quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Por que a monarquia caiu?

Por que a monarquia caiu?: Por que um imperador culto, que afastou o Brasil do rumo dos caudilhos e das ditaduras sul-americanas, não foi capaz de assegurar a sucessão da princesa que aboliu a escravidão

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Contentamento: um dom da graça divina contra a frustração

Blaise Pascal, o famoso filósofo e matemático francês, observou que os seres humanos são criaturas de profundo paradoxo. Nós nos adequamos tanto à profunda miséria quanto à tremenda grandeza, muitas vezes ao mesmo tempo. Tudo o que precisamos fazer é examinar as manchetes para ver se esse é o caso. Quantas vezes as celebridades que fizeram um grande bem por meio de filantropia são flagradas em escândalos?

A grandeza humana é encontrada, em parte, em nossa capacidade de contemplarmos a nós mesmos, de refletirmos sobre as nossas origens, nosso destino e nosso lugar no universo. No entanto, tal contemplação tem um lado negativo, e esse é o seu potencial para nos causar dor. Podemos nos considerar miseráveis ​​quando pensamos em uma vida que é melhor do que a que desfrutamos agora e reconhecemos que somos incapazes de alcançá-la. Talvez pensemos em uma vida livre da doença e da dor, mas sabemos que a agonia física e a morte são certas. Ricos e pobres sabem que uma vida de maior riqueza é possível, mas se frustram quando essa riqueza é inalcançável. Doentes ou saudáveis, pobres ou ricos, bem sucedidos ou fracassados — todos somos capazes de ficar irritados quando uma vida melhor continua fora do nosso alcance.

As Escrituras prescrevem apenas um remédio para essa frustração: contentamento.

O contentamento bíblico é uma virtude espiritual que encontramos exemplificada pelo apóstolo Paulo. Ele afirma, por exemplo: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4.11). Não importa a condição da sua saúde, riqueza ou sucesso, Paulo achou possível estar contente com a sua vida.

Na época de Paulo, duas proeminentes escolas da filosofia grega concordavam que nosso objetivo deveria ser encontrar contentamento, mas elas tinham maneiras muito diferentes de alcança-lo. O primeiro, o estoicismo, dizia que a imperturbabilidade era o caminho para o contentamento. Os estoicos criam que os seres humanos não tinham controle real sobre as suas circunstâncias externas, estando sujeitas aos caprichos do destino. O único lugar que poderiam ter qualquer controle era em suas atitudes pessoais. Não podemos controlar o que nos acontece, eles diziam, mas podemos controlar o que pensamos sobre isso. Assim, os estoicos se exercitavam para alcançar a imperturbabilidade, um sentimento interior de paz que os deixaria despreocupados, não obstante o que lhes acontecesse.

Os epicureus eram mais proativos em sua busca do contentamento, procurando encontrar um equilíbrio adequado entre o prazer e a dor. Seu objetivo era minimizar a dor e maximizar o prazer. Ainda assim, mesmo alcançar um objetivo neste campo pode resultar em frustração. Podemos nunca obter o prazer desejado, ou, tendo obtido tal prazer, podemos perceber que este não traz o que pensávamos.

Paulo não era um estoico nem um epicureu. O epicurismo conduz finalmente a um pessimismo definitivo: não podemos obter ou manter o prazer que buscamos; então, qual é o ponto? A doutrina apostólica da ressurreição e da renovação da criação não permite esse pessimismo. A criação “será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Romanos 8.18-25, veja 1Coríntios 15). Paulo também rejeitou a resignação passiva do estoicismo, pois ele não era fatalista. Paulo se esforçou ativamente em direção a seus objetivos e nos convocou a operarmos a nossa salvação com temor e tremor, crendo que Deus opera em nós e através de nós para realizar os seus propósitos (Filipenses 2.12).

Para o apóstolo, o verdadeiro contentamento não era complacência e nem uma condição, nesse lado da glória, que não pudesse admitir sentimentos de descontentamento e insatisfação. Afinal, Paulo frequentemente expressa tais sentimentos em suas epístolas quando considera os pecados da igreja e as suas próprias falhas. Ele não descansou em suas vitórias, mas trabalhou zelosamente para resolver problemas tanto pessoal quanto pastoralmente.

O contentamento de Paulo dizia respeito às suas circunstâncias pessoais e ao estado da sua condição humana. Se ele sofria necessidade ou desfrutava de prosperidade material, ele tinha “aprendido” a se contentar aonde quer que Deus o colocasse (Filipenses 4.12). Observe que isso foi algo que ele aprendeu. Não era um dom natural, mas algo que ele teve que ser ensinado.

Qual era o segredo do contentamento que ele havia aprendido? Paulo nos diz em Filipenses 4.13: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Resumindo, o contentamento do apóstolo estava fundamentado em sua união com Cristo e em sua teologia. Ele via a teologia não como uma disciplina teórica ou abstrata, mas como a chave para entender a própria vida. Seu contentamento com a sua condição na vida repousava em seu conhecimento do caráter e das ações de Deus. Paulo estava satisfeito porque sabia que a sua condição era ordenada pelo seu Criador. Ele entendeu que Deus trazia tanto prazer quanto dor em sua vida para um bom propósito (Romanos 8.28). Paulo sabia que, desde que o Senhor ordenou sabiamente a sua vida, poderia encontrar força no Senhor para todas as circunstâncias. Paulo entendeu que estava cumprindo o propósito de Deus, estivesse experimentando abundância ou humilhação. A submissão ao governo soberano de Deus sobre a sua vida foi a chave para seu contentamento.

