Mensagem pregada no culto de oração da IBA em 22.04.26
João 7.1-31
O estudo de hoje está dividido em três partes:
a. 1 - O Tempo e a Soberania de Deus: A
Família de Cristo.
b. 2 - A Rejeição no Templo: Tradição vs.
Verdade
c. 3 - A Origem do Messias: Testemunho e
Decisão.
1- O Tempo e
a Soberania de Deus: A Família de Cristo – [Vs. 1-9]
- A
primeira parte deste texto trata-se da família de Cristo, destacando a
incredulidade dos seus irmãos (v. 1-9).
- Jesus
se encontrava na Galileia e mantinha-se seguro por lá devido à disposição
dos judeus em matá-lo (v. 1).
- Não
era medo, mas precaução (Prudência).
a. Às vezes queremos precipitar uma ação de Deus, e este não
é o melhor caminho para a bênção. Deus tem o Seu próprio tempo (kairós).
b. Precipitar uma ação divina é querer forçar o
Todo-Poderoso a agir, colocando o homem numa posição de controle que não
existe. É o mesmo que tentar a Deus, e isso é pecado.
c. A resposta de Deus sempre partirá do elemento soberania.
- No texto inicial temos os irmãos de Cristo querendo transformá-lo num pop star. Lógico que queriam tirar proveito da fama do irmão, mas não por acreditar em Sua doutrina.
- Era difícil demais para eles verem Jesus além de um irmão mais velho.
- Parece também que eram ingênuos quanto às ameaças reais que Jesus Cristo sofria.
No verso 3, quando pedem para Jesus os acompanhar até
Jerusalém (Festa dos Tabernáculos), tinham todos os elementos citados acima
(fama, poder, status).
"Porque, se alguém quer ser conhecido, não pode realizar os seus feitos em segredo. Já que Você faz essas coisas, manifeste-se ao mundo." (Jo 7:4)
Os feitos de Jesus Cristo não eram estranho a seus irmãos. Vejam:
- No
capítulo 2, temos o primeiro milagre de Cristo no casamento em Caná. No
verso 12, está claro que toda a família de Cristo O acompanhava.
- Um
dado curioso: José não é citado, o que provavelmente é um indício da sua
morte prematura. O que isso podia implicar? Se os seus irmãos não compreendiam ou criam na sua divindade, imagine se José estivesse vivo e compartilhasse do mesmo pensamento dos seus filhos. Seria sem dúvida um desgaste desnecessário para Jesus Cristo, afinal, o pai tem um peso considerável na cultura da época. Assim, foi retirado antes do inicio do ministério de Jesus.
- No capítulo 6, temos a multiplicação dos pães (Jo 6:1-15) e o andar sobre o mar (Jo 6:16-21). Não há dúvida que a família de Cristo tinha conhecimento de toda essa realidade, porém, não gerava fé (Jo 7:5). Em Marcos 3:21, chegam a tentar prendê-lo por acharem que estava fora de si. Neste caso demonstrando ceticismo e preocupação familiar.
- É
perceptível que a lógica de Cristo não era a mesma dos seus familiares.
Apesar da falta de fé e incompreensão familiar, Cristo nunca os
desamparou, assim como jamais deixou de cumprir a missão que Deus Pai O
havia incumbido.
"Então Jesus lhes disse: 'O Meu tempo não chegou, mas para vocês qualquer tempo é oportuno. O mundo não pode odiar vocês, mas a Mim Ele odeia, porque eu dou testemunho a respeito dele, dizendo que as suas obras são más. Vão vocês para esta festa, Eu não vou, porque o Meu tempo ainda não se cumpriu'." (v. 6-8)
- Uma
lição que aprendo neste texto é que muitas vezes o que é familiar nos leva a uma
atitude de relaxamento no trabalho do Reino.
- Os
irmãos de Cristo viam apenas como um irmão mais velho cheio de truques, e
jamais como o Deus encarnado.
- Essa
realidade só chegou mais tarde para alguns deles (1Co 9:4-5).
"Será que nós não temos o direito de levar conosco uma mulher crente como esposa, como fazem os demais apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas? Ou somente eu e Barnabé temos que trabalhar para viver?" (1Co 9:4-5)
2. A Rejeição
no Templo: Tradição vs. Verdade – [Vs. 10-24]
Do versículo 10-35, temos Jesus participando das atividades ou festejos em Jerusalém.
- A
presença de Cristo era requerida naquele lugar (Jerusalém).
- Os judeus O procuravam em todo o lugar (v. 11). A grande pergunta era: "Onde estará Ele?" Parecia pouco provável à multidão que Jesus não aparecesse na festa.
