quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Seis maneiras de como Deus trabalha em você em seu trabalho

Você apareceu no serviço hoje, mas é como se Deus não houvesse ido junto. Ele parece distante e ausente de tudo que você faz durante o dia. Há tentações por toda parte, atalhos para fazer as coisas do jeito mais fácil. Ninguém mais se importa uma vírgula com servir a Deus. As conversas são todas banais. E mesmo assim você acredita que Deus é soberano sobre todas as coisas, o que, a propósito, significa ser soberano sobre colocá-lo no emprego em que você está.
Você desconfia cada vez mais de si mesmo e fica imaginando como deve ser a vida de alguém que seja, ao mesmo tempo, empresário e um gigante na fé, alguém que veleja entre reuniões e serviços privados, carregado pela maré da alegria de servir a Deus. Enquanto aqui está você, num trabalho onde Deus parece estar tão longe.
Na realidade, o local de trabalho não é apenas um lugar em que Deus usa você; ele é também um lugar por meio do qual Deus opera dentro de você, conformando-o à imagem de Cristo. Talvez ele pareça distante, mas não está. Deus está usando as dificuldades e pressões de seu emprego neste exato momento a fim de dar-lhe foco em ao menos seis áreas.
1. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar sua fé
 Não há momentos sem sentido na vida quando ela é contemplada à luz da glória de Deus. Deus nos criou para vivermos para ele e para Sua glória. Este é o nosso principal chamado na vida. O que quer que façamos, devemos fazer para a Sua glória (1 Coríntios 10:31). Em última análise, não trabalhamos para nosso prazer pessoal, nossa diversão, nosso autoaperfeiçoamento ou nosso próprio ganho e benefício. Trabalhamos para Deus e Sua glória, e devemos glorificá-lo em tudo que fazemos.
Isso não diz respeito somente àqueles momentos em que cantamos nas manhãs de domingo ou quando erguemos o troféu de futebol americano do Super Bowl. Nós glorificamos a Deus em tudo, mesmo nas partes rotineiras e difíceis da vida. Os maiores santos descritos na Bíblia compreenderam isso. Eles o glorificaram enquanto naufragavam em alto mar, assentavam-se na prisão ou pastoreavam ovelhas! A glória de Deus nos motiva a fazer grandes coisas e nos lembra da recompensa final. Sim, as provas e experiências em nossas vidas são duras, mas a excelência da recompensa que Deus prometeu as faz parecer leves e momentâneas (2 Coríntios 4:17). Refletir na glória de Deus transforma todas as facetas de nosso dia no serviço.
 2. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar seu coração
Paulo era constrangido e controlado pelo amor de Jesus. O amor de Cristo o motivava a realizar grandes coisas, amor este que deveria da mesma forma motivar-nos.  A mudança que o evangelho efetua começa de dentro, nas partes mais profundas de nossas almas, e opera de dentro para fora.
Quando estamos apáticos em nosso trabalho, quando estamos desmoronando e sem inspiração, quando estamos tentados a desistir e a retrucar a aspereza de nosso chefe com um trabalho de qualidade inferior à de costume, é que lembramos de que “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23). Nosso trabalho, em última instância, não é feito para as pessoas ao nosso redor, mas para a glória de nosso Pai celestial. Se você se sente desanimado pelas dificuldades e durezas, pense naquele que “pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz” (Hebreus 12:2).
 3. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar suas mãos
Nossas mãos são os instrumentos de nosso coração. Elas expressam por fora aquilo em que acreditamos por dentro. O serviço que prestamos deveria demonstrar que somos chamados para algo superior, deveria expressar que algo maior do que recompensas terrenas é o que nos motiva. A qualidade do trabalho que fazemos deveria glorificar a Deus. Dorothy Sayers disse: “Nenhuma perna de mesa torta ou gaveta desregulada, eu ouso jurar, jamais saiu da carpintaria de Nazaré”.
