quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A fidelidade de Deus e a deslealdade dos homens

Isaías 43: 19-20. "Eis que faço uma coisa nova; agora está saindo à luz; porventura não a percebeis? eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo. Os animais do campo me honrarão, os chacais e os avestruzes; porque porei águas no deserto, e rios no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido", - Bíblia JFA Offline

Deus a todo instante dá prova do seu amor aos seus filhos, mesmo quando estes lhes são desleal ou ingrato.

O Senhor se dispõe:

1. a orientá-los:
•    Iluminação;
•   Caminho no deserto.

2. a preservar sua vida:
• Água no deserto e rios no ermo.

Os animais que habitavam o deserto eram mais gratos e sensíveis a Deus que os homens. Eles glorificam ao Senhor por sua graça salvadora, contudo, Israel permanece insensível. Aprendemos uma lição aqui: a natureza é abençoada quando o povo de Deus reconhece seus erros e se voltam para o Senhor.

Nos versos 16-17, Deus demonstra o seu poder e relembra os livramentos dados a Israel.

A reação do povo escolhido é a pior possível:

✓Israel se cansou de Deus, não invocou a Deus (22).
✓Israel deixou de honrar a Deus por meio das ofertas (23-24).
✓Israel deu trabalho a Deus com seus pecados e cansou o Senhor com sua iniquidade (24b.).


Mesmo assim, o apelo ao arrependimento continua. O criador se propõe a entrar em juízo com seu povo para ouvir destes as razões do seu esfriamento espiritual.

25. Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. 26. Procura lembrar-me; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar! - Bíblia JFA Offline

Contudo, israel nao lhes dá resposta e recebe a sua justa sentença.

Isaías 43: 27. Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim. 28. Pelo que profanei os príncipes do santuário; e entreguei Jacó ao anátema, e Israel ao opróbrio. - Bíblia JFA Offline

Aprendemos neste texto:

✓ a reconhecer o cuidado de Deus para com seus servos;
✓ a cultivar um coração humilde e quebrantado diante do Senhor, reconhecendo nossos erros e estando prontos para corrigí-los;
✓ que Deus permanece fiel, mesmo quando somos infiéis;
✓ que a sua justiça não tarda sobre a vida do servo desobediente.


Portanto, estejamos atentos ao direcionamento de Deus sobre a nossa vida ou comunidade. De nada adianta encher o peito com convicções de povo escolhido, raça eleita, povo predestinado se nos recusamos a ouvir a sua voz quando contrária os nossos interesses.

Não sejamos hipócritas, Deus não se deixa escarnecer.

"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso”. Hebreus 7. 8-11

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A vida eterna

“A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. (João 17. 3)

O presente texto faz parte da oração sacerdotal, na qual Jesus roga a Deus por se (vs. 1-5), por seus discípulos (vs. 6-19) e pelos que hão de crer (vs. 20-26). É um momento especial, visto que, antecede a sua paixão (cap. 18-19).
Cristo dá o conceito preciso sobre vida eterna.
  • Conheçam a ti, o único Deus verdadeiro;
  • E a Jesus Cristo, a quem enviaste.

Três verdades podemos retirar deste texto.
  1. vida eterna tem como ponto de partida o conhecimento de Deus.

 O conhecimento de Deus em João se refere a um relacionamento pessoal. Esse conhecimento é mediado por Jesus Cristo. A fé assume um lugar de destaque nessa relação, porém, ela não anula outros sentidos. Esse conhecimento nós leva a uma vida de amor e obediência ao nosso Deus. O conhecimento descrito em João se afasta um pouco do que pensavam os judeus: o homem não poderia ver Deus, exceto, no momento da morte. João apresenta Cristo como o próprio Deus, portanto, não é um conhecimento baseado numa revelação mística ou no êxtase, mas em um relacionamento pessoal intermediado por Jesus CristoNesse sentido a figura do Pai continua invisível aos olhos dos homens, porém, refletida em Cristo.
  1. A vida eterna requer um ato de fé.

Na carta de Paulo aos Efésios a fé assume papel essencial no processo de salvação. Ele afirma: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8-9)
O apóstolo deixa claro que a iniciativa é sempre de Deus (é pela graça). A fé neste caso é despertada pela ação do Espírito  de Deus (João 16.7-11) convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo. As obras apesar de não serem essências para a salvação humana é consequência da fé (Tiago 2. 16-18 Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. - Bíblia JFA Offline.), portanto, devem ser praticadas dentro deste entendimento.

A fé é o requisito básico para que o homem possa se aproximar de Deus. Sem ela o     pecador não poderá agradá-lo (Hebreus 11: 6. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. - Bíblia JFA Offline). Todo esforço humano para alcançar a vida eterna é inútil, visto que, a nossa justiça não passa de trapos de imundície diante de Deus (Isaías 64: 6. Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como o vento, nos arrebatam. - Bíblia JFA Offline)
Portanto, é pela fé em Jesus Cristo que alcançamos a vida eterna

  1. A divindade de Cristo é exaltada.

A divindade de Cristo é aqui exposta de forma clara. Ele assume a condição de enviado de Deus o que coaduna com João 1.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. João 1. 1-5

Nesses versos João tem a preocupação de anunciar a divindade de Cristo sem ser confundido com os inúmeros relatos de filhos de deuses presentes na mitologia grega ou da tradição judaica. A forma como João deixou claro aos seus leitores a natureza divina de Cristo vem impactando gerações através da história e certamente continuará pela eternidade.