Enquanto continuamos a lutar contra os desejos da carne, podemos ser tentados a crer que Deus nos deve uma condição melhor do que a que desfrutamos atualmente. Crer em algo assim é pecado e conduz à uma grande miséria, que só é superada pela confiança na graça providencial e sustentadora do Senhor. Nós encontraremos o verdadeiro contentamento somente enquanto nós recebemos essa graça e andamos nela.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida. É fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências, autor de mais de sessenta livros, vários deles publicados em português, e editor geral da Reformation Study Bible.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Quem é o juiz?

Atos dos Apóstolos: 18. 12. "Sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo, e o levaram ao tribunal, 13. dizendo: Este persuade os homens a render culto a Deus de um modo contrário à lei. 14. E, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se de fato houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime perverso, com razão eu vos sofreria; 15. mas, se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas. 16. E expulsou-os do tribunal. 17. Então todos agarraram Sóstenes, chefe da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; e Gálio não se importava com nenhuma dessas coisas". - Bíblia JFA Offline

Essa passagem ilustra bem intolerância judaica contra o pensamento cristão. Na tentativa de calar Paulo procuram usar uma autoridade romana. Nada mas contraditório.

Acaia era uma província senatorial romana que compeendia parte do território grego (Peloponeso) e Macedônio. Era uma região disputadíssima pelos senadores romanos que desejavam governá-la
Sua importância política, econômica e cultural para o Império era grande assim como os interesses dos diversos grupos étnicos,  religiosos que ali viviam.

O cristianismo nascente representado por Paulo era um problema para os judeus, mas aceitável ao estado romano. Para Roma a nova fé era mais uma facção do judaísmo e como tal tolerada. O que temos aqui é uma clara tentativa de desassociar os cristãos do judaísmo e assim submetê-lo a perseguição estatal.

Essa tentativa mais tarde se tornará real, mas no momento os cristaos ainda gozavam de certa liberdade.

É sabido que Roma só permitia a existência de uma religião se está se submetessem e ao culto do imperador. O cristão jamais faria isso, portanto, seria considerados subversivo e caçado até a morte pelo Império. Era isso que desejavam esses senhores, daí, se aproveitarem da chegada a região de uma nova autoridade romana para lançá-la contra os cristãos.

Ao acusarem Paulo de persuadir os membros da comunidade a adorar a Deus de uma forma diferente do que está na lei, parecia as autoridade judaicas um argumento fortíssimo para condená-lo.
Aqui temos algo para se pensar.

1. Que só existe uma maneira de se adorar a Deus e que a forma judaica era a certa.
2. Que Deus era propriedade particular de um único povo, daí não ser possível anunciá-lo aos demais, salvo dentro dos ditames da sua lei.

3. Que a autoridade de Paulo não era reconhecida por eles, portanto, falsa.
4. Que a mensagem de Deus era propriedade exclusiva dos judeus. Tudo mais cheirava a rebelião e subversão da ordem.


O contraditório disso tudo é que as autoridades judaicas se utilizavam de uma legislação que consideravam opressora, imoral e criminosa quando aplicada ao seu povo. Isso é o chamamos de política. No ano 70 d.C, Jerusalém será destruída exatamente  por não se submeter a dominação romana e suas leis.

O interessante nesse texto é que não há registro que Paulo tenha falado nada em sua defesa. Gálio, (procônsul da Caia) entediado com o caso descarta qualquer tentativa de incriminação do apóstolo.
Ele faz pouco caso da denúncia:

  1. Talvez por cosiderar se tratar de questiúnculas de "escravos" (Roma dominava todos).
  2. Quem sabe, por entender que a segurança do Império não estava sob ameaça.
  3. É também provável que não tenha se interessado por não dá status diante da comunidade romana.
 Na verdade ele tinha coisas mais importantes para fazer.


Gálio encerra a audiência declarando sua decisão:

E, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se de fato houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime perverso, com razão eu vos sofreria; mas, se são questões de palavras, de nomes, e da vossa lei, disso cuidai vós mesmos; porque eu não quero ser juiz destas coisas. E expulsou-os do tribunal.

Vemos claramente aqui a mão invisível de Deus trabalhando em prol do seu reino. Não seria desta vez que o Senhor receberia o supremo sacrifício de Paulo por amor ao evangelho.

O apóstolo estava livre assim como a sua mensagem. Muitos ainda iriam ser alcançados pelo evangelho libertador de Jesus Cristo.

Lições que aprendemos com esse texto.
  1. Só o eterno juiz do universo detém a palavra final sobre toda criação. 
  2. Que o inimigo não tem o poder para destruir a igreja do Senhor ... as portas do inferno não prevalecerão contra ela" Mateus 16:17-18.
  3. Que os servos de Deus tem a proteção do seu senhor.
  4. Que todos somos passíveis de sofrer incompreensões, perseguições, morte, mas jamais seremos abandonados por Deus enquanto estivermos no centro da sua vontade.


