domingo, 10 de maio de 2026

A Grande Ceia - Lucas 14:15-24

EBD - 10.05.26
A Grande Ceia


Contexto

"E, ouvindo isso, um dos que estavam com ele à mesa disse-lhe: 'Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus!

 

  • Esse comentário representa pura fuga da realidade social.
  • Nos versos 12 e 14, Jesus tinha confrontado a etiqueta social da época.ç
  • Ele disse: "Não convide seus amigos ou vizinhos ricos que podem te retribuir; convide os pobres, os aleijados e os cegos". Polêmico.

 

Ele estava confrontando o(a):

  1. orgulho;
  2. exclusivismo;
  3. busca por status imediato.

 

  • Aqui estão os motivos pelos quais essa frase pode ser interpretada como fuga ou uma espiritualização defensiva.

a) Desvio do constrangimento ético

  • Jesus propôs algo extremamente prático e socialmente desconfortável.
  • Ao exclamar: "Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus!", o homem desloca o foco do dever presente (ajudar aos necessitados agora) para uma recompensa futura (o banquete celestial).
  • É bem mais fácil admirar a glória futura do que praticar a hospitalidade radical no presente.

 

b) Presunção de pertencimento

  • Para aquele seleto grupo de fariseus e doutores da lei, a entrada no céu era vista como garantida para eles.
  • Ele se auto justificava, bem como a seu grupo.
  • Cristo, no entanto, estava questionando justamente o caráter de quem entraria.

 

c) A resposta de Jesus foi a parábola da grande ceia.

  • Note, irmãos, que Jesus não diz "amém" à frase do homem. Ele contou a parábola da Grande Ceia.

 

Obs. 1 Observem, irmãos: os convidados foram excluídos (v. 24); no entanto, acreditavam que seu destino era o céu.

Porque eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia. Lucas 14:24

Obs. 2 Esta festa não poderia ser adiada, nem seria realizada sem convidados, pois o Senhor que a promovia queria desfrutar a sua graça e misericórdia com todos que assim participassem. Sua casa deveria estar cheia (v. 22).

Obs. 3

  • Não existem insubstituíveis no Reino de Deus (Doutores da Lei e fariseus – Lc 14.1).
  • O critério para estar nesta festa era aceitar o convite humildemente.
  • Entender a importância do mesmo e quem estava convidando.
  • A recusa, seja por qual natureza, será sempre entendida como uma afronta ao anfitrião.
  • Ele não se importa com o nível social, as condições intelectuais ou qualquer outro modelo terreno de valor.

 

I.                       A razão do convite (Lc 14:15-17)

¹⁵ E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus. ¹⁶ Porém, ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. ¹⁷ E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. Lucas 14:15-17

  • Dado cultural:

 

  • É sabido historicamente que, em se tratando de festa no Oriente, era comum enviar o convite em duas etapas:

 

    • a) Um convite provisório e preparatório;
    • b) O convite definitivo — quando tudo estivesse pronto.

 

A razão disso é para que o anfitrião tivesse uma previsão do número de pessoas na festa e os convivas organizassem a sua agenda. Daí, todos ficavam à espera do segundo convite.

  • A grande festa tinha um objetivo: "para que a minha casa fique cheia" (v. 23).
  • Ao narrar esta parábola, a aplicação era direta para os seus ouvintes. E eles entendiam. Lembre-se de que Cristo estava na casa de um dos principais fariseus (Lucas 14:1).
  • Esses homens eram estudados na Palavra.
  • Como de costume, já estavam comprometidos com o anfitrião e já haviam recebido o convite de confirmação: "Venham, porque tudo já está preparado" (Lucas 14:17).
  • A questão agora é se estariam presentes ou não.

 

Obs. 4

  • Um dos que estavam presentes à mesa ou entendeu bem a colocação de Jesus e desejou mudar o rumo da conversa, ou, por acreditar que o convite tinha algo a ver com o futuro, afirma: "Bem-aventurado aquele que comer pão no Reino de Deus".
  • Contudo, o convite era para agora.

Vejamos alguns aspectos deste chamado:

1.a – Preparou e deixou tudo pronto.

  • A expectativa do anfitrião era a plena aceitação dos seus convidados à festa.
  • A Grande Ceia se refere à chegada do Reino no ministério de Jesus.
  • Ele é quem nos dá, no presente, uma prévia da alegre comunhão com Deus, mas que será realizada em sua plenitude na era vindoura.
  • Tudo estava pronto da parte do anfitrião [Deus]. A bíblia afirma que tudo que Cristo fez foi muito bem.

