Fonte: Portas Abertas
Por Redação Diário de um Servo “Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo vós mesmos também no corpo.” — Hebreus 13:3
Queridos irmãos e companheiros de jornada no serviço ao Reino,
Hoje, nosso coração e nossos joelhos se voltam para o outro lado do mundo, mais especificamente para a Índia — que atualmente ocupa o trágico 12º lugar na Lista Mundial da Perseguição. Notícias recentes e dolorosas vindas do estado de Chhattisgarh acendem um sinal de alerta máximo para a Igreja do Senhor e nos chamam à fresta da intercessão.
No fim de junho de 2026, uma onda de hostilidade social explodiu na região de Narayanpur. Milhares de manifestantes marcharam pelas ruas da localidade de Bharda sob o pretexto de combater supostas "conversões forçadas". No entanto, por trás de discursos políticos de preservação cultural e nacionalismo, o que se viu foi a velha e cruel faceta da opressão contra aqueles que decidiram seguir a Cristo.
O preço de seguir a Jesus: Casas abandonadas e portas fechadas
Embora as lideranças dos protestos afirmem que os atos públicos foram pacíficos, o impacto prático sobre os nossos irmãos locais foi devastador. Logo após as manifestações, a pressão psicológica e social escalou de tal forma que várias famílias cristãs foram coagidas e forçadas a abandonar suas casas simplesmente por não negarem a fé em Jesus.
Entre os desabrigados na região está uma mãe solteira e seus filhos pequenos, que se viram de uma hora para outra sem teto, sem segurança e isolados pela comunidade. É o cumprimento literal das palavras do Mestre: “No mundo tereis aflições...” (João 16:33).
Como medida preventiva para evitar mais derramamento de sangue e confrontos físicos violentos, as autoridades e forças policiais orientaram os pastores locais a suspenderem temporariamente as reuniões de oração e os cultos dominicais nas vilas mais afetadas. Parar de cultuar publicamente foi o conselho para que os servos de Deus continuassem vivos.
Um cenário de hostilidade crescente
Infelizmente, o caso de Bharda não é um fato isolado. De acordo com parceiros de campo da missão Portas Abertas, a vida dos cristãos em Chhattisgarh tem se tornado um campo de batalha diário. “Temos visto protestos, ameaças de reconversão, ataques físicos contra pastores e vigilância rigorosa sobre organizações e instituições cristãs”, relatou o cristão local Dhruv Baiga*.
Naquelas aldeias, seguir a Jesus significa ser rotulado como seguidor de uma "religião estrangeira", perder o apoio dos vizinhos e viver sob a constante sombra da denúncia e da expulsão.
Como nós, como servos, devemos responder?
Diante do conforto dos nossos lares e da liberdade que ainda gozamos para abrir nossas igrejas e erguer nossas vozes em louvor, o sofrimento da igreja na Índia não pode ser apenas uma estatística ou uma notícia lida rapidamente na tela do celular. É um chamado ao despertamento.
O irmão Aarav*, que atua diretamente no suporte aos refugiados em Chhattisgarh, nos enviou um clamor urgente que ecoa no blog hoje:
“Por favor, orem pela proteção, força e provisão de Deus para os cristãos deslocados; orem por suas necessidades físicas e emocionais, e para que as autoridades tomem as medidas necessárias para protegê-los e lhes fazer justiça.”
Clamor Diário de um Servo: Motivos de Oração pela Índia
- Pelas famílias deslocadas: Interceda especificamente pela mãe solteira e por todas as crianças e pais que foram expulsos de suas vilas, para que o Senhor envie provisão sobrenatural, abrigo e refrigério emocional.
- Pela liderança da igreja local: Ore pelos pastores que estão sob vigilância e impedidos de reunir o rebanho, para que recebam sabedoria do Alto para pastorear na clandestinidade ou no silêncio.
- Pelos perseguidores: Que o Espírito Santo de Deus confronte o coração dos líderes tribais e manifestantes em Chhattisgarh, transformando corações de pedra em corações de carne, assim como fez com Saulo de Tarso na estrada de Damasco.
Seja a voz e os joelhos de quem não pode clamar em público hoje. Compartilhe esta matéria com seu grupo de oração, com sua liderança e em suas redes sociais. A Igreja Perseguida é o nosso próprio corpo sofrendo.
Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus.
Nota: Nomes alterados na matéria original da Portas Abertas por motivos estritos de segurança.
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