Além do livro de João outros textos da bíblia apontam para essa mesma verdade: Cristo é Deus. O apostolo Paulo em Filipenses 2.10-11, cita Isaias 45. 22-23, onde fala que todo joelho se dobrarão em reconhecimento a sua divindade; João 19.37; Apocalipse 1.7, cita Zacarias 12.10, com referência a sua crucificação; João 5.21; 11. 38-44, deixa claro o poder que Jesus tinha de ressuscitar a si mesmo e aos mortos; Atos 5.31, nos declara que ele tem o ´poder de perdoar pecados; Colossenses 1.16-17, aponta que ele é criador do universo e no verso 17 a sua pré-existência como vemos em Provérbios 8. 22-31 quanto o livro trata da sabedoria; João 8.58, ele é eterno; Mateus 18.20, 28.20, onipresente; Mateus 16. 21, onisciente; João 11. 38-44, onipotente.)
   
O reconhecimento desta verdade provoca uma onda de mudança naquele que se submete ao seu senhorio. Esses são chamados:

  • a ter prazer no cultivo de uma vida intima com Deus através do estudo da sua palavra e oração continuas – João 5.39; Tiago 5.16;
  • a amar ao próximo como cristo nos amou – João 15.12;
  • a ter uma vida de fé e dependência de Deus – 2 Co 5.7;
  • a testemunhar positivamente do seu mestre – Ser sal e luz em um mundo sem sabor e mergulhado em trevas – Mateus 5. 13-16;
  • a desenvolverem o fruto do Espírito – Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio - Gálatas 5.22-23;
  • a ser santo, ou seja, ter uma vida semelhante a do mestre – Mateus 5.48;
  • a viver entre os homens integrados a sua comunidade, esmerando-se por ela de forma a contribuir para seu desenvolvimento com paz e justiça social – João 17, 8-20.

Certamente muitas outras coisas características de um verdadeiro cristão poderiam ser listadas, contudo, essas são suficientes.

Para os irmãos do primeiro século Reconhecer Deus como único era para época uma prova de fé e convicção doutrinária. 

Tudo mais que cercavam os cristãos estavam manchados pelo politeísmo, Nunca faltaram relatos de curas, conquistas militares e acertos nas mais diferentes culturas que não estivessem relacionadas aos deuses protetores ou a seus antepassados.  
No Antigo Testamento o rei Senaqueribe deixa claro que suas conquistas se deviam a providência divina (deus Asur, deus da lua, deus do sol, deus do clima, deusa do amor; deus da guerra etc.) e esperteza com que comandava seus exércitos. Em todo momento demonstra que seu deus protetor era superior a todos os deuses dos povos conquistados e em especial ao de Judá (2Reis 18.25,33-35). No Novo Testamento, ainda no primeiro século da era cristã, o apostolo Paulo evangeliza os atenienses  tendo por base a religiosidade idolatra daquela cidade (Atos 17. 22-23)

Se reconhecer Deus como único era um desafio, crer em Jesus como enviado de Deus era está sujeito à perseguição. 

O livro de Atos fala sobre a primeira perseguição que os cristãos sofreram em Jerusalém (8.1-3). Na época Saulo era um dos perseguidores da igreja do Senhor. Contudo, após sua conversão (Atos 9) se tornou um grande missionário entre os gentios é não somente ele, mas também diversos anônimos que fugindo dos inimigos da fé espalharam por todo império romano a mensagem de vida eterna (Atos 11. 19-26). A graça de Deus estava com eles (Atos 11.21) e muitos se convertiam ao ouvi as novas do evangelho. 

Hoje como no passado a igreja do Senhor é perseguida, visto que, (... "todas as pessoas que almejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidas". 2Timóteo 3.12). O apóstolo João demonstra a razão para tal:
"Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão, o mundo vos odeia". João 15.19
Servos do Deus vivo, sei que no momento em que escrevo essas palavras muitos de vocês padecem perseguições pelo mundo. Alguns até, estão sendo mortos pelo ódio irracional daqueles que detestam a igreja do Senhor.  Esses como os primeiros mártires da cristandade são oferecidos a Deus como oferta de fé.  Saiba amados que Deus honra o vosso sacrifício e no tempo determinado cobrará vosso sangue das mãos dos opressores. Queridos não tenham dúvidas do amor de Deus por cada um de vós. Sede firmes e constante, sempre abundante na obra do Senhor (1Co 15.58), visto que, somente Dele vem o consolo e a vitória sobre o mal.

Portanto, vida eterna pressupõe conhecimento pessoal de Deus mediado por Cristo, fé na existência de um Deus único e na divindade de seu filho Jesus Cristo.

E você meu amigo de perto e da distância que acaba de lê essa reflexão o que lhes falta para aceitar Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador? Aceite a Cristo e ainda hoje comece a desfrutar das bênçãos celestiais que começam agora é será consumada na segunda vinda de Cristo.

Deus abençoe a todos.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

SEMELHANÇA COM CRISTO

No livro “Discípulo Radical”, John Stott, registra seu último sermão, cujo título é “Semelhança com Cristo”. Na ocasião ele está despedindo-se do profícuo ministério desenvolvido durante tantas décadas, como pastor, professor, evangelista e escritor. Assim, ele inicia sua fala com uma interrogação que a pesar de ter sido feita a tantos anos ainda nos faz pensar e, nos incomoda. A pergunta é: “O que vem depois de nos convertermos?” 
.
 Penso ser de extrema relevância que como discípulos de Jesus, de hoje, também nos inquietemos com a mesma interrogação que sempre incomodava e ao mesmo tempo encorajava a John Stott, desde sua juventude. Após muita introspecção e reflexão o reverendo Stott, chega a seguinte conclusão: “...Semelhança com Cristo é a vontade de Deus para o povo de Deus”. Mas como nos tornarmos semelhantes ao nosso salvador? Stott diz: “ Se afirmamos ser cristãos, devemos ser como Cristo”. Mas se ainda não vivemos o evento final, quando seremos transformados e nos tornaremos a humanidade perfeita, a questão é: Como sermos como Cristo agora? Stott, responde:
.
 DEVEMOS SER COMO CRISTO EM SUA ENCARNAÇÃO:

Esta afirmação do reverendo Stott, me levou a escrever um capítulo em meu mais recente livro “FÉ ENCARNADA: Por uma espiritualidade genuinamente integral” com o título: “A Encarnação de Cristo como Paradigma da Missão”. 

