vemos a seguinte expressão:

“E Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão.”

Percebeu! Deus trabalhava em oculto por Davi. Jesus estava dormindo, afinal ele era homem e também se cansava como qualquer um de nós, mas tudo estava sob seu controle.

“E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.”

Pedro, João e alguns outros eram pescadores experientes e para se assustar desta forma as ondas não estavam para brincadeira. Será que nossa reação seria diferente da dos discípulos? O fato é que logo trataram de acordar a Jesus [Mt 8.25] e sob grande espanto.

- Senhor salva-nos! Pereceremos!
- Mestre, não te importa que pereçamos? - Mc 4.38.
- Mestre, mestre, estamos perecendo! – Lucas 8.24.

As expressões nos falam de:
·         Medo.
·         Pequena fé.
·         Desconhecimento dos planos de Deus para a salvação da humanidade.

Quantas vezes não nos portamos assim? Hoje mesmo enquanto digito essas linhas estou passando pelo vale [problema de saúde] e na maioria das vezes tenho me comportado exatamente como os discípulos. Não, definitivamente não somos diferentes deles.

Como somos míopes acerca do plano de Deus para nossas vidas. Muitas vezes preferimos nos entregar ao oceano da angustia e do nervosismo do que olhar para Cristo. Se as coisas se apertam clamemos a Deus, cantemos louvores e assim venhamos a treinar nossa mente e coração a descansar no Senhor. Com certeza isso não é fácil irmão, mas não é impossível. Lembre-se sempre que Deus está ao nosso lado [Mateus 28.20]
“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Quando Cristo é requisitado ele faz a sua parte. É sempre assim, apesar das nossas fraquezas. Diz o texto que Jesus repreendeu os ventos e o mar e tudo mudou [Mateus 8.26]. Mas, antes lhes deu uma bronca: “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?”. Essa bronca também é nossa quando agimos feito filhos sem pai. Temos um Pai celestial [Lucas 11.13] que nos ama e deseja está sempre conosco.

Depois do sufoco vem o alívio: “E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”. Quem é este? Este é Jesus Cristo, o meu Senhor e Salvador e que pode também ser o teu, desde que se arrependa dos seus pecados e o aceite como Senhor e Salvador pessoal.

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Ap 3.20
Amém!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A cura do servo do centurião

Lucas 7.1-10
1.       Introdução

A cura do servo de um centurião se passa na cidade de Cafarnaum e se encontra registrada no livro de Lucas 7.1-10 e Mateus 8.5-13, sendo, portanto um relato bíblico comum apenas a esses dois evangelhos.
Segundo B. H. Streeter (The fourm gospels) Lucas e Mateus se utilizam de quatro fontes históricas para compor seus evangelhos (O livro de Marcos; fonte M [material só encontrado em Mateus]; Q [material encontrado em Mateus e Lucas] e L [material só encontrado em Lucas].) das quais encontramos a presente história.

Esse relato é surpreendente, visto que faz parte de uns poucos que aparecem nos evangelhos onde temos um gentio intercedendo a Jesus Cristo (a mulher Cananéia - Mt 15.22-28) e mais especialmente, intercedendo por alguém sem vínculo familiar, nesse caso um servo [escravo].

2.       Contexto histórico

O cenário onde ocorre esse fato é a cidade de Cafarnaum.

Dados geoeconômicos:
·         Ficava a noroeste do mar da Galiléia, na região de Zebulom e Naftali [Mt 4.13-16; Lc 4.31; Jo 6.17-24]
·         Era um centro de cobrança de impostos [Mc 2.1,14], posto militar [Mt 8.5-13; Lc 7. 1-10].
Relação de Jesus com a cidade:
·         Foi lá que Jesus desenvolveu a parte inicial do seu ministério. Sua identidade com a cidade era tanta que muitos chamava Cafarnaum de sua cidade [Mt 9.1]. Vejamos alguns motivos:
Em Cafarnaum fez inúmeros milagres:
·         O servo do centurião alvo da nossa meditação.
·         A cura da sogra de Pedro – Mt 8.14-17; Mc 1.29-31.
·         Expulsou demônios – Mc 1.21-28; Lc 4.31-37.
·         Cura do paralítico –Mc 2.1-18, do filho do régulo – Jo 4.46-54 e outros enfermos – Mt 8.16,17; Mc 1.32-34; Lc 4. 23,40,41.
Chamou ao ministério alguns dos seus discípulos:
·         Levi e Mateus foram chamados ao apostolado nesta cidade – Mt 9.913; Mc 11. 14-17; Lc 5. 27-32; Mt 17.24.
Ensinou ao povo e orientou seus discípulos:
·         O discurso registrado em Jo 6.24-71 foi feito na sinagoga de Cafarnaum ou em outro lugar da cidade Mc 9. 33-50.