A Deus toda honra e glória hoje e para todo sempre.

Quer usufruir dos cuidados e bênçãos deste Deus? Aceite Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e viva para a glória de Deus.

Meditação

Efésios: 6. 11. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes resistir às ciladas do Diabo; 12. pois a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores das trevas desse mundo, contra a iniquidade espiritual nas alturas. 13. Portanto tomai sobre vós toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. 14. Permanecei, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, 15. e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, 16. tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18. orando sempre com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando com esta finalidade, com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, 19. e por mim, para que me seja dada a palavra, a fim de que eu abra a minha boca com intrepidez, para fazer conhecido o mistério do evangelho, 20. pelo qual sou embaixador em cadeias, para que nele eu possa falar ousadamente como devo falar. - Bíblia JFA Offline

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Meditação

Romanos: 12. 2. E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. - Bíblia KJA Offline

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O sacrifício Remidor de Jesus Cristo

A filha do pastor sentada ao lado do pai que acompanhava o préstito (enterro) da sua esposa faz a seguinte pergunta:

- Papai se Jesus morreu porque mamãe tinha que morrer?  Silêncio profundo por um tempo. De repente uma carreta passa ao lado do carro da família e o pai tem a resposta.

- Filha você preferiria que essa carreta passasse por cima de você ou a sombra passasse por cima de você? Mas, papai, claro que a sombra.

- Isso é o que aconteceu com mamãe. Jesus deixou que a carreta passasse por cima dele e a sombra sobre mamãe.

Isso é o que Jesus fez na cruz por mim. A morte para nós não é igual a de alguém que não conhece a Deus. Realmente sobre esses passam uma carreta, mas sobre nós a sombra.

Russell Shedd - Palestra sobre o LIVRO DE HEBREUS 01 (YouTube).
20 de maio de 2012 (Quatro anos antes de sua morte).

Se você ainda não aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador,  a oportunidade é essa. Faça a seguinte oração.

Senhor Jesus te aceito como meu Senhor e Salvador da minha alma. Faz em mim morada do seu Santo Espírito e escreve meu nome em teu livro da vida. Em nome de Jesus,  amém.

Se você fez essa oração com sinceridade de alma,  procure hoje mesmo uma igreja evangélica para junto aos irmãos crescer espiritualmente diante de Deus.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Resolutos pela graça de Deus

Quando eu tinha dezenove anos, entrei para a equipe de uma grande igreja evangélica. Alguns dos pastores da equipe se tornaram amigos e mentores maravilhosos, mas ao encontrar alguns dos pastores naquela igreja e em igrejas na área, fiquei profundamente triste com o que observei. Quando conheci alguns dos pastores mais intimamente, observei que o amor deles pelo ministério parecia superar seu amor a Deus. Parece que ao longo dos anos, o ministério havia se tornado um deus. Seus próprios reinos haviam tomado o lugar do reino de Deus. Suas orações se tornaram focadas no sucesso do ministério e não na fidelidade a Deus no ministério. Consequentemente, vários desses pastores, um por um, deixaram o ministério pelo fato de que simplesmente não podiam mais viver sob exigências legalistas irracionais, implacáveis e auto-impostas ao longo dos anos.

Eu reconheci que, por si só, sem Deus em sua fundação, o ministério é totalmente inútil. Sem permanecer resoluto em rendição fiel a Deus, os ministros que vivem para o ministério ou abandonarão o ministério ou, o que é pior, o ministério os abandonará. É claro que um ministro pode continuar a pregar, orar e planejar enquanto tenta representar o papel, mas logo seus pés vacilarão e seu ministério pelo ministério começará a corroer sua alma de dentro para fora. Tal ministério corrompe o homem e produz metástase por todo o corpo da igreja. Ele conduz ao ceticismo, apatia e desgaste. Ele não conhece a graça e busca apenas os seus próprios objetivos. Sem Deus no coração do ministério, o ministério não é apenas uma tolice, é impossível; felizmente, foi dessa maneira que Deus o projetou: para ser impossível sem ele.

Aos dezenove anos, como estudante ministerial me preparando para o pastorado, eu me preocupei que um dia pudesse chegar ao ponto em que minha paixão pelo ministério usurparia a minha paixão por Deus, que o ministério se tornaria minha religião, que o ídolo do sucesso no ministerial substituiria o desejo do meu coração de ser fiel a Deus.

Com tudo isso pesando em minha mente, certa manhã bem cedo, eu desci da minha cama de joelhos e clamei a Deus que me preparasse para o ministério, sustentasse-me no ministério e me desse a paixão pelo ministério – uma paixão que fluísse do meu amor e paixão pelo próprio Deus. Naquela manhã, escrevi as seguintes palavras na frente da minha Bíblia: “Viverei para Deus, não para o ministério”. Todos os anos desde então, pela graça sustentadora de Deus, tenho me rendido ao Senhor, implorando-lhe que me ajude a viver para ele e confiando somente nele para me preparar, sustentar e capacitar para seu ministério.