Assim, comento: 

Pensando nisso, caminho na direção de que uma igreja que deseja ser imitadora de Cristo, indubitavelmente, precisará viver uma Fé encarnacional, isto é, ela sem deixar de ser igreja, sem perder a sua essência, sem abrir mão de seus valores e princípios, precisa assumir o seu papel no mundo. Uma igreja que seja intramundana. Que entenda que não está no mundo por acaso, mas com objetivos traçados e definidos por Deus. Que de fato se encarne na realidade humana com todas as suas demandas, contradições e etc. Uma igreja que seja ao mesmo tempo espiritual, mas, também, carnal, no sentido de humana. (OLIVEIRA, 2017:33)
.
 DEVEMOS SER COMO CRISTO EM SEU SERVIÇO:

Stott comenta que “não devemos considerar nenhuma tarefa simples ou humilhante demais”. Neste ponto ele faz uma exposição de Jo 13.14-15, quando Jesus  cingiu-se com uma toalha, tomou uma bacia com água e lavou os pés de cada um dos discípulos. Chamo isto de Pedagogia da Bacia!
.

 DEVEMOS SER COMO CRISTO EM SEU AMOR:

Para Stott todo o nosso comportamento deve ser balizado pelo amor. Amor de Cristo não se restringiu a um belo sentimento pelo próximo. Não é o amor pintado em quadros, ou mesmo, expressado por filósofos e poetas. Ao  citar Efésios 5.2 o reverendo Stott de que o amor de Cristo foi sacrificial. Portanto amor é mais do que sentimento é prática. Lembremo-nos que “Amar exige sacrifício”.
.
 DEVEMOS SER COMO CRISTO EM SUA LONGANIMIDADE:

Aqui neste ponto o autor afirma que o discípulo de Jesus deve ser longânimo. Para isso, algumas vezes teremos que suportar o sofrimento sem pagar o mal com o mal. É interessante pensar, que ser longânimo não implica em abrir mão do princípio da justiça do Reino de Deus. Pensando nisso, compartilho, uma citação do livro “Fe Encarnada: por uma espiritualidade genuinamente integral, onde no cap. 3 cujo título é: “A Relevância de Tiago para o Século XXI”,  saliento:

Tiago foi líder da igreja em Jerusalém no primeiro século. Irmão de Jesus, ele tornou-se um proeminente pregador. Liderou o importante Concílio da cidade registrado em Atos dos Apóstolos cap. 15. Seus ouvintes o chamavam de Tiago, o justo, por ser alguém de caráter ilibado e, sobretudo, por de forma veemente condenar a opressão, a injustiça, e a violência praticadas contra os menos favorecidos. (OLIVEIRA, 2017, P. 39)
.
 DEVEMOS SER COMO CRISTO EM SUA MISSÃO:

Aqui o autor comenta Jo 17.18; 20.21; A oração de Jesus ao Pai pelos seus discípulos reserva-lhes uma missão. Neste sentido ele diz: “Em que sentido? As palavras-chave são “enviei ao mundo”. Isto e, como Cristo teve de entrar em nosso mundo, nós também, precisamos entrar no mundo de outras pessoas.” (STOTT, 2011, P.28) . Stott conclui dizendo que “toda missão autêntica é encarnacional”

 Enfim, Stott, conclui o capítulo registrando 3 consequências práticas de suas considerações: 1ª O sofrimento, algumas vezes, pode ser parte do processo de Deus para nos fazer como Cristo; 2ª Nossa evangelização as vezes é fraca porque não nos parecemos com o Cristo que proclamamos; 3º O Espírito Santo é o único capaz de nos capacitar e empoderar para cumprirmos o propósito de Deus.
.
 Deus nos ajude!
............................
Pr. Valtenci Oliveira

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Busque a Deus

Nas lutas do dia a dia é comum nos sentirmos fracos e debilitados, contudo, ao servo de Deus é prometida uma renovação das forças em meio ao caos.

"Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão".  Isaías 40:28-31
O que você está esperando? Busque a Deus, busque a vida. Só Ele tem a resposta certa para as tuas necessidades, só Ele pode salvar a tua alma da Ira Futura.

Renovar as forças em tempo de aflição e algo positivo, contudo, temporário. Novas angústias poderão sobrevir sobre qualquer alma, mas aquele que entrega a seu vida ao Senhor e confia nele, esse terá a segurança eterna.

As circunstâncias da vida por mais desfavoráveis que sejam não afetarão o seu ser, pois a sua confiança e o seu coração repousam no Senhor.

Busque a Deus, busque sua palavra com um coração arrependido e cheio de fé e Ele te acolherá.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Quando pensei que estava só

Quando pensei que estava só os passaros me deram bom dia, as ondas tocaram os meus pés, o sol brilhou sobre a minha cabeça, o vento me abraçou e a vida pulou no meu peito.

Quando pensei que estava só recebi bom dia do meu vizinho, um estranho apertou a minha mão desejando felicidade, uma moça me presenteou com seu sorriso e a vida pulou no meu peito.