 

"Ficavam muito admirados, dizendo: 'Tudo ele tem feito muito bem'." (Mc 7:37)

1.b – Acompanhou tudo (Lc 14:21)

  • O anfitrião não era um tirano que dava ordens e ficava fiscalizando tudo a fim de punir os que falhavam em sua tarefa.
  • Fez tudo, deu tudo e se envolveu com os convidados.
  • Temos aqui até o envolvimento emocional, visto que ficou irado com os que fizeram pouco caso do seu convite (v. 24).
  • O sacrifício de Deus enviando Jesus Cristo para morrer por nós e livrar-nos da ira vindoura é imensurável.

 

  • Já pensaram:
  • Parte da divindade deixa o céu;
  • Encarna como homem — nível inferior à divindade;
  • Se sacrifica numa cruz — esforço total, entrega total;
  • Resultado: muitos dirão não a todo esse amor e trabalho divino.
  • A razão da ira divina é esta.
  • O que faltou ou falta Jesus fazer para que os homens aceitem o seu convite?

 

I.                       As desculpas ao convite (Lc 14:18-20)

¹⁸ E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. ¹⁹ E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. ²⁰ E outro disse: Casei-me com minha esposa, e portanto não posso ir.

  • Não havia espaço para desculpas, já que haviam aceitado anteriormente o primeiro convite, demonstrando a sua disposição de estarem presentes à festa.
  • Desta forma, a ira do anfitrião era justificável.

As desculpas:

2.a - "Comprei um campo e preciso ir vê-lo" (14:18)

  • Aspecto material:

·        Quem compraria uma propriedade às cegas (apartamento etc.) sem ver a planta?

·        Não teria outro dia para vê-la?

·        O consumismo presente aqui tem a força de afastar o homem de Deus.

·        São muitas as razões que nos afastam de Deus (a tecnologia deveria nos dar mais tempo para o serviço de Deus, mas tem o efeito contrário, nos fazendo relaxar).

 

2.b - “Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las"

  • Os bois aqui são mais importantes do que Deus.
  • O desfrutar do "aqui e agora" é mais forte do que a expectativa do futuro com Deus.
  • A festa é vista como perda de tempo e dinheiro.

 

Obs. 5: Perda de tempo e dinheiro.

  • Esta é a constatação mais pesada e grosseira na relação Deus-homem.
  • A companhia divina exige leveza de coração e alma.
  • É prazerosa e deve ser vivida na sua totalidade, sem pressa e sobressaltos.
  • Portanto, alegar perda de tempo e de dinheiro (indiretamente) é negar toda essa relação prazerosa com Deus.

 

2.c - "Casei-me e, por isso, não posso ir." (Lucas 14:20)

  • Aspecto emocional:
    • Lembrem-se do convite anterior.
    • Além disso, poderia levar a esposa à festa ou dar uma satisfação.

 

Obs.: As velhas e boas desculpas domésticas ou, quem sabe, algo relacionado ao campo emocional (gostos pessoais) que nos afastam de Deus (time, partido, lazer etc.).

II.                    A extensão do convite aos de fora (Lc 14:21-22)

²¹ E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. ²² E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. Lucas 14:21,22

·        A parábola é sobre a graça de Deus.

·        É incrível a forma como a graça é revelada aos seus contemporâneos.

·        Na condição de Igreja, devemos estar munidos deste amor que Deus tem para aqueles que ainda estão de fora da festa (pecador).

·        Evangelização é a resposta que Deus espera de todos os seus filhos.

·        "Venham, que está pronto." Esse deve ser o nosso apelo a todos, não importando o que podemos ouvir como resposta dos que rejeitam ir à festa. Contudo, faça a tua parte.

 

Conclusão

Ainda há lugar - Familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, marginalizados sociais. Todos são alvos do amor e compaixão de Deus.

Deus seja com todos

quarta-feira, 29 de abril de 2026

As Dimensões do Amor de Cristo - Efésios 3:14-21

 


¹⁴ Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
¹⁵ Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, ¹⁶ Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior; ¹⁷ Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando enraizados e fundados em amor, ¹⁸ Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, ¹⁹ E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. ²⁰ Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, ²¹ A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.

 Introdução:

 a.       Este texto é uma "doxologia" (um hino de louvor) que revela o que devemos pedir uns pelos outros.

Contexto:

 b.      Contexto teológico – Ministério revelado – 1 e 2.