Apesar de Jesus ter se esmerado em ensinar e operar milagres os habitantes de Cafarnaum não se converteram, daí Jesus ter profetizado a ruína desta cidade [Mt 11.23,24; Lc 10.15].  É uma pena, mas muitos só buscam a Deus por conveniência. Contudo, Deus não se deixa enganar.

“E tu, Cafarnaum, porventura serás elevada até o céu? até o hades descerás; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Contudo, eu vos digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti.” [Mt 11.23,24]

3.       Lucas 7.1-10

No momento em que o centurião chega a Cristo já havia se passado um século de dominação romana sobre a Palestina. Portanto, esse encontro também tem essa característica: o dominador se curva diante do dominado (Jesus homem – representação do povo judeu). Só Deus faz coisas maravilhosas como essa.
“Disse o Senhor: Na verdade, eu te fortalecerei para o bem e farei que o inimigo te dirija suplicas no tempo da calamidade e no tempo da aflição.” [Jeremias 15. 11]
No livro de Mateus e Lucas temos a informação que o centurião veio pessoalmente [Mateus] ou por intermédio de terceiros [Lucas] a presença de Jesus.

“Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe rogava, dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e horrivelmente atormentado.” [Mateus 8.5-6]
“Quando acabou de proferir todas estas palavras aos ouvidos do povo, entrou em Cafarnaum. E um servo de certo centurião, de quem era muito estimado, estava doente, quase à morte. O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo. E chegando eles junto de Jesus, rogavam-lhe com instância, dizendo: É digno de que lhe concedas isto;” [Lc 7. 1-4]

a.      Centurião: caráter cristão - intimidade com Deus.
A primeira lição que podemos tirar deste texto é que esse gentio semelhante ao centurião Cornélio [atos 10] era uma pessoa que tinha intimidade com Deus. O argumento usado por seus intercessores em Lucas 7. 4-5, bem como, sua abordagem a Cristo [Mateus 8.5] deixa claro essa verdade.

O centurião lhes “rogava”. Essa expressão não está solta nesse texto. Ela é carregada de sentido. Os soldados romanos eram considerados brutais e desprezíveis pela arrogância que lhes era comum, imagine um oficial. Esse homem era diferente. Ele honra a Cristo com sua humildade. Ele tem o sentido exato da soberania de Deus e respeita-o.
Aqui cabem algumas perguntas:

·         Como estamos tratando o nosso Pai [Deus]? Como chegamos a Ele para derramar nossos corações? Nessas horas agimos como servo ou senhor? Determinamos ou esperamos em sua misericórdia?

 Deus não tem obrigação de atender nossas petições, Ele não precisa de nós para ser o que é, mas unicamente por seu imenso amor, graça e misericórdia e que age em nosso favor. Ao contrário de muitos que só seguem Jesus por conveniência, o centurião possuía uma fé verdadeira no filho do homem, por isso não perdeu tempo e ouvindo que Cristo passava por sua cidade logo tratou de procurá-lo.

b.      Um Deus que supre nossas necessidades.
A segunda verdade que vejo nesse texto é que havia uma necessidade. Ela é o grande motor de toda essa história. Provavelmente sem a mesma o centurião não teria buscado a Cristo, embora essa circunstância não anulasse sua fé, nem o desmerecesse diante do Pai, mas estaríamos privados desse lindo testemunho bíblico e a comunidade judaica [do seu tempo] do seu impacto espiritual.