Quando pensei que estava só ouvi um  canto alegre, um grito de satisfação, uma benção de um pai para seu filho, um beijo da mulher amada em seu esposo que partia para o trabalho.

Quando pensei que estava só uma oração se fez ouvi, um choro profundo, um lamento, uma dor comovente, um homem moribundo que se despedia deste mundo se fez sentir.

Quando pensei que estava só percebi uma agitação ao meu redor, o corre-corre do dia, as bandeiras partidárias, as ideologias, a paixão de olhos vermelho, a convicção por qualquer coisa, a palavra de ordem, o desaforo, a agressividade gratuita.

Foi então que compreendi que não estava só, que todas as sensações, paixões, dor e tudo mais era comum ao meu ser, a minha humanidade. Foi aí que me sentir parte de um todo, influenciando e sendo influenciado, vivendo e morrendo como qualquer mortal.

Não. Definitivamente não estou só. Sou único em personalidade, em traços físicos, mas compartilho de um todo e sou amado e cuidado pelo criador do universo.

Jerônimo Viana.
30.01.2018

sábado, 27 de janeiro de 2018

Eu creio em ti

Contemplando a criação de Deus


Nenhuma imagem reflete a imagem de Deus.

"Isaías 40: 18. A quem, pois, podeis assemelhar a Deus? ou que figura podeis comparar a ele?" - Bíblia JFA Offline

Nenhuma imagem por mais bela que seja reflete a glória de Deus. "Arão fez uma bezerro de ouro. Seu propósito era apresentar um símbolo visível de Jeová, o poderoso Deus que havia libertado Israel do Egito. Sem dúvida, a imagem havia sido concebida para honrá-lo, como sendo um símbolo adequado de seu grande poder. Mas não é difícil ver que um símbolo daquele de fato o insulta: pois que ideia de seu caráter moral, sua justiça, bondade e paciência, alguém poderia obter ao olhar para a estátua dele como um boi? Assim, a imagem de Arão escondia a glória de Deus. (J.I.Packer, 2014, p.42)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A graça salvadora de Jesus Cristo

"Pois todos pecaram e carecem da graça de Deus" (Rm 3.23). Se o evangelho se limitasse a essa informação estaríamos perdidos, mas, ele vai além:

"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus". Romanos 3:24-26

Com o sacrifício de Cristo foi restabelecida a relação Deus-Homem que outrora fora perdida (Gênesis 3), mas, que agora mediante o arrependimento e fé em Jesus Cristo o Homem pode novamente usufruir da graça salvadora.

O que você está esperando? Dê um passo de fé para Jesus, aceite-o como seu Senhor e Salvador e desde já comece a usufruir do reino celestial que começa aqui e será consumado com a sua volta. Que o Espírito de Deus ilumine o vosso entendimento para se apropriar desta verdade eterna.


Um abençoado dia a todos.

sábado, 9 de dezembro de 2017


É uma linda canção que fala da Nova Jerusalém celestial. Por esses dias o Presidente Americano reconheceu  Jerusalém como capital dos Judeus. Esperamos ansiosos a confirmação de mais uma profecia bíblica.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Escola Estadual Alte. Newton Braga - Conteúdos das provas de História - IV Bimestre - 2017

Turma: 6º ano
Páginas:

192
193
194
195
196
207
208
210
211
212
213
222 a 227

Turma 7º ano
Páginas:

248
249
250
251
255
257
284
285
287
289

Turma: 8º ano
Páginas:

167
169
173
175
179
185
186
187
188
192

Deus é fiel e justo


Conteúdos para a semana de provas da Escola Municipal Mário Lira - 2017

Turma: 6º ano
Páginas:

206
208
210
218
219
221
233
248

Turma: 7º ano
Páginas:

199
201
205
207
211
224
226

Turma: 8º ano
Páginas:

202
205
207
226
227
228
229
230
231
232
234

Turma: 9º ano
Páginas:

198
199
200
202
267
268
269
270
271
275

Boa prova a todos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A bondade de Deus

Texto: Mateus 7.7-12

O capítulo 7 de Mateus é a conclusão do Sermão do Monte proferido por Jesus Cristo no inicio do seu ministério (Capítulos 5, 6 e 7.). É importante saber que Jesus Cristo estava dando os primeiros ensinos a seus discípulos. A pergunta que suscitou todo esse sermão poderia bem que poderia ser essa: Depois de ser alcançado pela graça de Deus o que devo fazer para está no centro da sua vontade?

Os temas trabalhados no sermão são vários:
  • A Bem aventurança.
  • Os discípulos como sal e luz do mundo.
  • Como proceder ao dar esmola, orar e fazer jejum.
  • Trabalhando o verdadeiro significado da Lei.
  • O verdadeiro tesouro do crente, os dois senhores e como lidar com a ansiedade.
  • A necessidade e o mal julgamento.
O capítulo 7. 7-12, é o nosso ponto de reflexão de hoje. 

Olhando todo o conteúdo anterior o servo de Deus poderia questionar: Como poderei dá conta de tudo isso? É evidente que chegará a conclusão que é impossível através da vontade humana. 

Não é sem razão que Cristo orienta seus discípulos a buscarem a Deus em oração para por em prática a essência da sua mensagem. A expressão pedi - AITEÕ (do grego) - se refere a uma suplica a Deus (Mt 6.8; 7.7,8,11; 18.18; Cl 1.9; Tg 1. 5-6; Is 7. 11-12).

Quando o servo busca a Deus ele o encontra. Essa é uma promessa divina. É importante destacar que esse pedido deve ser insistente e com fé. Veja o que diz Tiago 1. 5-8.

"Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a concede livremente a todos sem criticar, e lhe será dada. Peça-a. porém, com fé, sem duvidar, pois quem duvida é semelhança à onda do mar, movida e agitada pelo vento. Tal homem não deve pensar que receberá do Senhor alguma coisa, pois vacila e é inconstante em todos os seus caminhos."

 Trés verbos estão em destaque no verso 7:
  • Pedi.
  • Buscai.
  • Batei. 
Esses verbos exprimem a necessidade e intensidade da oração. Vejam que o pedi vem antes do buscar, porque Cristo trata com servos de Deus, portanto:

  • já se sabe a quem pedi.
  • Se busca a melhor condição para receber a resposta divina.
  • Se bate de forma insistente forçando uma resposta divina (Associem a viúva e o juiz inócuo -  Lucas 18.1-8).
Cada passo dado pelo servo tem a marca da humildade e submissão a vontade do Pai. Não existe aqui espaço para mercadejar com Deus, ou pior, requerer dele algum direito filial. Essa atitude tão comum em nossos dias é descabido para um filho adotivo (Efésios 1.5).

Outro aspecto importante é o destaque que Cristo dá a oração como instrumento de comunicação entre Deus-homem.

Nos  versos 7-11, Jesus cristo se utiliza da figura paternal para ilustrar o quanto Deus anseia em responder as nossas orações quando alinhada a sua vontade. Nesse caso, em por em prática as inúmeras lições do Sermão do Monte. 

É certo que outras petições também tem o mesmo tratamento divino. Por  fim, se na condição de pais humanos sabemos dar aos nossos filhos o melhor, quanto mais Deus, contudo, a senha é tratar o próximo como a se mesmo. Essa é a pré-condição para ter acesso as bençãos do Pai

Quais as lições que podemos tirar deste texto?

  1. O servo de Deus sempre terá acesso livre ao Pai.  Deus não é um burocrata, temos acesso livre ao Senhor por intermédio de Jesus Cristo. Esse é o único caminho. É desejo do Pai facilitar a relação com seus servos.
  2. A oração é o meio rápido e seguro para se chegar a Deus. Lógico, que o Senhor conhece o que acontece todas as nossas necessidades, contudo, é importante que externemos todas elas. 
  3. Deus está pronto a responder as nossas orações como um pai humano, desde que, nossos pedidos estejam alinhados com a sua vontade.
  4. Agir com o próximo de forma justa e abençoadora é um requisito para se obter o favor divino.
A você meu irmão de perto ou da distância que nesse momento passa por dificuldades, quer seja, de caráter espiritual, material ou emocional. A palavra de Cristo é resista (busque e bata). A acomodação não é uma posição que caracteriza um filho de Deus. Lembre-se que Deus tem o que necessita o teu coração.

Quanto aos amigos do evangelho quero fazer um convite especial: A ciência humana é uma benção, mas não tem respostas para todas as nossas questões, só Deus. Portanto, não se demore em pedir a sua ajuda clamando o seu perdão, a sua graça e misericórdia sobre tua vida. Acerte-se com Ele e passe a desfrutar da salvação e paz que só Cristo pode nos dá.

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus."
Filipenses 4:7

Deus seja para sempre louvado.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Educação nos Tempos Bíblicos(Enciclopédia Bíblica Online)

Educação nos Tempos Bíblicos(Enciclopédia Bíblica Online)

A educação é essencial para a sobrevivência de qualquer grupo social, uma vez que a comunidade protege a sua existência e desenvolvimento apenas através da transmissão de seus conhecimentos acumulados, poder derivado, e ideológico para a próxima geração. A educação pode ser simples (e restritamente) definida como o processo de ensino e aprendizagem, a transmissão e aquisição de conhecimento e habilidade(s).

A necessidade de educação não era menos verdade para os israelitas do que para qualquer um dos povos do mundo antigo. Na verdade, o registro do Antigo Testamento indica repetidamente que o sucesso da comunidade hebraica e a continuidade de sua cultura foram condicionados pelo conhecimento e obediência à lei revelada de Deus (Josué 1:6-8). Assim, para garantir sua prosperidade, o crescimento e a longevidade como o povo de Javé, o mandamento de Israel era um de ensinar diligentemente Seus filhos a amar a Deus, e conhecer e obedecer os Seus estatutos e ordenanças (Dt 6:1-9). Do mesmo modo, o relato do Novo Testamento relaciona o sucesso da Igreja de Jesus Cristo, como uma comunidade de adoradores de “sal e luz” alcançando um mundo em escuridão, por meio do ensino da sã doutrina (João 13:34-35, Ef 4: 14, 1 Tm 1:10; Tito 2:1).

Educação no antigo Oriente Próximo. Como a educação é fundamental para a existência de qualquer comunidade ou sociedade, é natural que certos ideais fundamentais, métodos e princípios da educação, sejam propriedades compartilhadas entre os diversos grupos de pessoas. O caso não é diferente quando estudamos as práticas educativas dos israelitas no contexto da educação no mundo do antigo do Oriente Próximo.

A educação no mundo antigo estava enraizada na tradição religiosa e ideais teológicos. O objetivo da educação era a transmissão das tradições religiosas que, juntamente com os costumes e valores das comunidades e formação profissional, transmitia-se as competências técnicas. O subproduto desse tipo de educação era um cidadão modelo, leal à família, aos deuses, e ao rei, ao caráter integro, com uma vida produtiva na comunidade. Mais do que educação liberal de “livre-pensadores”, o resultado importante do sistema educacional para os antigos era utilitário, equipando pessoas para serem membros funcionais da família e da sociedade.