  •        Paulo explica que o plano de Deus [o “mistério”] era unir judeus e gentios em um só corpo através de Cristo [Ef 1.9-10].
  •         Em Ef 2.11,14-19, ele detalha como aconteceu  historicamente e espiritualmente a ação divina, Ele afirma taxativamente  que os efésios não são mais estrangeiros, mas membros da família de Deus.

 c.       O contexto pessoal: O Prisioneiro em oração – Capítulo 3.

 

“Por está razão, eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo...”

  •  No entanto, ele abre um parêntese para explicar seu ministério e só retorna o raciocínio no versículo 14.
  •  Ele está preso em Roma.
  • Apesar das algemas, sua preocupação não é sua liberdade, mas o fortalecimento espiritual dos leitores.

 1. A Postura da Oração (vv. 14-15)

¹⁴ Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,¹⁵ Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, 

  • Paulo começa dizendo: "Por esta razão, dobro os meus joelhos...".

a.       Lição: A oração exige humildade e reconhecimento da soberania de Deus - (Lucas 18:9-14).

b.       Ele é o "Pai de toda a família no céu e na terra", o que nos lembra que não oramos como indivíduos isolados, mas como parte de um corpo.

2. O Pedido Principal: Fortalecimento Interior (v. 16)

¹⁶ Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior;

  • O apóstolo não pede por bens materiais ou alívio de problemas externosmas para que os irmãos sejam fortalecidos com poder no homem interior.
  • No culto de oração, nosso primeiro clamor deve ser pelo vigor espiritual, para que o nosso "eu" mais profundo suporte as pressões do mundo.
Que pressões são estas?

  1. A Pressão do Moldamento (Conformidade) - A cobrança por sucesso financeiro a qualquer custo, a necessidade de aprovação social nas redes sociais e a ditadura da aparência.
  2.  A Pressão da Aflição (Circunstâncias) - Crises econômicas, doenças na família, desemprego ou perseguição por causa da fé. São situações que "apertam" o coração e tentam gerar desespero.
  3. A Pressão da Ideologia (Confusão Mental) - O medo de ser julgado por crer na Bíblia, a dúvida sobre o que é certo e errado, e o bombardeio de filosofias que excluem Deus.
  4. A Pressão do Imediatismo (Ansiedade) - A ansiedade pelo futuro, a sensação de que estamos "atrás" dos outros e a dificuldade de esperar o tempo de Deus. 

3. A Habitação de Cristo e o Alicerce (vv. 17-19)

¹⁷ Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando enraizados e fundados em amor, ¹⁸ Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, ¹⁹ E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

  • Aqui está o coração do texto. Paulo pede que:

  • Cristo habite nos corações pela fé: Não uma visita passageira, mas uma residência fixa.
  • Enraizamento e Alicerce: Ele usa metáforas da botânica e da engenharia para dizer que nossa vida deve estar fincada no Amor.
  • As Quatro Dimensões: Ele deseja que sejamos capazes de compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade desse amor.

Entendendo a expressão de Paulo:

  •       Ao usar termos geométricos para descrever algo espiritual, ele está tentando mostrar que o amor de Deus não é apenas um conceito abstrato, mas uma realidade que ocupa todo o "espaço" da existência humana.
 As Quatro Dimensões do Amor de Cristo

1. A Largura (Universalidade)

  • A largura refere-se à extensão do amor de Deus. Ele não é restrito a um povo, uma raça ou uma classe social.
  • O que significa: O amor de Deus é largo o suficiente para incluir "todo aquele que nele crê". Ele alcança as pessoas de todas as culturas, passados e pecados. Ninguém está "fora da margem" desse amor.

2. O Comprimento (Eternidade)

O comprimento fala da perseverança e da duração.

  • O que significa: É um amor que atravessa o tempo. Ele começou antes da fundação do mundo e se estende até a eternidade. Diferente do amor humano, que pode se cansar ou desistir, o comprimento do amor de Deus garante que Ele nos amará até o fim.

3. A Altura (Exaltação)

A altura aponta para o objetivo e a origem desse amor.

  • O que significa: Ele nos tira da nossa condição terrena e nos eleva para lugares celestiais. O amor de Deus não quer apenas nos perdoar, mas nos levar à presença da glória de Deus, elevando nosso caráter e nosso destino eterno.

4. A Profundidade (Humilhação e Resgate)

  • A profundidade mostra o alcance do sacrifício de Cristo. Não importa o quão baixo uma pessoa tenha caído, quão profundo seja o "abismo" do seu sofrimento ou pecado, o amor de Cristo desceu ainda mais baixo para buscá-la. Ele alcança as profundezas da alma e as situações mais sombrias da vida.