A fim de permanecer firme nessa busca de rendição ativa de vida a Deus e não ao ministério, eu devo não apenas confessar regularmente o meu pecado da autossuficiência, mas devo também resolver permanecer resoluto todos os dias da minha vida, vivendo uma vida de arrependimento e fé, a cada passo e cada fôlego, deleitando-me no amor e segurança abundantes do Senhor. Pois, se confiasse em minha própria força, o meu esforço seria realmente perdido.
Resolvendo ser resoluto

Parece que cada ano novo, somos apanhados num turbilhão de resoluções bem-intencionadas. Com arroubos premeditados de entusiasmo, as pessoas mais próximas a nós começam a participar de atividades peculiares e às vezes públicas, que fazem até mesmo as crianças da vizinhança olharem intrigadas. Vemo-nos testemunhando anúncios surpreendentes e manifestos de ano novo aparentemente conscientes nos quais somos chamados a contemplar que grandes mudanças podem vir – resoluções de disposições iminentes, dietas impossíveis e fortalezas de disciplina impenetráveis.

O observador cético pode perguntar: “Será que todo esse fervor é realmente necessário?”. Além disso, o leitor pessimista pode perguntar: “Será que é apropriado fazer resoluções? Afinal de contas, não deveríamos em todos os momentos e todas as épocas procurar viver com sabedoria, obedientemente e biblicamente?”.

Alguns podem até chegar ao ponto de argumentar que as próprias resoluções não são bíblicas, baseados no fato de que a própria Palavra de Deus nos oferece uma compilação completa e autoritativa de resoluções de Deus para o seu povo. Elaborar nossa própria lista de resoluções, eles argumentam, é supérfluo, na melhor das hipóteses.

Estes são os tipos de perguntas que eu sempre considerei quando se trata de todo este negócio de fazer resoluções, e eu tenho um palpite de que muitos dos meus colegas céticos biblicamente informados também refletem sobre tais questões. Não obstante, a Palavra de Deus nos dá não apenas permissão para fazer resoluções, mas também boas razões para fazê-las. Várias passagens bíblicas parecem nos fornecer razões para resoluções e exemplos de homens de Deus que resolveram viver para ele de uma maneira particular por uma razão particular (Daniel 1.8; Mateus 1.19; Atos 19.21; 1Coríntios 10.14-32; Colossenses 3.12-17; 2Tessalonicenses 1.11). Assim, ao considerar como glorificar a Deus em tudo o que fazemos em nossas circunstâncias e chamados particulares, seria sensato nos resolvermos por fazer resoluções particulares para nos ajudar em nossa santificação. Fazemos isso pelo poder do Espírito Santo, tendo a certeza de que fomos declarados justos pelo Pai por causa da justiça completa do Filho.

A resolução de Edwards

Aos dezenove anos de idade, Jonathan Edwards conhecia seus pontos fracos e estava ciente da natureza destrutiva de seu pecado. Por isso resolveu fazer e manter determinadas resoluções em seu esforço de viver para a glória de Deus. Ele ajudou a pavimentar o caminho para todos nós ao introduzir suas setenta resoluções com estas palavras:

Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus, humildemente lhe rogo que, através de sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo.

Essas simples palavras introdutórias de Edwards não apenas nos fornecem um vislumbre de uma das maiores mentes da história, como também nos fornecem uma visão gloriosa do coração de um jovem cujo coração havia sido humilhado e dominado pelo Senhor Deus Todo-Poderoso. Faríamos bem, portanto, em considerar as observações introdutórias de Edwards ao buscarmos glorificar a Deus e gozá-lo para sempre em nossas igrejas, nossas casas e nossos corações.
Resolver sensatamente

“Estando ciente”, Edwards começa seu prefácio – devemos ser sensatos, razoáveis ao fazer resoluções. Se nos dispomos a fazer resoluções às pressas como resultado de nossas grandiosas ilusões de perfeição sem pecado, é provável que não apenas falharemos em nossa tentativa de manter essas resoluções, como provavelmente nos tornemos menos inclinados a fazer quaisquer outras resoluções para semelhantes fins desejados. Temos de fazer resoluções com oração genuína e estudo aprofundado da Palavra de Deus. Nossas resoluções devem estar de acordo com a Palavra de Deus. Portanto, qualquer resolução que fizermos deve necessariamente nos permitir cumprir todos nossos chamados particulares na vida. Devemos considerar todas as implicações das nossas resoluções e ter o cuidado de fazer resoluções tendo outras em mente, mesmo que isso signifique a implementação de novas resoluções gradualmente ao longo do tempo.

Resolver dependentemente

“Sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus”, admite Edwards. Temos de ser sensíveis para captar a simples verdade de que cada resolução deve ser feita na dependência de Deus. E, mesmo que todo cristão vá responder dizendo: “Bem, é claro que devemos depender de Deus para todas as coisas”, a maioria dos cristãos acaba caindo na conversa do mundo. Eles pensam que uma vez que se tornam dependentes de Deus, terão força imediata. Eles imitam o mantra do mundo: “O que não me mata me faz mais forte”. Enquanto o princípio é geralmente verdade, esse pensamento pode fomentar uma atitude de independência orgulhosa. Devemos entender que poder todas as coisas através de Cristo que nos fortalece significa que temos de depender de sua força continuamente, para fazer todas as coisas e cumprir todas as nossas resoluções (Efésios 3.16; Colossenses 1.11). Na verdade, tudo o que não nos mata, pela graça conformadora de Deus, torna-nos fracos para que em nossa fraqueza confiemos continuamente na força de nosso Senhor (2Coríntios 12.7-10).