A maior parte do método de ensino foi baseado em aprendizado mecânico. Esta memorização das matérias curriculares foi realizada pela recitação oral e escrita. A aprendizagem disciplinada era caracterizada pela instrução educacional, com aulas dadas em horários fixos durante o dia e muitas vezes por um determinado número de dias em um mês. Além de serem mestres, os pais (em casa) e professores (nas escolas formais), também funcionavam como mentores e modelos de vida, por ensinar através do exemplo e estilo de vida. A principal agência de educação, tanto do antigo Egito como na Mesopotâmia era a casa. Os pais e os anciãos do clã ou família foram os responsáveis pela educação dos filhos. A invenção dos sistemas de escrita e à transição para o aumento da urbanização deu origem a escolas especializadas e associadas com as principais instituições do mundo antigo, o templo e o palácio. Considerando que a educação no lar centralizava na formação profissional e desenvolvimento moral, o templo e as escolas do palácio foram concebidos com o objetivo de produzir líderes religiosos alfabetizados, informados, e capazes, como sócio-políticos e administradores.

Contudo, mais impressionante do que essas semelhanças são as diferenças entre os ideais e práticas educacionais dos hebreus e dos seus antigos companheiros. É importante notar que estas distinções educacionais dos israelitas estão diretamente relacionadas com os aspectos singulares da religião hebraica. Cinco características específicas não eram comuns às religiões do antigo Oriente Próximo.

Primeiro, a ênfase sobre a personalidade individual na fé hebraica significa que a educação deve respeitar o indivíduo e procurar desenvolver a pessoa como um todo.

Em segundo lugar, a ênfase na paternidade de Deus na religião israelita trouxe uma sensação de intimidade na relação Criador-criatura e um senso de propósito e urgência para a história humana. Assim, a educação hebraica salientava a importância de reconhecer e lembrar dos atos e fatos da providência divina na história.

Em terceiro lugar, a ideia do indeterminismo ou liberdade individual da religião hebraica deu ao homem, assim como a mulher, à dignidade do livre-arbítrio na criação; a educação hebraica sublinhava igualmente que os indivíduos tinham responsabilidades para com Deus e outros, a responsabilidade do comportamento humano, e a necessidade de formação disciplinada em fazer as escolhas “certas”.

Em quarto lugar, a noção dos israelitas como um povo escolhido por Deus encorajou ferozmente as matizes nacionalistas na religião e educação hebraica; religiosamente os israelitas estavam obrigados às exigências da santidade de Deus a fim de manter seu poder especial, enquanto educacionalmente eles eram obrigados a instruir todas as nações em santidade divina e como instrumento de redenção de Javé, e Luz para as nações.

Em quinto lugar, a doutrina do pecado humano está presente tanto na religião hebraica como na educação, o que introduziu o conceito da mediação na religião israelita - um requisito para preencher a lacuna existente entre um Deus justo e sua criação decaída; educacionalmente isso significava que o conhecimento e a sabedoria humana eram falhos e limitados e que a iluminação divina era necessária para compreender certas verdades e a capacitação divina era necessária para fazer o que era direito.

Fonte:

Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology. Editado por Walter A. Elwell.

https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/12/educacao-nos-tempos-biblicos.html
 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Adoração

Uma das falácias mais solene e destruidora de almas nestes dias é a idéia de que almas não-regeneradas são capazes de adorar a Deus. Provavelmente a razão maior pela qual este erro tem ganho tanto espaço deve-se à imensa ignorância espalhada acerca da natureza real da verdadeira adoração.

As pessoas imaginam que, se elas freqüentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuirem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas… um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

A VAIDADE DA FALSA ADORAÇÃO

“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles…

Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.

A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranqüilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hb 1.13).

Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!

Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora 1 Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez 2 Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração.

A EXCLUSIVIDADE DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: Em inglês a palavra sempre é “must”).

A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada: apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.

Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7); Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.

Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte deo Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?

O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.

Aos “príncipes dos sacedotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores

A NATUREZA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Adorar “em espírito” contrastava com os ritos humanos e cerimônias impostas do Judaísmo. Adorar “em verdade” se opunha às superstições e ilusões idólatras dos perdidos. Adorar a Deus “em espírito e em verdade” quer dizer adorar de uma maneira apropriada para a revelação plena e final que Deus fez de Si mesmo em Cristo. Significa adorar espiritualmente e verdadeiramente. Significa dar a Ele o louvor proveniente de um entendimento iluminado e o amor de um coração regenerado.

Adorar “em espírito e em verdade” se opõe à adoração carnal que é externa e espetacular. Exclui toda adoração a Deus com os sentidos. Nós não podemos adorá-lO, que é “Espírito”, observando uma arquitetura linda e janelas de vitrais, ouvindo as notas de um órgão caro ou sentindo o aroma doce de incenso. Nós não podemos adorar a Deus com nossos olhos e ouvidos, ou nariz e mãos, porque eles são “carne” e não “espírito”. “Importa que adorem em espírito e em verdade” exclui tudo aquilo que é do homem natural.

Adorar “em espírito e em verdade” exclui toda adoração emocional. A alma é o centro das emoções, e muitas das supostas adorações do Cristianismo atual são apenas emocionais. Anedotas tocantes, apelos entusiastas, oratória comovente de uma personalidade religiosa, tudo é calculado para produzir isto. Hinos lindos cantados por um coro bem ensaiado, trabalhados de uma forma que nos leva às lágrimas ou a êxtases de alegria. Isto pode excitar a alma, mas não pode, nem jamais afetará o homem interior.