Nosso trabalho é, no fim das contas, uma oferta a Deus (Romanos 12:1). Se trabalharmos apenas por promoções, reconhecimentos ou progressos profissionais, estaremos sempre desencorajados e desapontados. Deus é digno de nosso esforço por ele a cada dia e a cada momento da semana como expressão de adoração e louvor. Não preste atenção nas distrações e nos obstáculos, concentre-se em Deus e faça um trabalho de qualidade que somente ele poderá recompensar adequadamente.
 4. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar seu amor
Não se trata apenas do que fazemos, mas como fazemos. Outras pessoas são afetadas pelo seu trabalho e por como você o realiza. Alguns entregam ótimos resultados, porém no meio do processo para alcançá-los eles machucam pessoas em sua volta. Nosso trabalho para a glória de Deus deve servir aqueles que nos cercam. Servimos as pessoas pelo que fazemos e pela maneira como fazemos. Nosso trabalho deve ser capacitado pelo Espírito e cheio do Seu fruto: e o fruto do Espírito é “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5:22-23).
Imagine como aquele ambiente de trabalho monótono e tedioso seria diferente e prazeroso se o fruto do Espírito fosse manifestado lá. Bom, isso começa por você. Ore por isso, busque. Se você pensa que seu trabalho é pequeno demais para fazer diferença, então reflita sobre o resultado enorme que a bondade e misericórdia de um homem no campo surtiram em seus empregados e em um par de viúvas pobres.
 5. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar sua mente
Se o que foi dito até agora é verdade a respeito de seu trabalho e do que você faz todos os dias, então não é de um ambiente diferente de que você mais precisa, mas de uma mudança de pensamento sobre ele. Devemos orar para sermos transformados pela renovação de nossas mentes (Romanos 12:2). Um de nossos maiores desafios é não cairmos naquela ideia de que somente aquilo que enxergamos é que existe. Quando pensamos que Deus não está no trabalho, ou não está interessado no trabalho, é a cosmovisão naturalista que compramos, e não a bíblica.
 6. Deus está usando seu ambiente de trabalho para focalizar seu testemunho
O evangelho nos impele a ter uma área de influência (2 Coríntios 10:13-16). Talvez a razão de você trabalhar ao lado de colegas tão desinteressados em Deus, tão negligentes com a qualidade do próprio serviço e tão indiferentes em realizá-lo de uma maneira justa seja pelo fato de eles não possuírem uma motivação para trabalhar nem uma direção de como fazê-lo corretamente. Talvez a razão de haver tanta pressão no trabalho seja porque elas não têm nenhum outro trabalho no qual confiar. E talvez você esteja lá não para ser um termômetro que mede a temperatura do ambiente, mas um termostato que a ajusta e a corrige.
Você possui uma mensagem grandiosa para compartilhar com outras pessoas, uma que pode movê-las a aproveitar o máximo do trabalho e da vida. Se você precisa de ajuda para enxergar melhor aquilo para o que Deus o tem chamado a fazer em seu emprego, compartilhe isto com seus colegas de trabalho: diga-lhes o que você lê na Bíblia e o quanto você precisa de ajuda para conseguir cumprir o que ela diz. Peça-lhes ajuda e convide-os a acompanhá-lo em sua jornada rumo a ser um melhor empregado e companheiro de equipe. Eles até podem dizer não, mas provavelmente ficarão agradecidos por seu desejo nobre de fazer de você mesmo e de seu ambiente de trabalho algo melhor. E isso pode ser justamente uma maneira profunda de ver o agir de Deus.
Deus trabalha em você tanto segunda cedo quanto na manhã de domingo. Você precisa apenas enxergar isso. A maioria de nós trabalha nos bastidores, em coisas que poucas pessoas entendem ou apreciam. Ninguém percebe quanto esforço é necessário para fazer uma pizza, desenvolver um programa ou enviar um produto pelos correios. De forma semelhante, Deus trabalha em nossas vidas através de tudo o que fazemos, mas às vezes não enxergamos isso até que realmente continuemos nosso trabalho e reflitamos a respeito. E agindo assim, vemos que Deus está agindo nos bastidores, trabalhando naquilo que fazemos, no porquê de fazermos, como fazemos e onde fazemos. Compreender essa verdade pode transformar o modo como você vive em seu ambiente de trabalho.