4. A Promessa da Superabundância (vv. 20-21)

O texto termina com uma das promessas mais encorajadoras da Bíblia:

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, ²¹ A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”

 Conclusão para o Culto:

a.       Deus não está limitado pela nossa capacidade de pedir ou imaginar.

b.       A glória pertence a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus. 

Deus seja conosco.

Estudo apresentado no culto de oração e doutrina da Igreja Batista do Alecrim no dia 29.04.26

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Reconhecendo o Messias: Fé vs. Tradição e Aparência.

 


Mensagem pregada no culto de oração da IBA em 22.04.26

João 7.1-31

O estudo de hoje está dividido em três partes:

a.       1 - O Tempo e a Soberania de Deus: A Família de Cristo.

b.       2 - A Rejeição no Templo: Tradição vs. Verdade

c.       3 - A Origem do Messias: Testemunho e Decisão.

 

1- O Tempo e a Soberania de Deus: A Família de Cristo – [Vs. 1-9]

  • A primeira parte deste texto trata-se da família de Cristo, destacando a incredulidade dos seus irmãos (v. 1-9).
  • Jesus se encontrava na Galileia e mantinha-se seguro por lá devido à disposição dos judeus em matá-lo (v. 1).
  • Não era medo, mas precaução (Prudência).

a. Às vezes queremos precipitar uma ação de Deus, e este não é o melhor caminho para a bênção. Deus tem o Seu próprio tempo (kairós).

b. Precipitar uma ação divina é querer forçar o Todo-Poderoso a agir, colocando o homem numa posição de controle que não existe. É o mesmo que tentar a Deus, e isso é pecado.

c. A resposta de Deus sempre partirá do elemento soberania.

  • No texto inicial temos os irmãos de Cristo querendo transformá-lo num pop star. Lógico que queriam tirar proveito da fama do irmão, mas não por acreditar em Sua doutrina.
  1. Era difícil demais para eles verem Jesus além de um irmão mais velho.
  2. Parece também que eram ingênuos quanto às ameaças reais que Jesus Cristo sofria.

No verso 3, quando pedem para Jesus os acompanhar até Jerusalém (Festa dos Tabernáculos), tinham todos os elementos citados acima (fama, poder, status).

"Porque, se alguém quer ser conhecido, não pode realizar os seus feitos em segredo. Já que Você faz essas coisas, manifeste-se ao mundo." (Jo 7:4)

Os feitos de Jesus Cristo não eram estranho a seus irmãos. Vejam:

  • No capítulo 2, temos o primeiro milagre de Cristo no casamento em Caná. No verso 12, está claro que toda a família de Cristo O acompanhava.
  • Um dado curioso: José não é citado, o que provavelmente é um indício da sua morte prematura. O que isso podia implicar? Se os seus irmãos não compreendiam ou criam na sua divindade, imagine se José estivesse vivo e compartilhasse do mesmo pensamento dos seus filhos. Seria sem dúvida um desgaste desnecessário para Jesus Cristo, afinal, o pai tem um peso considerável na cultura da época.  Assim, foi retirado antes do inicio do ministério de Jesus.
  • No capítulo 6, temos a multiplicação dos pães (Jo 6:1-15) e o andar sobre o mar (Jo 6:16-21). Não há dúvida que a família de Cristo tinha conhecimento de toda essa realidade, porém, não gerava fé (Jo 7:5). Em Marcos 3:21, chegam a tentar prendê-lo por acharem que estava fora de si. Neste caso demonstrando ceticismo e preocupação familiar.
  • É perceptível que a lógica de Cristo não era a mesma dos seus familiares. Apesar da falta de fé e incompreensão familiar, Cristo nunca os desamparou, assim como jamais deixou de cumprir a missão que Deus Pai O havia incumbido.

"Então Jesus lhes disse: 'O Meu tempo não chegou, mas para vocês qualquer tempo é oportuno. O mundo não pode odiar vocês, mas a Mim Ele odeia, porque eu dou testemunho a respeito dele, dizendo que as suas obras são más. Vão vocês para esta festa, Eu não vou, porque o Meu tempo ainda não se cumpriu'." (v. 6-8)

  • Uma lição que aprendo neste texto é que muitas vezes o que é familiar nos leva a uma atitude de relaxamento no trabalho do Reino.
  • Os irmãos de Cristo viam apenas como um irmão mais velho cheio de truques, e jamais como o Deus encarnado.
  • Essa realidade só chegou mais tarde para alguns deles (1Co 9:4-5).