A verdadeira adoração é a adoração de um povo redimido, unido ao próprio Deus. Os não-regenerados entendem “adoração” como uma observância daquilo que Deus requer deles, e que não dá a eles nenhuma alegria como eles procuram demonstrar. Muito diferente disto é o que acontece com aqueles que nasceram do alto e foram redimidos pelo sangue precioso. A primeira vez que a palavra “redimido” ocorre na Escritura é em Êxodo 15 , e é lá também, pela primeira vez, que vemos um povo cantando, adorando e glorificando a Deus. Lá, às margens do Mar Vermelho, esta Nação que foi tirada da casa da servidão e liberta de todos os seus inimigos une-se em louvor a Jeová. (N.T.: Na maioria das versões em português, a palavra em Êxodo 15 é “libertado”; a NVI se aproxima mais ao usar “resgatado”).

“Adoração” é a nova natureza no crente levando-o à ação, voltando-se à sua divina e prazeroza Origem. É aquilo que é “espírito” (João 3.6) voltando-se a Ele, que é “Espírito”. É aquilo que é “feitura” de Cristo (Efésios 2.10) voltando-se a Ele, que nos recriou. São os filhos, de forma espontânea e grata, voltando-se em amor a seu Pai. É o novo coração gritando “Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (2 Coríntios 9.15). São os pecadores, purificados pelo sangue, exclamando “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Isto é adoração; assegurada de nossa aceitação no Amado, adorando a Deus porque Ele fez Cristo estar em nós, e porque Ele fez nós estarmos em Cristo.

É digno de nossa atenção especial observar que a única vez em que o Senhor Jesus chegou a falar sobre o assunto da Adoração foi em João 4. Mateus 4.9 e Marcos 7.6,7 são citações do Antigo Testamento. Isto certamente tocará nossos corações se percebermos que a única ocasião em que Cristo fez alguma observação direta e pessoa quanto à adoração foi quando Ele conversava, não com um homem religioso como Nicodemos, ou mesmo com Seus apóstolos, mas com uma mulher, uma adúltera, uma Samaritana, uma quase pagã! Verdadeiramente os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.

A esta pobre mulher nosso Senhor bendito declarou “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). E como o Pai “procura” adoradores? O contexto inteiro não nos dá a resposta? No início do capítulo, o Filho de Deus inicia uma jornada (vv. 3 e 4). Seu objetivo era buscar uma de Suas ovelhas perdidas, revelar-Se a uma alma que não O conhecia, livrar a mulher dos desejos da carne, e encher seu coração com Sua graça suficiente, e isto, para que ela pudesse encontrar a infinitude do amor divino e dar, em retorno, este louvor e adoração que apenas um pecador salvo pode dar.

Quem pode não perceber que, na jornada que Ele tomou a Sicar com o objetivo de encontrar esta alma desolada e ganhá-la para Si próprio, temos uma bendita sombra da jornada ainda maior que o Filho de Deus tomou – deixar a paz, o gozo e a luz dos céus, descer a este mundo de conflito, escuridão e desventura. Ele veio aqui procurar pecadores, não apenas salvá-los do pecado e da morte, mas concedê-los beber e deleitar-se com o amor de Deus como nenhum anjo pôde prová-lo; que, de corações transbordantes com a consciência de sua dívida com o Salvador, e a gratidão ao Pai por ter entregue Seu Filho amado a eles, ao perceber e aceitar Sua excelência suprema, possam expressar-se diante dEle como aroma suave de louvor. Isto é adoração, e o reconhecimento do amor irresistível de Deus e o sangue redentor de Cristo são a causa disto.

Uma dos mais abençoados e belos exemplos registrados no Novo Testamento do que a adoração é se encontra em João 12.2,3. “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. Como alguém já disse, “ela não veio ouvir um sermão, apesar do Príncipe dos Pregadores estar ali. Sentar-se aos Seus pés e ouvir Sua palavra não era naquele momento seu objetivo, não importa quão abençoador isto seja em sua devida circunstância. Ela não veio para encontrar os santos, entretanto preciosos santos estavam ali; nem a comunhão com eles; mesmo sendo uma benção, naquele instante não era seu objetivo. Ela não procurou, depois de uma semana de trabalho, por descanso; mesmo sabendo bem dos abençoados campos de descanso que havia nEle. Não, ela veio para pôr diante dEle aquilo que ela tinha ajuntado por tanto tempo, aquilo que era a mais valiosa de suas posses terrenas. Ela não pensou como Simão, o leproso, sentado agora como um homem limpo; ela foi além ds apóstolos; e, então, também, de Marta e Lázaro, irmã e irmão na carne e em Cristo. O Senhor Jesus preencheu seus pensamentos: Ele havia ganho o coração de Maria e agora tomou todos os seus sentimentos. Ela não tinha olhos para ninguém além dEe. Adoração e homenagem eram, naquele momento, seu único pensamento – extravasar a devoção de seu coração diante dEle”. Isto é adoração.