Por: Keith Welton. © ANO DESIRING GOD. Original: Six Ways God’s at Work in You — At Work
Tradução: Cesare Turazzi.  © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Seis maneiras de como Deus trabalha em você em seu trabalho
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vida simples

Filipenses: 2. 5. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,  6. o qual, tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus,  7. mas, pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo lenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos.  8. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz.  9. Por isso, Deus também o exaltou sobremaneira à mais elevada posição e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome;  10. para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra,  11. e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.  - Bíblia JFA Offline

O orgulho, a prepotência são atitudes comuns ao velho homem.  Nesse texto Paulo dá destaque a obediência e humildade que estava em Cristo. Ele é o nosso modelo a ser seguido. Cristo não  procurou demonstrar:

• quem mandava
• que era o sabichão;
• que era possuidor de poderes divinos iguais a
   Deus,  se não melhor.
• que o toda opinião humana era tola, portanto,
   indigna da sua apreciação.

O orgulho desmedido e a prepotência quando aplicadas em nossas relações além de provar serem inócuas contribuem para o acirramento das tensões, divisões e desânimo daqueles que estão ao nosso redor. É o caminho mais rápido do desgaste das relações, potencializa atitudes de rebeldia e destrói todo ambiente de convivência.

Cristo soube ser divino e humano, impor sua autoridade sem ser autoritário, demonstrar sua sabedoria sem ser esnobe.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Carta de Paulo a Filemom

Segundo Hale a carta a Filemom é por natureza singular. Ela contribui para um melhor entendimento do caráter do apostolo e as intrincadas relações de poder e socioeconômicas do seu tempo.

A caracterização desta missiva dentro do gênero de cartas da prisão se dá pelas informações dadas pelo apostolo acerca da sua condição política. Assim nos versos 1, 9,10 e 23, fica claro que Paulo estava preso, contudo, não fica explicito onde e quando. Para alguns estudiosos essa prisão se deu em Roma no ano de 61. Outros afirmam que foi em Éfeso.

O propósito da carta era tratar de um tema extremamente delicado para a época e ao mesmo tempo de fácil solução no coração de um verdadeiro servo de Cristo. Onésimo escravo de Filemom havia fugido da casa do seu senhor e provavelmente levado algum bem para mantê-lo em sua jornada.

O fato é que sua condição de escravo insubmisso determinaria sua morte caso fosse descoberto. Essa era as normas que prevalecia em todo império romano. Na cidade onde se encontrava procura Paulo e pede a sua ajuda. Apesar do texto não deixar explícito, fica claro que Onésimo conhecia Paulo da casa do seu Senhor. Tal aproximação se deu muito provavelmente pela escassez de recursos. Sua descoberta era uma questão de dias.

Estando com Paulo e ouvindo a mensagem libertadora do Senhor se arrepende dos seus pecados e aceita a Cristo (“Sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas”. vv 10.).
Fico aqui a pensar. O que levou Onésimo a desconsiderar a mensagem do evangelho quando na casa do seu senhor? Será que naquela ocasião compreendia:

·         que o evangelho era algo próprio de homens livres?
·         que o evangelho não oferecia respostas para sua condição social?

O fato é que em meio a perturbação, ao medo da morte, a distância do seu senhor pela primeira vez estava livre para testar todas as hipóteses acerca da extensão da palavra de Deus e principalmente estava aberto a receber a mensagem transformadora de Jesus Cristo. Onésimo aceitou Jesus Cristo como seu novo Senhor e salvador sem se sentir pressionado ou intimidado por ninguém. Agora sabia que Deus não fazia acepção de pessoas, que mesmo um escravo tinha o direito de ouvir, compreender, aceitar e ser aceito pela família de Deus. Caramba! Essa nova condição foi tremenda na vida de Onésimo e é em nossa vida. O fato de sentisse amado e honrado por Deus e seus santos na terra, logo ele, um objeto qualquer do massacrante sistema escravocrata romano. Eita Deus Bom!

Por outro lado, Filemom era um homem de Deus, aberto aos novos desafios da fé. Paulo o mantinha como alvo das suas orações (vv 4), conhecia intimamente o seu amor e fé para com Cristo e todos os santos (vv5), de forma que muitos eram reanimados pela sua ação evangélica (vv7). Agora, mas uma vez seu caráter cristão seria posto à prova.

Dos versos 8-21, Paulo fala concretamente da situação de Onésimo. A introdução do assunto é de plena confiança mútua.

Por isso, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém, Todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.

Paulo poderia usar da sua autoridade, mas apela para o senso de amor cristão. O princípio da boa vontade tem livre trânsito neste assunto. Paulo deixa de certa forma Filemom a vontade para decidir o que quisesse, porém mostra o caminho certo a seguir.