"Será que nós não temos o direito de levar conosco uma mulher crente como esposa, como fazem os demais apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas? Ou somente eu e Barnabé temos que trabalhar para viver?" (1Co 9:4-5)

2A Rejeição no Templo: Tradição vs. Verdade – [Vs. 10-24]

Do versículo 10-35, temos Jesus participando das atividades ou festejos em Jerusalém.

  • A presença de Cristo era requerida naquele lugar (Jerusalém).
  • Os judeus O procuravam em todo o lugar (v. 11). A grande pergunta era: "Onde estará Ele?" Parecia pouco provável à multidão que Jesus não aparecesse na festa. 
  • Cristo era o assunto do dia. No verso 12, temos a informação que toda a gente murmurava acerca de Jesus. Uns diziam:

 

a. "Ele é bom" (v. 12)

b. "Ele é um enganador" (v. 12)

  • Quando se apresentou no templo e passou a ensinar, muitos se admiravam do Seu ensino.

"Como pode Ele ser letrado, se não chegou a estudar?"

Obs. Jesus ou Seus discípulos não tiveram nenhuma instrução rabínica (At 4:13), contudo, Seu ensino e Sua autoridade vinham de Deus.

Jo 7:16; 8:28

✓ Mt 5:21b

Mt 7:28-29

  • No verso 16, Cristo afirma que Seu ensino veio de Deus.
  • Não é uma invencionice pessoal.
  • Qualquer pessoa que desejasse fazer a vontade do Pai, necessariamente reconheceria que Seu ensino (doutrina) era verdadeiro, visto que, com zelo seguia as determinações do Pai.
  • Contudo, os judeus haviam recebido a Lei de Moisés e por não a cumprir, não conseguiam vê-lo como o Messias e, ao invés de ouvi-lo e preservá-lo, desejavam matá-lo (v. 19).

Lição – Quem não está em sintonia com Deus, quem não tem intimidade com o nosso Deus, jamais reconhecerá Seu Filho como Senhor e Salvador. Não terá prazer na Sua doutrina, no cuidado com a Sua casa, de forma que O repudiará.

  • No verso 20, temos acusações fortes contra Cristo.

"Você tem demônio. Quem é que está querendo matá-lo?"

  • Hipócritas!
  • Esse é apenas um dos vários casos em que Jesus é falsamente acusado de estar possuído por um demônio (Jo 8:48; 10:20; Mt 12:24).
  • Esse tipo de pecado não tem perdão - Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-29; Lucas 12:10.
  • Acusação semelhante foi levantada contra João Batista (Mt 11:18).
  • Outras acusações falsas:
  1. Quebra do sábado – Jo 5:16,18; 9:16 b.
  2. Blasfêmia – 5:18; 8:59; 10:31,33,39; 19:7
  3. Enganar o povo – 7:12,47 d.
  4. Ser samaritano – 8:48.
  5. Ser louco – 10:20.
  6. Praticar atividades criminosas – 18:30.

"Você tem demônios" ou age por influência de demônio.

  • É muito provável que estivessem se referindo à cura praticada por Jesus no Tanque de Betesda (Jo 5:1-15) num sábado.
  • O argumento de Cristo: Não posso curar um homem em um sábado, mas vocês para cumprir a determinação de Moisés, circuncidam crianças até no sábado (tinha que circuncidar a criança no oitavo dia de nascida – Lv 12:3). Onde estava a justiça neste caso? (v. 24)

3. A Origem do Messias: Testemunho e Decisão – [Vs. 25-31]

·        Dos versos 25-31, temos a continuação das murmurações dos judeus.

Alguns de Jerusalém diziam: "Não é este o homem que estão querendo matar? Eis que Ele fala abertamente, e ninguém lhes diz nada. Será que as autoridades reconhecem de fato que este é o Cristo? Mas nós sabemos de onde este homem vem. Quando, porém, o Cristo vier, ninguém saberá de onde Ele é."

  • Muitos rabinos ensinaram ao povo que o Cristo seria um desconhecido até se levantar e salvar Israel. Contudo, outros tinham a certeza do seu local de nascimento (Jo 7.42; Mt 2.1-6).
  • No verso 28, Cristo declara:
"Vocês não somente Me conhecem, mas também sabem de onde Eu sou. Eu não vim porque Eu, de mim mesmo, O quisesse, mas Aquele que Me enviou é verdadeiro! Aquele a quem vocês não conhecem, Eu O conheço porque venho da parte d'Ele e Ele Me enviou."
  • A identidade divina de Cristo estava exposta aos olhos de todo o povo, Seus milagres davam prova da Sua missão.
  • No verso 31, temos que muitos creram em Seu nome e argumentavam: 
"Quando o Cristo vier, será que vai fazer maiores sinais do que este homem tem feito?"
  • Essa é uma palavra de fé. 