Resolvendo humildemente

“Humildemente lhe rogo que, através de sua graça, capacite-me a cumprir fielmente estas resoluções”. Ao fazer resoluções para a glória de Deus e perante a face de Deus, não podemos entrar em sua presença batendo em nosso peito com arrogância triunfal, como se Deus devesse agora nos amar e abençoar mais porque fizemos algumas resoluções para segui-lo mais. Na realidade, em sua providência, o Senhor pode optar por permitir ainda mais provações em nossas vidas. Em seu imutável amor paternal por nós, ele pode decidir nos disciplinar ainda mais, de modo que possamos mais ainda detestar nossos pecados e nos deleitarmos nele. Devemos nos aproximar dele em humilde confiança em sua graça à medida que procuramos não apenas as bênçãos, mas aquele que abençoa.

Resolvendo em nome de Cristo

“Enquanto elas estiverem dentro da sua vontade, em nome de Jesus Cristo”. Não podemos resolver fazer qualquer coisa com uma atitude presunçosa diante de Deus. Toda a questão de fazer resoluções não é uma fixação de metas apenas para termos uma vida mais feliz. Somos chamados por Deus a viver segundo a sua vontade, não a nossa; em nome de Cristo, não no nosso nome, pois não é a nós, mas a ele que toda a glória pertence (Salmo 115.1).

Por: Burk Parsons. © 2009 Ligonier. Original: Resolved by the Grace of God
Este artigo faz parte da edição de Janeiro de 2009 da revista Tabletalk.
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Resolutos pela graça de Deus


domingo, 1 de janeiro de 2017

Duas meninas, de 7 e 8 anos, fizeram-se explodir num mercado na Nigéria


Duas meninas bombistas-suicidas, de 7 e 8 anos, fizeram este domingo pelo menos 17 feridos num ataque no movimentado mercado da cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, anunciaram os serviços nigerianos de emergência.

Inicialmente, o porta-voz dos serviços nigerianos de emergência divulgou que os bombistas-suicidas eram um homem e uma mulher (sem especificar idades), que se detonaram em momentos diferentes, mas poucas horas depois a agência Associated Press noticiou que o ataque tinha sido perpetrado por duas raparigas.

O grupo extremista Boko Haram é suspeito de estar por trás do ataque.

O mercado em causa tinha reaberto recentemente, depois de ter estado quase dois meses sem funcionar por questões de segurança, uma vez que anteriormente já tinha sofrido ataques.

Fonte: DN Nigéria

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mulher decapitada no Afeganistão por ter "entrado em vila" sem o marido


A aldeia está sob o controlo dos talibãs e ninguém foi preso pelo crime

Um mulher de 30 anos foi decapitada na segunda-feira de manhã numa aldeia remota do Afeganistão, noticia o diário paquistanês The Nation. Segundo o porta-voz do governador da província de Sar-e-Pul, onde o crime ocorreu, a mulher foi morta por ter "entrado na vila" sozinha, sem o marido.

Zabiullah Amani confirmou o crime em Latti e disse que o grupo de homens armados responsável tem ligações aos talibãs. O marido da vítima está fora do país, no Irão.

A aldeia está sob o controlo dos talibãs e ninguém foi preso, mas os talibãs rejeitam qualquer envolvimento.

O Afeganistão é um dos países do mundo onde as mulheres enfrentam mais dificuldades, de acordo com a ONU, quer no acesso à saúde e educação, quer como vítimas de violência, nomeadamente dos chamados crimes de honra.

Fonte: DN

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Corrida Armamentista: Vladimir Putin ordena reforço da capacidade nuclear russa – Donald Trump defende forte aumento da capacidade nuclear dos EUA

Corrida Armamentista: Vladimir Putin ordena reforço da capacidade nuclear russa – Donald Trump defende forte aumento da capacidade nuclear dos EUA

Noticias como essa só nos faz lembrar que uma ordem mundial está sendo montada ainda que sobre os escombros das estruturas atuais. Parece que os homens não tem controle sobre seus desejos e estão dispostos a jogar tudo que foi construído até hoje na lixeira do extermínio total. 


Quer sejam motivados por razões ideológicas em suas mais diversas matizes [religiosas, política etc] o certo é que a ambição pelo poder supremo pode nos levar a uma nova guerra generalizada e extermínio da raça humana sobre a terra.


Caso venha isso se concretizar o que é totalmente fora de sentido não será algo novo. A pelo menos 65 milhões anos atrás o mundo dos grandes lagartos  desapareceu, após esse episódio tivemos o diluvio bíblico que foi uma reação de Deus a violência e corrupção que tomava conta da humanidade. Com Noé nos foi dada uma nova oportunidade.

Hoje, estamos envolvidos em mais uma grande crise do capitalismo que em tempos passados já nos renderam duas grandes guerras. A diferença agora é que as armas nucleares poderão ser usadas e assim colocar em xeque toda a vida no planeta. Com uma ressalva: a terra vai sobreviver a catástrofe humana.