·         Fala da conversão de Onésimo (10).
·         Descreve seu caráter antes e depois do evangelho (11-13).
·         Cita o benefício e a alegria de tê-lo consigo na prisão (13).

Contudo, Paulo reconhece o senhorio de Filemom e deixa em suas mãos a decisão de atendê-lo ou não na sua reivindicação.

“Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, voluntário. ” (vv14)

O retorno do escravo ao seu senhor não seria o mesmo, pois não era mais o velho Onésimo, mas, o servo do Deus vivo (vv 16).

  • ·     Não como escravo, antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor.
  •         Recebe-o como se fosse a mim mesmo. 
  •    Se algum dano te fez ou se te deve algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo na minha conta.

Paulo igualha Onésimo a um homem livre o que dificilmente seria compreendido pelo império romano que centrava toda sua força produtiva na mão-de-obra escrava. Ideias como estas eram subversivas as autoridades locais e, portanto, condenáveis. Somente alguém com o sentimento cristão é que poderia absorvê-las sem maiores assombros, talvez foi por isso que o próprio Paulo escreveu do seu próprio punho essa missiva.  

A grande lição que aprendemos com essa carta é que o Deus Altíssimo não faz acepção de pessoas e que liberta o homem de todas as suas algemas, que sejam elas quais forem.

A conclusão da carta se dá rapidamente com a citação de alguns irmãos que de certa forma estão presentes na carta de colossenses 4.7-18. Em colossenses somos informados que Tíquico era o mensageiro desta carta e quem levou Onésimo a casa de Filemom (Colossenses 4.7-9).

Bibliografia
Hale, Broaduz David. Introdução ao estudo do novo testamento. São Paulo, SP: Hagnos 2001.


domingo, 6 de novembro de 2016

Como estimular uns aos outros ao amor e boas obras?

Jon Payne

27 de Outubro de 2016 - Práticas da Igreja
Cristianismo desigrejado é algo fortemente antibíblico. O povo de Deus é chamado para viver em uma comunidade amorosa e intencional uns com os outros, nunca para viver isoladamente (Atos 2.42-47). Isto ocorre, naturalmente, por desígnio de Deus. Ele sabe o que seus filhos precisam, e sua Palavra está repleta de passagens ressaltando o papel central que a igreja local deve desempenhar em nossas vidas. Precisamos dos meios da graça da Palavra, dos sacramentos e da oração (Atos 2.42). Precisamos de supervisão espiritual (Hebreus 13.17). Nós precisamos de constante encorajamento e prestação de contas (Hebreus 3.13). Precisamos uns dos outros (Romanos 12.3-8; Efésios 4.1-16).
A igreja é um corpo com muitas partes (1Coríntios 12.12-31), uma família com muitos membros (Gálatas 6.10), um templo com muitas pedras vivas (1Pedro 2.5) e uma nação com muitos cidadãos (1Pedro 2.9). Essas e outras metáforas bíblicas enfatizam a natureza e a necessidade de a igreja para a vida cristã. Os crentes são unidos a Cristo, e em virtude dessa união, são unidos uns aos outros (João 17.21).
Uma vez que o compromisso com a igreja local é algo inegociável, o escritor inspirado aos Hebreus exorta os crentes a não deixarem de se congregar (10.25). Aparentemente, era “hábito de alguns” negligenciar o culto público e, assim, desprezar a família da igreja. A fim de guardar firme a confissão da esperança, sem vacilar (v. 23) e permanecer ancorados em suas bases espirituais, era fundamental que todos permanecessem sob o ministério sadio da Palavra e em estreita comunhão uns com os outros. A santificação é melhor cultivada no solo da adoração e comunhão centradas em Cristo.
Em vista do projeto de Deus para o crescimento espiritual, o escritor exorta os cristãos: “consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (v. 24). Os dois verbos importantes neste versículo são “considerar” e “estimular”. Os cristãos são exortados a “considerar” ou “prestar atenção” seriamente às necessidades espirituais dos outros, e não apenas as suas próprias. Deus quer que nos questionemos: “Como eu posso pessoalmente ‘estimular’ ou ‘provocar’ (em grego: paroxysmos, “positivamente estimular”) meus irmãos e irmãs em Cristo ‘ao amor e às boas obras’”? Em contraste com egocêntricos que vivem de igreja em igreja, o crente que humildemente aceita esta abordagem não tem em vista “o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Filipenses 2.4).
Dependendo dos dons espirituais de cada um, esse “estimular” aos outros pode assumir diferentes formas. Por exemplo, alguns podem possuir especialmente dons de hospitalidade, abrindo suas casas com o propósito expresso de estimular outros crentes. Outros podem se destacar em encorajamento verbal ou escrito. Outros ainda podem possuir dons de serviço aos outros, e por seu exemplo inspirar “amor e boas obras” no meio do rebanho.
Conquanto os membros do corpo de Cristo possuam dons diversos para graciosamente “estimular” os outros “ao amor e às boas obras”, o autor de Hebreus nos lembra a maneira mais óbvia que todos nós podemos encorajar outros crentes: através da participação fiel nos cultos semanais, no Dia do Senhor. Quando os cristãos se reúnem para adorar em espírito e verdade, para ouvir a Palavra, confessar pecados, cantar louvores, confessar a fé, testemunhar batismos, receber a comunhão, fazer votos e calorosamente saudar uns aos outros em Cristo, eles ativamente e misteriosamente promovem a união cristã e “estimulam” outros a uma vida piedosa. Querido cristão, sua participação ativa e alegre na adoração do Dia do Senhor é essencial para o incentivo e crescimento espiritual de outros. A sua ausência, contudo, tem o efeito oposto.
O comentador reformado Simon J. Kistemaker observa que uma das primeiras indicações de uma falta de amor a Deus e ao próximo é quando um cristão se afasta dos cultos de adoração. Um cristão assim abandona as obrigações comunitárias de participar dessas reuniões e exibe os sintomas de egoísmo e egocentrismo.
Uma devoção firme à adoração comunitária comunica não só amor e dependência do Deus trino, mas também amor e compromisso com o corpo de Cristo. Confessar a “comunhão dos santos” no Credo dos Apóstolos é afirmar que todos os cristãos “devem sentir-se obrigados a usar seus dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros” (Catecismo de Heidelberg, 55). A menos que providencialmente impedido, portanto, faça da frequência à igreja a mais alta prioridade em sua agenda semanal, e, assim, “façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10.25b).

Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira
Revisão: Yago Martins

Registo islâmico milenar comprova que Monte do Templo tem ligação histórica com os judeus!

Registo islâmico milenar comprova que Monte do Templo tem ligação histórica com os judeus!

domingo, 16 de outubro de 2016

16 de outubro – Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. (João 21.12)
Nestas palavras, o crente é chamado à intimidade santa com o Senhor Jesus. “Vinde, comei” implica participar da mesma mesa e da mesma comida.

 Às vezes, elas significam assentar-se lado a lado com o Senhor e reclinar a cabeça no seu ombro. É ser trazido à sala do banquete onde a bandeira de amor redentor balança. “Vinde, comei” nos dá a visão da união com o Senhor Jesus, por que a única comida com a qual podemos nos banquetear, ao comer com Jesus, é Ele mesmo.

 Oh! que união profunda! É uma profundidade que a mente não pode imaginar, esta de nos alimentarmos de Jesus. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele” (João 6.56). “Vinde, comei” também é um convite para desfrutarmos de comunhão com os santos. Os crentes diferem em vários pontos, mas todos eles têm o mesmo apetite espiritual. Se não podemos ter os mesmos sentimentos, podemos nos alimentar do mesmo pão da vida enviado do céu.

 Na mesa de comunhão com Jesus, somos um único pão e um único cálice. Enquanto o cálice de amor passa pelos irmãos, empenhamos nosso amor e unidade uns aos outros com sinceridade. Aproxime-se de Jesus, e você se perceberá cada vez mais unido a todos os que são sustentados pelo mesmo maná celestial. 

Se fôssemos mais íntimos de Jesus, seríamos mais próximos uns dos outros. Também vemos nestas palavras a fonte de vigor de todo crente. Olhar para Cristo significa viver; mas também para ganhar poder para servir a Cristo, é preciso vir e comer. Trabalhamos sob grande fraqueza desnecessária, porque negligenciamos este preceito de nosso Senhor.