ü  O que é preciso fazer a mais para que as pessoas creiam que Jesus Cristo é o Senhor?

ü  Tudo que era possível e impossível de se fazer para provar a Sua divindade Ele fez.

  • E aí? Só corações sedentos de Deus e atentos ao Seu mover compreendem esta verdade e se rendem à Sua graça e poder.
  • Só Cristo pode nos levar seguros à presença do Deus criador.
  • Só por meio d'Ele somos livres da ira futura.
  • E você, o que está esperando para dar esse passo de fé e deixar o velho homem para trás e viver uma nova vida com Deus? Aceite-o!
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Ouvindo a Voz de Deus na Igreja – Se eu não Te ouvir - Quarteto Gileade


 João 10:3-5 e 27

³ A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. ⁴ E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. ⁵ Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. ²⁷ As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; João 10:3-5,27

Tua voz, Senhor
Faz tremer o deserto
Tua voz, Senhor
Ecoa sobre as águas
As águas agitadas
Da alma inquieta
Que não consegue descansar

Tua voz, Senhor
Fez surgir o universo
Tua voz, Senhor
É cheia de majestade
Ela aponta a direção
Dissipa toda confusão
E traz luz na escuridão

Eu preciso calar todas as vozes, menos a Tua
Silenciar todas as vozes, menos a Tua
A Tua
A Tua

 

Se eu não Te ouvir, eu morro
Se eu não Te ouvir, eu pereço
Tua voz é livramento
No meio do tormento
Tua voz é tudo

Mas, se eu Te ouvir, eu vivo
Se eu Te ouvir, eu prospero
Tua voz é a segurança
No começo, meio e fim
Tua voz é tudo

Preciso calar todas as vozes, menos a Tua (Senhor)
Silenciar todas as vozes, menos a Tua
A Tua
A Tua

Se eu não Te ouvir, eu morro
Se eu não Te ouvir, eu pereço
Tua voz é livramento
No meio do tormento
Tua voz é tudo

Mas, se eu Te ouvir, eu vivo
Se eu Te ouvir eu prospero
Tua voz é a segurança
No começo, meio e fim
Tua voz é tudo

Que se calem as vozes do mal, meu Senhor
Que a Tua voz seja ouvida
Que saudade da Tua voz, Senhor

Fala, Deus
Fala, Deus
Toca-me com brasas do altar

Fala, Deus
Fala, Deus
Sim, alegre, atendo ao Teu mandar

Fala, Deus
Fala, Deus (fala Senhor)
Toca-me com brasas do altar

Fala, Deus (é o Brasil que 'tá dizendo, Senhor)
Fala, Deus
Sim, alegre, atendo ao Teu mandar

Se eu não Te ouvir, eu morro
Se eu não Te ouvir, eu pereço
Tua voz é livramento
No meio do tormento
Tua voz é tudo (tudo)

Mas, se eu Te ouvir, eu vivo
Se eu Te ouvir, eu prospero
Tua voz é a segurança
No começo, meio e fim
É assim ó
Tua voz é tudo

É Jesus

I.                       A Voz que Chama pelo Nome (v. 3)

                                 "...e chama as suas próprias ovelhas pelo nome e as conduz para fora."

·        Enquanto o mundo nos trata como números ou massa de manobra, a voz de Deus é pessoal.

·        Calar as outras vozes começa por entender que a voz dEle não é um grito genérico, mas um chamado específico para a sua identidade.

 

1.        Que vozes precisam ser caladas?

 1.2 - A Voz do Perfeccionismo e da Culpa

Esta voz está sempre focada no que você não fez ou no que você deveria ser.

  • O que ela diz: "Você não é bom o suficiente", "Deus não pode te usar depois do que você fez" ou "Você precisa se esforçar mais para ser aceito".
  • O confronto bíblico: Ela ignora a Graça. Em Cristo, a voz que ouvimos é a de que "nenhuma condenação há" (Romanos 8:1).

1.3 - A Voz do Medo e da Ansiedade

É uma voz profética do caos, que sempre projeta o pior cenário para o amanhã.

