terça-feira, 20 de outubro de 2015

Romanos capítulo 8


Augusto Nicodemus - Romanos 8


A análise que faz Augustos Nicodemus do capítulo oito do livro de Romanos tem por base a ação do Espírito Santo de Deus no cotidiano do crente no intuito de construir um sólido relacionamento entre Senhor e servo que tem como consequência a santificação e um avivamento pessoal.
            Romanos 8, fala de santificação, de libertação do pecado, diferencia o que é uma vida dirigida pelo Espírito ou pela carne, bem como, das suas consequências.

Ao expor o pensamento paulino, Nicodemus dividiu o capítulo em oito pontos:

1.    Espirito Santo – Aquele que aplica a obra de Cristo no coração do crente – v. 1 a 4.
2.    Espirito Santo – Aquele que conduz o crente a uma verdadeira adoração ao Senhor – v. 5 a 8.
3.    Espirito Santo – Aquele que habita no verdadeiro cristão – v. 9 a 11.
4.    Espirito Santo – Aquele que nos dar poder para mortificar a carne – v. 12 a 13.
5.    Espirito Santo – Aquele que guia o crente como filho de Deus – v. 14 a 15.
6.    Espirito Santo – Aquele que testifica da nossa salvação – v. 16 a 17.
7.    Espirito Santo – Aquele que nos conforta em meio ao sofrimento do mundo – v. 18 a 25.
8.    Espirito Santo – Aquele que intercede por nós nas orações – v. 26 a 27.

Primeiro Ponto: Espirito Santo – Aquele que aplica a obra de Cristo no coração do crente – v. 1 a 4.


“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. ” Romanos 8:1


Ao contrário do capítulo 7. 24, onde Paulo dar um brado de agonia e fracasso diante da sua condição de pecador (“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”), o capítulo oito inicia nos assegurando total e completa vitória sobre as forças do mal para todo aquele que está em Cristo Jesus. Afirma ele: “o diabo, o mundo, satanás não pode nos condenar, nem Deus condena, visto que, a condenação foi cumprida, assumida pelo nosso representante na cruz. ” O servo fiel é livre da condenação da Lei, da culpa pelo pecado e está sendo livre do poder do pecado e um dia será livre da presença do pecado.
A Justificação para toda essa liberdade está no fato que a Lei do Espírito e vida nos livrou da Lei do pecado e da morte (Rm 7. 18-24). Não se deve a mérito humano, mas a graça. Deus nos uniu a Cristo nos dando poder para vencer o pecado e a libertação da lei.


“Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; ”
Romanos 8:3


Essa libertação não era possível a lei devido os nossos pecados, mas Deus resolveu essa dificuldade enviando Jesus em semelhança de homem para receber em seu corpo sem pecado, todo a condenação que pesava sobre nós. Cristo foi nosso representante na cruz.
Portanto, a lei por si mesma não salva o pecador, essa nunca foi sua função, ela aponta para nosso estado espiritual. Deus é quem nos resga. Nesse contexto é que vemos o trabalho do Espirito Santo fazendo com que os preceitos da lei (as demandas da Lei já cumpridas em Jesus Cristo) se cumpram em nós.
A lei na teologia paulina e segundo o pastor Nicodemus não é mais um instrumento de condenação, mas de santificação, não é mais caminho de salvação, mas norma de gratidão.

Segundo Ponto - Espírito Santo: Aquele que conduz o crente a uma verdadeira adoração ao Senhor – v. 5 a 8.

Nos versos de 5 a 8, o apostolo Paulo faz um contraste entre:

a.    Está na carne – Debaixo do domínio do pecado.
b.    Está no Espírito – Viver em Cristo.

A inclinação da carne leva a pessoa a viver na dimensão deste mundo, portanto, todo o seu pensamento está voltado para sua existência material [em torno do trabalho, sexo etc.], já a inclinação do Espírito determina o gosto pela oração, leitura bíblica e tudo que diz respeito as coisas do Senhor.

“Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. ” Romanos 8:5-6


A inclinação da carne é a morte. O pecador é tentado a desacreditar na existência de Deus [v.7] se colocando em rebelião contra o Senhor e, portanto, desagradando ao Senhor [v.8]. Já a inclinação do Espírito é vida e paz.

Terceiro Ponto – Espirito Santo – Aquele que habita no verdadeiro cristão – v. 9 a 11

A marca do verdadeiro cristão é ter o Espírito Santo de Deus. Sem sua presença na não há salvação. Quando da explanação deste tema, o pastor discutiu o conceito de batismo do Espírito Santo, afirmando que tal condição está presente no momento da conversão do pecador e não como uma segunda benção, visto que entraria em choque com a lógica da revelação. Se o indivíduo não tem o Espírito esse tal não é de Deus.
Se o batismo com o Espírito de Deus é único, as experiências com o Ele são várias. Assim poderemos ser cheios da sua presença, guiados, orientados por Deus se deixarmos seu Espírito agir livremente em nós. No verso 10 e 11, deste mesmo capítulo temos a seguinte verdade:

a.    Se temos Cristo estamos mortos para o pecado, mas nosso espírito está vivo para Deus.
b.    A presença do Espírito Santo em nossa vida é certeza que um dia ressuscitaremos, tal qual Jesus Cristo.