CIENTISTAS DESCOBREM COMO DESAPARECEU A CIDADE DO ARMAGEDÃO

Uma dupla de arqueólogas descobriu que a cidade construída sobre a colina de Megido – a cidade bíblica do Armagedão – foi destruída há três mil anos por um incêndio.

Localizada no norte de Israel, Megido foi um dos centros da civilização antiga há seis mil anos.

A cidade de Megido, declarada Património Mundial da Unesco em 2005, terá sido destruída por um enorme incêndio em apenas duas ou três horas.

De acordo com as cientistas Mathilde Forget e Ruth Shahack-Gross, do Instituto Weizmann da Ciência, em Rehovot (Israel), o incêndio deflagrou a uma velocidade incrível porque as casas tinham telhados de palha e eram construídas com vigas de madeira, tecidos e outros materiais inflamáveis.
Os resultados do estudo foram publicados na revista Antiquity.

O Armagedão é identificado na Bíblia como a batalha final de Deus contra a “malvada sociedade humana” liderada por Satanás.

As interpretações da Bíblia referem que a batalha entre as forças da luz e as forças das trevas, depois do fim do mundo, irá ocorrer na cidade de Megido.
Segundo o livro do Apocalipse, os exércitos da Terra irão reunir-se em “Har Megido” (a colina de Megido).

No entanto, a tradução foi mal feita e o nome hebraico “Har Megido” resultou na criação da palavra Armagedão, o local de uma guerra que irá resultar na paz e na justiça, destruindo apenas a maldade.

A batalha final aparece citada duas vezes no último livro da Bíblia, Apocalipse, mas o nome Armagedão é popularmente associado a uma catástrofe mundial.

domingo, 25 de dezembro de 2016

NASA MOSTRA QUE A TERRA NUNCA ESTEVE TÃO QUENTE

O mapa mundo desenvolvido pela NASA

A NASA e a Agência Meteorológica do Japão afirmam que julho foi o mês mais quente de sempre. Se a tendência se mantiver, 2015 pode ser o ano mais quente de sempre.

Investigadores da NASA e da Agência Meteorológica do Japão (JMA) publicaram dados que mostram que julho passado foi o mês em que a temperatura alcançou o seu máximo histórico, desde os finais do século XIX, momento em que se começaram a fazer estes registos meteorológicos, noticia o The Washington Post.

A temperatura média de julho deste ano superou em 0,02 graus a temperatura registada em julho de 2011, última temperatura recorde.

Se esta tendência se mantiver, 2015 pode bater um novo recorde mundial de calor, superando o registado em 2014.

Segundo o mapa mundo elaborado pela NASA, as temperaturas foram muito mais altas do que o normal, sobretudo, em áreas como o noroeste do Pacífico, Europa ocidental, Ásia central e África.

O El Niño, um poderoso fenómeno climático que dispara as temperaturas nas regiões do Equador é também apontado como uma das causas para estas temperaturas.

Segundo a análise da JMA, citada pelo RT, maio, junho e julho bateram o recorde dos meses com temperaturas mais altas dos últimos tempos.

Fonte: http://zap.aeiou.pt/

sábado, 24 de dezembro de 2016

ISRAEL NÃO VAI CUMPRIR A “VERGONHOSA RESOLUÇÃO” DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU


Israel não vai cumprir a resolução aprovada esta sexta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, que exige o fim imediato da colonização em territórios palestinianos, disse o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

“Israel rejeita a vergonhosa resolução da ONU anti-Israel e não está de acordo”, informa, em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

No comunicado, o primeiro-ministro salienta que, como o “Conselho de Segurança não faz nada para parar o massacre de meio milhão de pessoas na Síria, conspira contra a única verdadeira democracia do Médio Oriente, Israel, e qualifica o Muro das Lamentações, lugar mais sagrado do judaísmo, como um ‘território ocupado”, disse.

A resolução aprovada esta sexta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU exige que Israel “pare imediatamente e completamente toda a atividade dos colonatos em territórios palestinianos”.

No comunicado, Benjamin Netanyahu acusa também o Presidente cessante dos Estados Unidos, Barack Obama, de se ter associado à “liga anti Israel” na ONU.
Os Estados Unidos, depois de terem vetado em 2011 uma resolução similar, abstiveram-se, o que permitiu que a resolução fosse aprovada pelos restantes membros do Conselho de Segurança.

“Israel espera trabalhar com o Presidente eleito Donald Trump e todos os nossos amigos no Congresso, os republicanos e democratas, para neutralizar os efeitos negativos da presente e absurda resolução”, acrescenta o comunicado.

DESCOBERTA SURPREENDENTE AJUDA A DECIFRAR HISTÓRIA DA CIDADE BÍBLICA JUDEIA

Laje de pedra com inscrição sobre Judeia está exposta ao público na Biblioteca da Universidade de Haifa, em Israel.
Uma equipa de arqueólogos israelita fez uma surpreendente descoberta no fundo do mar, num local histórico identificado como Tel Dor, a sul da cidade de Haifa, em Israel. Trata-se de uma pedra que ajuda a perceber a história da Judeia na era bíblica.

Esta laje de pedra, com quase 600 quilos, foi encontrada no fundo do mar em Tel Dor, uma Reserva Natural que se situa no local onde era a antiga cidade bíblica de Dor e que tem sido alvo de investigações nos últimos anos.