 Nenhum de nós precisa se submeter a uma dieta de baixas calorias; pelo contrário, devemos nos alimentar da gordura e do tutano da Palavra, para que assim acumulemos forças e empreguemos todo poder, em seu pleno vigor, no serviço do Senhor. Portanto, se você deseja intimidade com Jesus, união com Ele, amor por seu povo e vigor dele, venha e coma com Ele, pela fé


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O amor cristão é humilde

Jonathan Edwards
14 de Setembro de 2016 - Vida Cristã

Eu gostaria de mostrar o que é humildade. A humildade pode ser definida como sendo o hábito da mente e do coração que corresponde à nossa indignidade e vileza em comparação com Deus, ou o senso de nossa própria insignificância aos olhos de Deus, com a disposição para um comportamento correspondente à humildade. Ela consiste em parte no senso ou estima que temos de nós mesmos; e, em parte, na disposição que temos para um comportamento correspondente a este senso ou estima. E o primeiro elemento na humildade é

 1.1. O senso de nossa própria insignificância comparativa. Digo insignificância comparativa porque a humildade é uma graça peculiar aos seres que são gloriosos e excelentes em todos os seus muitos aspectos. Assim os santos e anjos, no céu, suplantam em humildade; e esta é peculiar a eles e adequada neles, ainda que sejam seres puros, impolutos e gloriosos, perfeitos em santidade e excelentes na mente e força. Mas, ainda que sejam assim gloriosos, contudo possuem uma insignificância comparativa diante de Deus, e disto são sensíveis; pois lemos que, aquele diante de quem devemos nos humilhar, contempla as coisas que estão no céu (Sl 113.6). Assim o homem Jesus Cristo, que é o mais excelente e glorioso de todas as criaturas, no entanto é manso e humilde de coração, e em humildade suplanta a todos os demais seres. A humildade é uma das excelências de Cristo, porque ele é não somente Deus, mas também homem, e, como homem, ele era humilde; pois humildade não é, e não pode ser, um atributo da natureza divina. A natureza de Deus é de fato infinitamente oposta ao orgulho, e contudo a humildade não pode ser, propriamente, um predicado dele; pois, se o fosse, isto implicaria imperfeição, o que é impossível em Deus. Deus, que é infinito em excelência e glória, e infinitamente acima de todas as coisas, não pode ter em si qualquer consciência de insignificância, e portanto não pode ser humilde. Humildade, porém, é uma excelência peculiar a todos os seres inteligentes criados, pois todos eles são infinitamente pequenos e insignificantes diante de Deus, e a maioria deles é de alguma maneira insignificante e inferior em comparação com alguns de seus semelhantes. Humildade implica compromisso com aquela norma do apóstolo (Rm 12.3), a saber, que não devemos pensar de nós mesmos mais do que convém pensarmos, mas que pensemos de nós mesmos sobriamente, segundo Deus trata a cada um, na medida não só da fé, mas também das demais coisas. E esta humildade, como uma virtude nos homens, implica o senso de sua própria insignificância comparativa, tanto quando compara com Deus, como quando comparada com seus semelhantes.

 Primeiro, a humildade, primária e principalmente, consiste no senso de nossa insignificância quando comparados com Deus, ou o senso da infinita distância que há entre Deus e nós. Somos criaturas pequenas, desprezíveis, sim, vermes no pó, e devemos sentir que não passamos de nulidade, menos que nada, em comparação com a Majestade do céu e da terra. Abraão expressa tal senso de sua nulidade quando disse: “Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18.27). Não existe humildade sem alguma medida deste espírito; porque, seja qual for a medida do senso que tivermos de nossa insignificância, quando comparados com alguns de nossos semelhantes, não somos realmente humildes, a menos que tenhamos o senso de nossa nulidade quando comparados com Deus. Há pessoas que cultivam o pensamento de inferioridade, acerca de si mesmas, quando se comparam com outras pessoas, à vista da insignificância de suas circunstâncias, ou de um temperamento melancólico e de desalento que lhes é natural, ou de alguma outra causa, enquanto nada sabem da infinita distância que existe entre elas e Deus; e, muito embora estejam prontas a olhar para si como sendo humildes, contudo não possuem a verdadeira humildade. Aquilo que acima de todas as demais coisas nos convém saber de nós mesmos é o que somos em comparação com Deus, que é nosso Criador e aquele em quem vivemos, nos movemos e temos nosso ser, e que é infinitamente perfeito em todas as coisas. E caso ignoremos nossa insignificância quando comparados com ele, então o que é mais essencial para nós, o que é indispensável à genuína humildade, está ausente. Mas, onde este fato é realmente sentido, aí a humildade se sobressai.