Concluindo, o pastor nos chama atenção para a ausência de qualquer citação de manifestação de cura, milagres e maravilhas como obras fundamentais do Espírito de Deus. A falta desses elementos parece absurdo se comparado aos nossos das em que a ausência de tais experiências é sinal de falta de fé ou espiritualidade. No fechamento desse tópico o pastor afirma que a maior obra do Espirito de Deus é nos ajudar a vencer o pecado. Do que adianta se buscar sinais e maravilhas como marca ministerial ou modelo de espiritualidade se o indivíduo não vive uma vida que agrada a Deus.

Quarto Ponto - Espirito Santo – Aquele que nos dar poder para mortificar a carne – v. 12 a 13.


“Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. ” Romanos 8. 12-13


Segundo Nicodemus, os cristãos não são escravos da carne e não estão obrigados a viverem segundo a carne [paixões pecaminosas]. Temos o poder de não pecar devido a presença do Espírito Santo. O pecado deve ser encarado como um acidente na vida do crente e não como algo sistemático. Em Romanos 6, Paulo afirma que fomos libertos do poder do pecado, portanto não devemos dar ocasião a carne. Se somos de Cristo devemos andar como ele andou.

Quinto Ponto - Espirito Santo – Aquele que guia o crente como filho de Deus – v. 14 a 15.


Poís todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebeste o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebeste o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!


Não recebemos um espirito de escravidão ou espírito do mundo [demônios] para estarmos dominados pelo medo. Esse espírito é presente na vida daqueles que não tem Cristo como seu Senhor e salvador. Essas pessoas vivem atemorizadas pela perspectiva da condenação divina e procuram fugir a qualquer custo do julgamento da sua consciência. Nesse contexto as drogas, as bebidas, o trabalho se apresentam como saídas para o estofo que é sua existência e nesse interim adoecem [fobias, suicídio etc. ]. Mas, recebemos o Espirito de Deus. Somente Ele nos faz ver Deus de forma diferente, não como um Deus irado, mas amoroso. Dessa forma nos traz paz e consolo em nossas lutas diárias nos afastando o medo da condenação. Em Cristo somos justificados e isso basta.

Sexto Ponto - Espirito Santo – Aquele que testifica da nossa salvação – v. 16 a 17.


O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:16,17


O crente está justificado diante de Deus pela obra de Jesus Cristo. O crente com ação do Espirito Santo passa a ter a certeza da sua salvação: “Ele testifica que somos filhos de Deus”. Apesar da promessa divina é possível que servos fieis ao Senhor venha em algum momento da sua vida questionar a sua salvação. Para o pastor Nicodemus esse fato é possível devido a nossa condição de pecador e porque o Senhor deseja trabalhar a nossa alma. Contudo, o salvo em Cristo Jesus possui características inerente a sua condição. São elas:

a.    Não vive na carne.
b.    Cogita das coisas de Deus.
c.    Vive para agradar ao Senhor.
d.    Não é mais escravo do pecado.

Além dessas pequenas sinalizações que confirmam o estado espiritual de um servo fiel, o pastor apontou mais um: o testemunho do Espírito de Deus que somos co-herdeiros de Cristo. Essa sensibilidade espiritual é uma poderosa arma contra a opressão maligna que muitas vezes tenta abater a nossa fé em Jesus Cristo.

Sétimo Ponto - Espirito Santo – Aquele que nos conforta em meio ao sofrimento do mundo – v. 18 a 25.


“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos. ”
Romanos 8:18-25

Aqui, Paulo fala de primícias, ele antever o gozo celestial. Sobre essas coisas explica o pastor Augustos Nicodemos: “as primícias do Espírito é quem nos faz suportar os sofrimentos do tempo presente. O amor, a alegria a paz com Deus e a comunhão com os irmãos são deliciosos fragmentos de algo maior e melhor que nos espera na eternidade. ” A própria natureza também espera por esse dia.
“Porque em esperança fomos salvos”, afirma o apostolo e explica o pastor. “Isso porque ainda sentimos o peso do pecado, da incredulidade, do desassossego etc. Esperamos com paciência aguardando a salvação do Senhor. ”.

Oitavo Ponto - Espirito Santo – Aquele que intercede por nós nas orações – v. 26 a 27.


E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.  Romanos 8:26,27


O Espírito Santo intercede por nós, visto que, não sabemos orar como convém. Ele repassa para Deus aquilo que é essencial a nossa vida. Devemos ter consciência que nossas orações só são ouvidas por Deus devido a ação do seu Espírito. Quantas bobagens pedimos a Deus, enfim, não temos a menor condição de sermos ouvidos por Deus a não ser por meio do seu Santo Espírito.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. ”  Romanos 8:28

Finalizando a sua exposição de Romanos 8, o pastor afirma que devemos espelhar a imagem de Cristo. Há segurança nessa condição. Afinal foi Ele que nos predestinou, chamou, justificou e por fim nos glorificou diante do Pai. Vale apena ser crente.


Bibliografia

Internet - https://www.youtube.com/watch?v=6FGxNo2jw_Y

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