- Cristo era o assunto do dia. No verso 12, temos a informação que toda a gente murmurava acerca de Jesus. Uns diziam:
a. "Ele é bom" (v. 12)
b. "Ele é um enganador" (v. 12)
- Quando
se apresentou no templo e passou a ensinar, muitos se admiravam do Seu
ensino.
"Como pode Ele ser letrado, se não chegou a estudar?"
Obs. Jesus ou Seus discípulos não tiveram nenhuma instrução rabínica (At 4:13), contudo, Seu ensino e Sua
autoridade vinham de Deus.
✓ Jo 7:16; 8:28
✓ Mt 5:21b
✓ Mt 7:28-29
- No
verso 16, Cristo afirma que Seu ensino veio de Deus.
- Não
é uma invencionice pessoal.
- Qualquer pessoa que desejasse fazer a vontade do Pai, necessariamente reconheceria que Seu ensino (doutrina) era verdadeiro, visto que, com zelo seguia as determinações do Pai.
- Contudo,
os judeus haviam recebido a Lei de Moisés e por não a cumprir, não
conseguiam vê-lo como o Messias e, ao invés de ouvi-lo e preservá-lo,
desejavam matá-lo (v. 19).
Lição – Quem não está em sintonia com Deus, quem não
tem intimidade com o nosso Deus, jamais reconhecerá
Seu Filho como Senhor e Salvador. Não terá
prazer na Sua doutrina, no cuidado com a Sua casa, de forma que O repudiará.
- No
verso 20, temos acusações fortes contra Cristo.
"Você tem demônio. Quem é que está querendo
matá-lo?"
- Hipócritas!
- Esse
é apenas um dos vários casos em que Jesus é falsamente acusado de
estar possuído por um demônio (Jo 8:48;
10:20; Mt 12:24).
- Esse
tipo de pecado não tem perdão - Mateus 12:31-32; Marcos 3:28-29; Lucas
12:10.
- Acusação semelhante foi levantada contra João Batista (Mt 11:18).
- Outras acusações falsas:
- Quebra do sábado – Jo 5:16,18; 9:16 b.
- Blasfêmia – 5:18; 8:59; 10:31,33,39; 19:7
- Enganar o povo – 7:12,47 d.
- Ser samaritano – 8:48.
- Ser louco – 10:20.
- Praticar atividades criminosas – 18:30.
"Você
tem demônios" ou age por influência de demônio.
- É muito provável que estivessem se referindo à cura
praticada por Jesus no Tanque de Betesda (Jo 5:1-15) num sábado.
- O argumento de Cristo: Não posso curar um homem em um sábado, mas vocês para cumprir a determinação de Moisés, circuncidam crianças até no sábado (tinha que circuncidar a criança no oitavo dia de nascida – Lv 12:3). Onde estava a justiça neste caso? (v. 24)
3. A Origem
do Messias: Testemunho e Decisão – [Vs. 25-31]
· Dos versos 25-31, temos a continuação das murmurações dos judeus.
Alguns de Jerusalém diziam: "Não é este o homem que estão querendo matar? Eis que Ele fala abertamente, e ninguém lhes diz nada. Será que as autoridades reconhecem de fato que este é o Cristo? Mas nós sabemos de onde este homem vem. Quando, porém, o Cristo vier, ninguém saberá de onde Ele é."
- Muitos rabinos ensinaram ao povo que o Cristo
seria um desconhecido até se levantar e salvar Israel. Contudo,
outros tinham a certeza do seu local de nascimento (Jo 7.42; Mt
2.1-6).
- No verso 28, Cristo declara:
"Vocês não somente Me conhecem, mas também sabem de onde Eu sou. Eu não vim porque Eu, de mim mesmo, O quisesse, mas Aquele que Me enviou é verdadeiro! Aquele a quem vocês não conhecem, Eu O conheço porque venho da parte d'Ele e Ele Me enviou."
- A
identidade divina de Cristo estava exposta aos olhos de todo o povo, Seus
milagres davam prova da Sua missão.
- No verso 31, temos que muitos creram em Seu nome e argumentavam:
"Quando o Cristo vier, será que vai fazer maiores sinais do que este homem tem feito?"
- Essa é uma palavra de fé.
ü
O que é preciso fazer a mais para que as pessoas
creiam que Jesus Cristo é o Senhor?
ü
Tudo que era possível e impossível de se fazer
para provar a Sua divindade Ele fez.
- E
aí? Só corações sedentos de Deus e atentos ao Seu mover compreendem esta
verdade e se rendem à Sua graça e poder.
- Só
Cristo pode nos levar seguros à presença do Deus criador.
- Só
por meio d'Ele somos livres da ira futura.
- E você, o que está esperando para dar esse passo
de fé e deixar o velho homem para trás e viver uma nova vida com Deus?
Aceite-o!