 Segundo, o senso de nossa insignificância quando comparados com muitos de nossos semelhantes. Pois o homem é não só uma criatura insignificante em comparação a Deus, mas ele é mui insignificante quando comparado com as multidões de criaturas de uma posição superior no universo; e a maioria dos homens é insignificante em comparação a muitos de seus semelhantes. E quando o senso desta insignificância comparativa se origina de um justo senso de nossa insignificância como Deus a vê, então ela é da natureza da genuína humildade. Aquele que tem um correto senso e estima de si mesmo, em comparação a Deus, provavelmente terá seus olhos abertos para contemplar-se corretamente em todos os aspectos. Vendo realmente como ele é com respeito ao primeiro e mais elevado de todos os seres, isso tenderá grandemente a ajudá-lo a ter uma justa apreensão do lugar que ele ocupa entre as criaturas. E aquele que não conhece corretamente o primeiro e mais elevado dos seres, que é a fonte e manancial de todos os demais seres, realmente não pode conhecer tudo corretamente; mas, na medida em que vem ao conhecimento de Deus, então está preparado para e é guiado ao conhecimento das demais coisas, e, então, de si mesmo, quando relacionado com os demais, e quando situado entre eles.

 Este conceito de humildade deve aplicar-se aos homens considerados como seres perfeitos, e teria sido verdadeiro de nossa raça, se nossos primeiros pais não houvessem caído e assim envolvido sua posteridade em pecado. Mas a humildade nos homens caídos implica o senso dez vezes maior de insignificância, quer diante de Deus, quer diante dos homens. A insignificância natural do homem consiste em estar ele infinitamente abaixo de Deus em perfeição natural, e em estar Deus infinitamente acima dele em grandeza, poder, sabedoria, majestade etc. Uma pessoa realmente humilde é sensível da pequena extensão de seu próprio conhecimento e da grande extensão de sua ignorância, e da pequena extensão de seu entendimento, quando comparado com o entendimento de Deus. Tal pessoa é sensível de sua debilidade, de quão pequena é sua força e de quão pequena é ela em sua capacidade de agir. Ela é sensível de sua natural distância de Deus; de sua dependência dele; e de que é pelo poder de Deus que ela é sustentada e provida, e que necessita da sabedoria de Deus para ser conduzida e guiada, e de seu poder para capacitá-la a fazer o que deve por e para ele. Ela é sensível de sua sujeição a Deus, e que a grandeza dele consiste propriamente em sua autoridade, de que ele é o soberano Senhor e Rei sobre todos; e que ela se dispõe a sujeitar-se a essa autoridade, quando sente que lhe convém submeter-se à vontade divina e em tudo sujeitar-se à autoridade de Deus. O homem teve esta sorte de pequenez comparativa antes da queda. Então, ele era infinitamente pequeno e insignificante em comparação a Deus; mas sua insignificância natural se tornou muito maior a partir da queda, pois a ruína moral de sua natureza reduziu grandemente suas faculdades naturais, ainda que não as extinguisse.

 A pessoa realmente humilde, desde a queda, é também sensível de sua insignificância e vileza morais. Isto consiste em sua pecaminosidade. Sua insignificância natural é sua pequenez como criatura; sua pequenez moral é sua vileza e imundície, como pecador. O homem antes da queda era infinitamente distante de Deus em suas qualidades ou atributos naturais; o homem caído está infinitamente distante dele também como pecador, e, por isso, imundo. E uma pessoa realmente humilde em alguma medida é sensível de sua insignificância comparativa neste aspecto: ela percebe quão excessivamente imunda é diante de um Deus infinitamente santo, a cujos olhos os céus não são limpos. Ela percebe o quanto Deus é puro e quão imunda e abominável é ela diante dele. Isaías teve esse senso de sua insignificância quando contemplou a glória de Deus e clamou: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6.5). O humilde senso de nossa insignificância, neste aspecto, implica aversão de nossa própria miséria, tal como a que levou Jó a exclamar: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pé e na cinza” (Jó 42.5, 6). Implica ainda aquela contrição e quebrantamento de coração de que fala Davi, quando diz: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). E também o que Isaías contemplou quando declarou: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15). E tanto o senso de nossa pequenez pessoal quanto o senso de nossa vileza moral diante de Deus, estão implícitos naquela pobreza de espírito de que fala o Salvador, quando afirma: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino do céu” (Mt 5.3).