  • O que ela diz: "E se faltar?", "E se a doença voltar?", "Você está sozinho nessa".
  • O confronto bíblico: Ela ignora a Providência. Jesus diz: "Não andeis ansiosos... vosso Pai sabe que necessitais" (Mateus 6:31-32).

1.4 - A Voz da Comparação (O Ruído Social)

Fortalecida hoje pelas redes sociais, ela nos faz medir nossa vida pela régua alheia.

  • O que ela diz: "A vida de todos é melhor que a sua", "Você está atrasado em relação aos outros".
  • O confronto bíblico: Ela ignora o Propósito Individual. Quando Pedro perguntou sobre o destino de João, Jesus respondeu: "Que te importa a ti? Segue-me tu" (João 21:22).

1.5   - A Voz do Orgulho (O "Eu" Soberano)

Talvez a mais perigosa, pois soa muito parecida com a nossa própria vontade.

  • O que ela diz: "Eu mereço isso", "Eu dou conta sozinho", "Não preciso ouvir ninguém".
  • O confronto bíblico: Ela ignora a Dependência. "Sem mim nada podeis fazer" (João 15:5).

Irmãos fiquemos atentos:

·        A voz de Deus é como um selo de paz. As vozes do mundo geralmente trazem agitação, pressa e confusão.

·        A voz do Pastor, mesmo quando nos corrige, traz convicção, paz e direção.

Vejamos o que nós diz o verso 4.

2. A Voz que Precede o Passo (v. 4)

  • "...vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz."
  • A Exposição: Muitas vozes tentam nos empurrar por trás (como acabamos de ver). A voz de Jesus vai à frente. Se a "voz" que você ouve está te atropelando, talvez não seja a dEle. A voz do Pastor guia; a do estranho confunde.

Vejam:

·       Essa passagem é uma das metáforas mais ricas da Bíblia sobre liderança, proteção e iniciativa.

·        No contexto do Oriente Médio antigo, o pastor não "tocava" o rebanho por trás com chicotes; ele caminhava à frente, abrindo o caminho.

2.1 – [A Voz que Precede o Passo] - O Pastor Abre o Caminho (Pioneirismo)

Quando o texto diz que ele "vai adiante", significa que o Pastor é o primeiro a enfrentar os perigos da trilha.

  • Jesus não nos pede para ir a lugares onde Ele não tenha estado primeiro. Ele enfrentou a tentação, a dor, a rejeição e a própria morte.
  • Se você está passando por um "vale", saiba que as pegadas dEle já estão lá. Ele conhece o terreno. Calar as outras vozes é confiar que, se Ele avançou, o caminho é seguro.

2.2 -   [A Voz que Precede o Passo] -  A Proteção como Escudo Frontal

O perigo, para uma ovelha, geralmente vem do desconhecido. Ao ir à frente, o Pastor se torna o primeiro alvo de qualquer ataque.

  • Ele serve de "para-choque" para o rebanho. Se um lobo ou um salteador surgir, terá que passar pelo Pastor primeiro.
  • Aplicação: Podemos calar a voz do medo porque o Pastor é o nosso batedor. Ele neutraliza as ameaças antes mesmo de elas chegarem a nós.

2.3 - [A Voz que Precede o Passo] – Determina o ritmo da caminhada.

O pastor que vai à frente dita a velocidade. Ele sabe qual ovelha está cansada e qual filhote precisa de pausa.

  • Seguir a Jesus é ajustar o nosso passo ao dEle. Muitas vozes no mundo nos mandam correr, acelerar e produzir. A voz do Pastor nos convida a caminhar no ritmo da Graça.
  • Calar a voz da pressa e da ansiedade significa olhar para as costas do Pastor e manter a distância correta: nem longe demais que o percamos de vista, nem querendo ultrapassá-lo.

2.4 - [A Voz que Precede o Passo] -  Dar o exemplo em vez da coação

Diferente do "mercenário" ou do "tocador de gado", o Bom Pastor lidera por inspiração, não por força.

  • As ovelhas o seguem voluntariamente porque confiam na sua condução. O comando não é um grito de "VÃO!", mas um convite de "VENHAM!".
  • Isso nos ensina sobre a natureza da nossa obediência. Não seguimos a Deus por medo do castigo (voz da religiosidade), mas por amor à Sua presença (voz do Pastor).

3. A Reação ao Estranho (v. 5)

"Mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos."

 

O cristão precisa desenvolver uma "alergia espiritual" a vozes que não têm o timbre da Graça e da Verdade. Não se trata apenas de ignorar, mas de fugir do que não provém do Pastor.