Dois estudantes do Laboratório de Arqueologia da Universidade de Haifa – Ehud Arkin-Shalev e Michelle Kreiser – depararam-se com a pedra, quando faziam trabalhos na zona.

A laje, que já foi retirada do mar, para não sofrer desgaste nem ser danificada, contém uma inscrição em Grego antigo que já foi parcialmente decifrada pelos investigadores.

A grande revelação deste documento histórico, datado do Século II d.C., é o nome do governador romano da Judeia, Gargilius Antiques, no período em que se deu a chamada “revolta de Bar Kokhba”, um dos grandes momentos da história judaica.

O líder judaico Simão bar Kokhba liderou, em 132 d.C., uma revolta falhada e sangrenta contra os romanos.

“Imediatamente a seguir à revolta Bar Kokhba, os romanos decidiram abolir a província da Judeia e obliterar qualquer menção ao seu nome. A província foi unida com a Síria para formar uma província única chamada Síria-Palestina“, relata, numa nota da Universidade de Haifa, o arqueólogo Assaf Yasur-Landau que liderou a investigação.

“Por isso, o que temos aqui é uma inscrição datada de antes da Judeia deixar de existir como uma província sob esse nome”, diz Yasur-Landau.

A inscrição revela também a Judeia como a província envolvida na referida revolta, o que não era conhecido até agora.

“Esta é apenas a segunda vez que o nome Judeia apareceu numa inscrição do período romano”, considera ainda Yasur-Landau, sublinhando a qualidade rara e extraordinária da descoberta.

“A pedra formou, provavelmente, a base de uma escultura do período romano. Tanto quanto sabemos, é a mais longa inscrição encontrada debaixo de água em Israel”, diz o arqueólogo.

A Universidade de Haifa lembra que, há cerca de 70 anos, tinha sido encontrado o nome de Antiquus numa outra inscrição, mas sem qualquer referência à Judeia. Havia assim, dúvidas se ele teria sido o governador desta província ou da Síria.

Esta nova descoberta desfaz todas as dúvidas.

Fonte: http://zap.aeiou.pt/

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Lidando com o pragmatismo e o autoritarismo

É fácil para líderes eclesiásticos olharem apenas para sua esquerda ou apenas para sua direita em busca de evitar os erros dos outros. Algo que aprendi vendo Tim Keller é a importância de olhar para ambas as direções. Consequentemente, o homem sempre parece ter uma “terceira via” para oferecer.

Quando o tópico se volta para filosofia ministerial ou práticas eclesiásticas, tem sido a tendência dos escritores do 9 Marcas como eu olharem para a esquerda em direção às leves tendências do evangelicalismo padrão. Isso é uma resposta ao evangelicalicalismo da minha juventude, que era constantemente ansioso em evitar se afastar muito para a direita em direção a algum tipo de fundamentalismo autoritário.

Muitas coisas na vida são binárias e não há uma terceira opção. Mas acredito que há erros na direita e na esquerda da filosofia bíblica de ministério. Na esquerda estão os erros do pragmatismo, e na direita estão os erros do autoritarismo. O que é mais chocante para mim é o que eles têm em comum.

Irmãos gêmeos
À primeira vista, eles aparentam ser bem diferentes. Pragmatismo é flexível. Ele diz: “Vamos tentar isso, ou isso, ou isso!”. Autoritarismo é rígido. Ele diz: “Faça o que eu lhe disse, agora!”. Pragmatismo respeita a autonomia e o papel do consentimento, mesmo se as coisas ficarem um pouco confusas. Autoritarismo respeita a ordem, a eficiência e a realização. Certamente, o pragmatismo e o autoritarismo não são gêmeos idênticos.

Mesmo assim, são irmãos gêmeos. Olhe além da superfície e você encontrará um número surpreendente de semelhanças:

Ambos, o pragmatismo e o autoritarismo, são fixados em resultados.

Ambos definem sucesso pela mudança externa ou visível, portanto sujeitam seus métodos a qualquer variedade de padrões para medir o fruto visível.

Ambos dependem da engenhosidade humana para terem seus trabalhos realizados. Eles confiam em cérebros, força bruta ou beleza para cumprir seus fins. O braço forte de alguém. O charme de outra pessoa.

Na área do ministério cristão, diferente do autoritarismo, o pragmatismo não assume que há uma “forma certa” de fazer as coisas, mas que Deus deixou essas coisas para nós. De modo envergonhado, ele conclui: “Minha maneira é boa como qualquer outra, eu acho”. Mas isso, ironicamente, não está totalmente fora de relação com a maneira do autoritarismo: “Minha forma ou sai fora!”. Ambos podem subestimar a “maneira de Deus”.

Preste atenção a qualquer sermão pragmático (“Sete passos para um casamento saudável”) ou para um sermão autoritário (“Arrependa-se, senão”). O que você poderia ouvir?

 • Ambos exploram a carne (quer pelo medo ou pelo apelo ao apetite) para motivar ações em vez de apelar para o novo homem no evangelho.

 • Ambos começam com imperativos da Escritura, não os indicativos do que Cristo cumpriu.

 • Ambos impõem pesados fardos sobre a vontade, fazendo tudo que podem para fazer a vontade escolher corretamente, à parte de uma consideração de onde a vontade tem suas raízes plantadas – nos desejos do coração. Vergonha e moralismo são as ferramentas favoritas de ambas metodologias.