 Além deste senso de nossa própria insignificância e indignidade, que está implícito na humildade, ser muito necessário para conhecermos a Deus, e termos o senso de sua grandeza, sem o qual não podemos conhecer a nós mesmos, precisamos também ter o senso correto de sua excelência e amabilidade. Os demônios e espíritos condenados veem uma grande porção da grandeza de Deus, de sua sabedoria, onipotência etc. Deus os torna sensíveis dessa grandeza, pela qual veem em seus modos de tratá-los e sentem em seus próprios sofrimentos. Por mais indispostos sejam eles em reconhecê-lo, Deus os faz saber o quanto ele está acima deles hoje, e saberão e o sentirão ainda mais, durante e após o julgamento. Eles, porém, não possuem humildade, nem jamais a possuirão, porque, ainda que vendo e sentindo a grandeza de Deus, contudo nada veem e nada sentem de sua amabilidade. E sem isto não pode haver real humildade, pois ela não pode existir a menos que a criatura sinta sua distância de Deus, não só com respeito à sua grandeza, mas também quanto à sua amabilidade. Os anjos e os espíritos redimidos, no céu, veem ambas estas coisas; não só quão maior é Deus do que eles, mas também quão mais amável é ele; de modo que, ainda quando não tenham contaminação e mácula absolutas, como possuem os homens caídos, contudo, em comparação a Deus, lemos que “nem os céus são puros a seus olhos” (Jó 15.15), e “aos seus anjos atribui imperfeições” (Jó 4.18). A partir desse senso de sua insignificância comparativa, as pessoas se tornam sensíveis de quão indignas são da misericórdia ou da observação graciosa de Deus. Jacó expressou esse senso quando disse: “Sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo” (Gn 32.10), e Davi, quando exclamou: “Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?” (2Sm 7.18). E aquele que realmente se humilha diante de Deus também possui esse senso.

Fonte: Editora Fiel

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

“Eu não consigo ver Jesus nesse tipo de show”, diz Rodolfo sobre música gospel

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Antigo pergaminho hebreu foi "desembrulhado" digitalmente pela primeira vez

Técnica inovadora de imagem digital permite ler o frágil manuscrito


Um extremamente frágil e antigo pergaminho hebreu foi virtualmente "desembrulhado" pela primeira vez, revelando a mais antiga cópia já encontrada de uma escritura da Bíblia do Antigo Testamento, anunciaram investigadores esta quarta-feira.

Conhecido como o pergaminho Ein Gedi, incluem textos do Livro de Levítico e datam de pelo menos até o III ou IV século, possivelmente mais cedo, segundo o relatório publicado na revista Science Advances.

De acordo com a revista, decifrar o seu conteúdo será uma "descoberta significativa da arqueologia bíblica".

O pergaminho não é o mais antigo já encontrado. O mais antigo pertence aos Manuscritos do Mar Morto, que vão desde o século III Antes de Cristo até ao século II, adianta a revista.

Análises de radiocarbono revelaram que o livro Ein Gedi data do III ou IV século.

Alguns especialistas pensam que poderá ser mais velho, devido ao estilo de escrita e à forma como as letras estão desenhadas.

Os investigadores pensavam que o pergaminho estava perdido, porque foi queimado no século VI e era impossível tocar-lhe sem se dissolver em cinza.

O pergaminho foi encontrado por arqueólogo em 1970 em Ein Gedi, local de uma antiga comunidade judaica, e os seus fragmentos foram preservados pela Autoridade das Antiguidades de Israel durante décadas.

Os investigadores utilizaram avançadas ferramentas de digitalização para "virtualmente desembrulhar" o pergaminho e ver o seu conteúdo.

O pergaminho é o mais antigo livro do Pentateuco -- relacionado com os primeiros cinco livros das escrituras judaicas ou cristãs -- já encontrados.