O versículo 5 de João 10 é o "teste de fogo" da identidade da ovelha.

·        Ele descreve não apenas uma preferência, mas uma reação instintiva de sobrevivência.

·        Enquanto o mundo nos ensina a sermos tolerantes com todo tipo de voz, Jesus destaca que a ovelha saudável possui uma intolerância santa ao que é estranho.

3.1 – [Reação ao Estranho] - A Reação é de Fuga, não de Diálogo

  • "Mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele..."
  • A ovelha não para para debater com o estranho, não tenta convencê-lo e não "consome" um pouco da sua voz para ver se é boa. Ela reconhece o perigo e se retira.
  • Calar as vozes estranhas muitas vezes exige distanciamento. Há vozes (fofocas, ideologias destrutivas, murmurações) com as quais não devemos dialogar; devemos apenas fugir para perto do Pastor.

3.2 -   [Reação ao Estranho]  -  O Filtro do Desconhecimento (v. 5b)

  • "...porque não conhecem a voz dos estranhos."
  • Aqui "conhecer" no grego bíblico (oida) implica intimidade e confiança.
  • A ovelha pode até ouvir o som físico da voz do estranho, mas ela não a "reconhece" como uma fonte de alimento ou vida.
  • Isso nos ensina sobre a guarda da mente. Não precisamos ser especialistas em todas as mentiras do mundo; precisamos ser tão especialistas na Verdade que qualquer coisa fora dela soe imediatamente como algo "estranho" e sem autoridade sobre nós.

3.3 - [Reação ao Estranho] - A Voz do Estranho é Predatória

  • No contexto de João 10, o estranho, o ladrão e o mercenário têm um objetivo: roubar, matar e destruir. A voz deles costuma ser sedutora ou intimidadora, mas nunca é sacrificial.
  • Irmãos, qualquer voz que nos afaste do rebanho, que gere isolamento ou que promova o ego acima de Deus é a voz de um "salteador".
  • A reação da ovelha é um mecanismo de defesa espiritual.

3.4 -  [Reação ao Estranho] - O Discernimento como Instinto

  • Uma ovelha não precisa de um manual teológico para fugir do lobo; o instinto de preservação a guia.
  • O Espírito Santo em nós atua como esse "instinto". Sabe aquele desconforto no peito quando ouvimos algo que parece certo, mas "soa" errado? É a reação da ovelha ao estranho.
  • Calar as outras vozes é dar crédito a esse discernimento que Deus colocou em nós.

4. O Vínculo da Escuta (v. 27)

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem."

  • Note a ordem: Ouvir -> Ser Conhecido -> Seguir.
  • O mundo quer que a gente "faça" (siga) para depois sermos aceitos.
  • No Reino, primeiro silenciamos para ouvir, e essa escuta gera a obediência natural.

Concluindo:

·        Devemos ter em nosso coração e mente três Certezas:

1. A Certeza da Audição (Ouvir)

​Não precisamos viver em confusão. Ouvir a voz de Deus não é um privilégio de "super-cristãos", é o direito de nascença de toda ovelha.

  • Calar as vozes do mundo não é um esforço humano de silêncio absoluto, mas a decisão de sintonizar a frequência da Palavra.

Quando a Bíblia fala, as outras vozes perdem a autoridade.

2. A Certeza da Intimidade (Conhecer)

​Jesus não diz apenas que nós o conhecemos, mas que Ele nos conhece.

  • A voz dEle nos chama pelo nome. No meio da multidão, no meio do barulho da cidade ou do caos da escola, Ele sabe exatamente onde você está. Essa voz traz segurança: "Eu te conheço, eu sei do seu medo, eu sei da sua carga".

3. A Certeza do Destino (Seguir)

·       ​O fechamento da nossa vida não depende da nossa capacidade de achar o caminho, mas da nossa disposição em seguir Quem é o Caminho.

Se Ele vai à frente e nós o seguimos, o destino é garantido. As vozes estranhas querem nos desviar para o precipício; a voz do Pastor nos conduz para as "pastagens verdejantes".

O Apelo Final (Conclusão)

·       ​Hoje, eu decido que o ruído do medo não terá a última palavra.

·       Eu decido que o grito da culpa não vai guiar meus passos.

·       Eu calo as vozes dos estranhos e abro o meu coração para o timbre da Graça.

·       Pastor, eu reconheço a Tua voz. Eu Te conheço, Tu me conheces. Eu Te seguirei.

Amém!