A situação aqui é usada por Deus para exaltar o seu nome. Muitas vezes passamos por privações, aflições e dificuldades e não lembramos que as mesmas podem e são usadas por Deus para seus propósitos. Na verdade só enxergamos o problema e mergulhamos num oceano de angustia.
Nesse sentido o Salmo 34.17 vem nos socorrer: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”.

·         Ninguém está livre de aflições.
·         Mas, temos um Deus. Aleluia!
·         Ele nos livra, ou seja, não sucumbimos em meio aos problemas, mas passamos. Glória a Deus!

Quando nos detemos em saber o que se passava com o servo [escravo] do centurião as informações não eram nada animadoras:

·         Estava de cama – Mt 8.6.
·         O seu mal o deixava paralítico - Mt 8.6.
·         Sofria horrivelmente - Mt 8.6.
·         Estava quase a morte – Lucas 7. 3.

Que doença era essa? Não sabemos, mas pela atitude do centurião [Mateus] ou dos seus intercessores [Lucas], pela urgência do pedido de socorro dar para perceber que o quadro era devastador. A conclusão que chegamos é que não existia solução para esse problema na medicina da época e é pouco provável que existisse hoje.

Jesus não faz pouco caso da situação. Ali havia várias pessoas que precisavam de ajuda: o centurião, o servo e a comunidade que vivenciava o problema. Para cada elemento desta trama havia um sentido para o que Jesus já determinara fazer.

“Eu irei curá-lo” - Mt 8.7
“Então, Jesus foi com eles” - Lucas 7.6

Deus sempre está atento as necessidades do seu povo. O centurião e seu servo [escravo] não eram judeus, mas pela fé que nutriam em Cristo eram alvos de sua graça, afinal a salvação também era para os gentios [Is 2.2-4; Am 9.12; Zc 9.7], apesar do preconceito e escândalo que essa verdade causava a nação escolhida [At 10.28;11.3], ele simplesmente foi a casa do centurião.

c.       A cura: expressão da soberania de Deus
Por fim: Quem era alvo de tanta atenção? Diz a bíblia que era um servo [grego: escravo], ou seja, alguém que certamente não chamava muita atenção, uma mercadoria, alguém sem nome, sem identidade, sem valor. Em algumas cidades gregas havia lugares para descarte de escravos doentes [abatedouro]. Nesses lugares o escravo encontrava um fim rápido e seu dono livrava-se de um problema.

A situação descrita nos textos de Mateus e Lucas nos fala de outra realidade, não de descarte, mas de acolhimento, pois esta é a proposta do Senhor para a humanidade, visto que Deus não faz acepção de pessoas [Deu 10.17; At 10.34].

Temos valor para o Pai celestial. Aquele escravo, refugo humano fazia uma grande diferença na vida do seu Senhor e conseqüentemente para Cristo. Semelhante a ele, todos éramos escravos do pecado, mas Cristo nos libertou na cruz. Em 1Jo 4.19, o apostolo afirma que Deus nos amou primeiro, mesmo quando éramos ainda pecadores. Daí a prontidão de Cristo em resolver a situação do servo do centurião.
Ao se aproximar da casa onde estava o enfermo Jesus é alcançado pelos amigos do centurião (Lucas) ou pelo próprio centurião (Mateus) que expressa(am) uma verdadeira declaração de fé.

“E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.” [Lc 7.6-9]

Aqui fica claro o principio de autoridade, bem como a humildade desse servo de Deus. Não era judeu, mas sua fé foi agradável a Deus. O desfecho desta história é a cura do seu servo. Nesse momento fico pensando que alegria deve ter invadido aquela casa. O centurião não deixou de ser soldado, o servo de ser servo, mas estavam transformados espiritualmente. Aquela experiência deixou marcas eternas e nos fala até hoje.

Concluindo, posso sem receio afirmar:
·         Aquelas vidas receberam as marcas de Cristo.
·         Toda comunidade que vivia ao entorno daquela casa os tinha como testemunho vivo da misericórdia de Deus.
·         Por fim, só Deus pode mudar uma situação tão adversa e nos fazer repousar em um lugar espaçoso.

Que Deus possa abençoar a todos. Amém!