O assunto da adoração é muito importante, ainda asim é um dos temas que temos as idéias mais vagas. Lemos em Mateus 2 que os magos levavam seus “tesouros” para presentear a Cristo (v. 11). Eles deram ofertas caras. Isto é adoração. Não é vir para receber dEle, mas render-se diante dEle. É a expressão de amor do coração. Oh, que possamos trazer ao Salvador “ouro, incenso e mirra”, isto é, adorá-lO por causa de Sua glória divina, Sua perfeição moral e Sua morte de aroma suave…

O alvo da adoração é Deus; e o inspirador da adoração é Deus. Só pode satisfazer a Deus aquilo Ele tenha por Si mesmo produzido. “SENHOR… tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26.13). É somente quando o Cordeiro é exaltado no poder do Espírito que os santos ão levados a cantar “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47). A ausência generalizada e concupiscente desta adoração que é “em espírito e em verdade” deve-se a uma ordem de coisas sobre as quais o Espírito de Deus não guia, onde o mundo, a carne e o diabo têm toda liberdade. Mas mesmo em círculos onde o mundanismo, em suas formas mais vis, nao é tolerado, e em que a ortodoxia é tolerada, e onde a ortodoxia ainda é preservada, existe, quase sempre, uma notável ausência desta unção, esta liberdade, esta alegria, que são inseparáveis do espírito da verdadeira adoração. Por que isto acontece? Por que em algumas igrejas, grupos familiares, uniões masculinas, onde a mensagem da Palavra de Deus é ministrada, nós agora mui raramente encontramos este transbordar do coração, estes manifestações espontâneas de adoração, estes “sacrifícios de louvor”, que deveriam ser achados entre o povo de Deus? Ah, a resposta é difícil de encontrar? É porque há um espírito entristecido neste meio. Esta, meus amigos, é a razão pela qual hoje existem tão poucos ministérios de Cristo vivos, confortadores e que produzem adoração.

OBSTÁCULOS À ADORAÇÃO

O que é adoração? Louvor? Sim, e mais; é um amor fluindo de um coração que está completamente seguro da excelência dAquele diante de quem o coração ajoelha-se, expressando sua mais profunda gratidão por Seu dom inefável. Aqui está claramente algo que é o primeiro obstáculo à adoração de um filho de Deus – a falta de segurança. Quanto mais eu retenho dúvidas quanto à minha aceitação em Cristo, mais eu permanecerei em um estado de incerteza em relação à expiação por meus pecados no Calvário. É impossível que eu, realmente, adore e louve a Ele por Sua morte por mim; certamente não poderei dizer “eu sou do meu Amado e Ele é meu”. É uma das ferramentas favoritas do inimigo para manter os cristãos no “Cativeiro da Rejeição”, já que seu objetivo é que Cristo não receba dos cristãos a honra de seus corações…

Outro grande obstáculo à adoração é a falha em julgar a nós mesmos pela Sagrada Palavra de Deus. Os sacerdotes de Israel não podiam ir de qualquer jeito até o altar de bronze no átrio exterior do tabernáculo. Era necessário cuidar que, antes que entrassem no Santo Lugar, para queimar o incenso, eles se lavassem na pia. Aproximar-se da pia de bronze nos fala do rigoroso julgamento do crente sobre si mesmo (cf. 1 Coríntios 11.31). O uso de sua água aponta para a aplicação da Palavra a todos os nosso atos e caminhos.

Agora, assim como os filhos de Arão estavam debaixo de pena de morte (Exôdo 30.20) se não se lavassem na pia antes de entrarem no Santo Lugar para queimar incenso, também o cristão hoje deve ter as impurezas do caminho removidas antes que ele possa aproximar apropriadamente de Deus como um adorarador. Falhar neste ponto leva à morte, isto é, eu continuo sob o poder contaminador das coisas mortas. As impurezas do caminho são resultado de minha caminhada através de um mundo de “separados da vida de Deus” (Efésios 4.18). Se isto não for removido, então eu continuo debaixo do poder da morte num sentido espiritual, e a adoração se torna impossível. Isto nos é demonstrado plenamente em João 13, em que o Senhor diz a Pedro “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”. Quantos são os cristãos que, ao falharem em não colocar seus pés nas mãos de Cristo para limpeza, são impedidos de exercer suas funções e privilégios sacerdotais.

Um outro obstáculo fatal à adoração precisa ser mencionado, e este é o Mundanismo, que signifca as coisas do mundo obtendo lugar nos desejos do cristão, seus caminhos tornando-se “conformados com este mundo” (Romanos 12.2). Um exemplo disto é encontrado na história de Abraão. Quando Deus o chamou para deixar a Caldéia e ir para Canaã, ele abriu uma concessão: foi apenas até Harã (Gênesis 11.31, Atos 7.4) e habitou ali. Harã foi uma casa à meio-caminho, uma área inóspita entre ela e as bordas de Canaã. Mais tarde Abraão atendeu completamente ao chamado de Deus e entrou em Canaã, e “edificou ali um altar (algo que fala de adoração) ao SENHOR” (Gênesis 12.7). Mas não existe menção alguma de ele contruir qualquer “altar” durante os anos em que viveu em Harã! Oh, quantos filhos de Deus hoje estão comprometidos, habitando numa casa no meio do caminho, e como conseqüência, eles não são adoradores. Oh, que o Espírito de Deus possa trabalhar de tal forma sobre e dentro de nós que o idioma das nossas vidas, assim como dos nossos corações e lábios, possa ser “Digno é o Cordeiro” – digno de uma consagração do coração por completo, digno de uma devoção imensa, digno deste amor que é manifestado por guardar Seus mandamentos, digno de uma adoração verdadeira. Que seja assim, por amor de Seu nome.

Por: Arthur W. Pink. Copyright. Tradução: Josaías Cardoso Ribeiro Jr. © Monergismo. Original: Adoração.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Conteúdos para a prova de História - Mario Lira - 3º Bimestre 2017

Turma:  6º ano A e B

Páginas:

151
156
157
160
161

Turma:  7º ano A e B

Páginas:

145
146
152
168
169
172

Turma: 8° ano 

143
145
147
149
152
162
163
165
166
167
168
169
170

Turma: 9° ano

137
138
139
140
141
145
146
155
160