 • Ambos requerem conformidade externa em vez de arrependimento do coração. Fazendo assim, criam fariseus.

 • Ambos ultrapassam as fronteiras que a Bíblia tem dado permissão para ir, quer ao expandir o escopo da adoração corporativa e da missão cristã, quer ao dispor ordens onde elas não existem. Ambas rotas validam a consciência onde o evangelho não valida.

 • Ambos são impacientes e querem ver decisões serem feitas “hoje!”. Como eles não reconhecem que decisões possuem sua fundação em última instância nos desejos do coração, eles se sentem bem-sucedidos onde quer que produzam uma decisão correta, sendo essa decisão forçada e manipulada ou não.

 • Ambos confiam em sua própria força em vez de descansar no Espírito pela fé.

Agora, não há nada intrinsecamente errado em confiar nas sabedoria e força humanas para alguns fins, particularmente quando há uma ausência de revelação divina. Como você promove sua cafeteria? Como ganhar nos jogos de futebol? Com manter os dentes saudáveis?

Porém, quando se trata de ministério cristão, o principal erro do pragmatismo e autoritarismo é sua confiança em métodos naturais para cumprir fins sobrenaturais. Tomando emprestado de Paul David Tripp e Timothy Lane, eles prendem maçãs nas árvores em vez de regar e cuidar das árvores.

Uma terceira via: a palavra do evangelho e o Espírito de Deus
Como você alimenta e rega as árvores? Isso nos leva à terceira via. Ministérios cristãos confiam completamente na palavra do evangelho de Deus e no Espírito de Deus.

O ministério evangélico possui os seguintes atributos:

 • Ele é pela fé. Ele crê que o Espírito de Deus sempre tem poder para transformar, e que ele irá fazê-lo se ele assim determinar.

 • Ele descansa na palavra do evangelho de Deus. A verdadeira mudança acontece quando os olhos do coração de uma pessoa se abrem para a verdade da palavra do evangelho de Deus, a aceitando e abraçando. Eles veem sua verdade por si mesmos. Não é força ou beleza que os atraem, mas Deus e sua Palavra.

 • Ele reconhece o papel da autoridade: Jesus tem autoridade, a palavra do evangelho de Jesus tem autoridade, a igreja de Jesus e seus líderes têm autoridade. Mas cada uma dessas autoridades é diferente e possuem diferentes mandatos, prerrogativas, jurisdições e sanções. E o ministério evangélico é muito sensível a essas diferenças, nunca confundindo uma autoridade com outra.

 • Ele ajuda pessoas a considerar o que elas realmente desejam antes de dizer a elas o que devem fazer.

 • Ele apela a cristãos na base no seu lugar no evangelho, não na força da sua carne. Um pastor cristão ou conselheiro não deveria dizer coisas como: “espero mais de você” ou “você é melhor do que isso”. Em vez disso, ele irá dizer: “Você percebe que você estava morto e foi ressuscitado com Cristo? Você é uma nova criatura. Agora, o que isso deveria significar?”. Uma autoridade cristã dará as ordens (por exemplo, 2Tessalonicenses 3.6, 10, 12), mas essas ordens serão adotadas em virtude da membresia no evangelho. Ela apela para as novas realidades do Espírito. Os imperativos deveriam sempre seguir os indicativos daquilo que Cristo tem dado.

 • É excessivamente paciente e tenro, sabendo que somente Deus pode dar crescimento (1Coríntios 3.5-9). Um cristão imaturo pode precisar andar cem passos antes de chegar à maturidade, mas um pastor sábio raramente exige mais de um ou dois passos. Nosso exemplo nisso é Jesus. Ele diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11.29). Tomar seu jugo é se tornar um discípulo. É aprender. Mas ele é gentil e humilde em seu coração e seu jugo é leve e suave (11.29-30).

 • Ele também deseja traçar linhas e fazer demandas que sabe que não podemos encontrar. Um bom doutor não somente faz questões cuidadosamente, mas identifica o câncer quando o vê. Da mesma forma, uma igreja ou um presbítero não deveriam usar sua autoridade para obscurecer as realidades do Evangelho de Deus, mas para iluminá-las. O poder das chaves, por exemplo, é para ser usado exatamente para esse fim.

Em resumo, o ministério cristão funciona pelo poder do Espírito e da Palavra, não pelo poder da carne.

Mas à semelhança de uma abordagem pragmática, ele faz apelos às pessoas. Pede por seu consentimento. Reconhece que um ato verdadeiro de fé não pode ser coercitivo.

Entretanto, à semelhança de uma abordagem autoritária, ele reconhece que Jesus é o rei e possui autoridade. Verdadeiras ações da fé não procedem de atores autônomos, mas manipulados. Em vez disso, pessoas devem se submeter amorosamente à sua palavra como rei.

O ministério cristão ama e confronta. Ele honra e desafia. Mais do que qualquer coisa, talvez, ele fala… e espera…

Por: Jonathan Leeman. © 2013 9Marks. Original: The Twin Temptations of Pragmatism and Authoritarianism

Tradução: Matheus Fernandes . Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Lidando com o pragmatismo e o autoritarismo