Texto - Rm 6.
Texto Áureo – Rm 6.23
Introdução
No capitulo 5.12-21, o apostolo Paulo explicou a doutrina da identidade
com Cristo. Diz o apostolo:
·
Em Adão entrou o pecado e a morte.
·
Em Cristo, o segundo Adão fomos libertados do pecado e da
morte.
“Sobreveio
a Lei, para que avultasse a ofensa; mas, onde abandou o pecado, superabundou a
graça.” Romanos.
5.20
A libertação em Cristo chegou para todos os
homens, porém, muitos por ignorância
desconhecem tal fato. As vezes por acomodação, por está acostumado ao pecado ou medo muitos não desfrutam da
liberdade que só em Cristo alcançamos.
1.
O pecado e a graça
Em
Romanos 6.1-23, Paulo fala de santificação. Uma vez justificados somos chamados
a viver em santidade. É neste mesmo sentido que o apostolo Pedro declara: “Porque escrito está: Sede santos, porque eu
sou santo.” (1Pe 1.16). Mas, porque a ênfase na santificação? É que só ela
pode nos libertar do poder do pecado.
É
importante destacar que é possível um crente fiel pecar. Todos nós estamos
sujeitos a cometer erros diante de Deus. A bíblia está repleta de exemplos: Pedro – Negou Cristo diante dos seus
acusadores – Mateus 26. 70, 72, 74. Os cristãos de Corinto – 1Corintios 6. 9-11, e outros. O que Paulo procura explicar em todo o capítulo 6 desta carta é que este
não é o estado natural de um cristão.
“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado,
para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no
pecado, nós os que para ele morremos? Romanos 6.1-2
Nessa ocasião alguns liberais infiltrados
na Igreja do Senhor advogava a tese do
quanto pior, melhor, ou seja, quanto mais pecados cometessem o individuou maior
seria a graça de Deus. Eles acreditavam que estavam ajudando ao Senhor uma vez que o testemunho do ex-alguma coisa iria impactar a
sociedade quando da sua mudança de vida.
Aliado aos liberais tinhamos os judaizantes. Esses afirmavam que a
doutrina da graça (salvação pela fé) abria precedente para o crente viver em pecado. Era exatamente contra essa incompreensão de Romanos 5.20, que
Paulo afirmava: “De modo nenhum! Como
viveremos ainda no pecado, nós que para ele morremos?” (Romanos 6.2).
O novo nascimento (Jo 3.3) pressupõe uma nova
vida (2Co 5.17), Portanto, não somos mais escravos do pecado (Romanos 6.6). Uma
vez liberto, liberto para sempre.
“Pois,
quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver,
vive para Deus. Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o
pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 6:10,11
Pecar X
Viver em pecado
“Não
reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”
Romanos 6:12
Em sua
argumentação Paulo usa três verbos para destruir a má interpretação dos
libertinos e judaizantes: Saber (Rm 6.6), considerar
(Rm 6.11) e oferecer (Rm 6.12-14).
a.
Saber – Rm 6.6 – A fé em
Cristo é fundamentada no entendimento. A ignorância não glorifica a Deus, nem
gera crescimento espiritual.
Nós
morremos para o pecado (6.2) – Não existe morto-vivo. Quando um individuo morre
ninguém exige coisa alguma do falecido. Ele deixou de existir. Toda e qualquer
cobrança paira sobre os vivos, não sobre um cadáver. Morrer libera o individuo dos compromissos terrenos.
·
Os judaizantes afirmavam
que o crente persistia no pecado.
·
Paulo afirmava que
morremos para o pecado.
“Levando
ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para
os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes
sarados. 1 Pedro 2:24
b.
Considerar – Rm 6.11 – Levar em consideração, calcular, estimar. O
verbo grego para considerar é fazer
escrituração comercial. É pura matemática, algo real, concreto.
·
Deus manda fazer a escrituração lançando tudo na
conta da morte do velho homem.
· É uma questão de fé que resulta em uma ação. Exemplo: O
endosso de um cheque que pela fé se crer que tem fundo.
· Deus não ordena que morramos para o pecado no sentido
estático, de ser insensível ao pecado. Ele diz que estamos mortos para o pecado
e vivos para Deus. Portanto, devemos agir como tal.
a. Essa condição não significa que não cometemos pecados. Habitamos em um corpo
mortal.
b. Somos estimulados a não obedecer a seus desejos, e o Espirito Santo nos
é concedido para que possamos subjugá-lo
e controlá-lo.
c.
Devemos oferecer – 6. 12-14 – O saber
que fui crucificado em Cristo (6.6) que morri em Cristo (6.11) deve me levar a
oferecer meu corpo a Deus (6.12-14).
·
Não permita que o pecado domine seu corpo (6.12).
·
Não ofereçam os membros do seu corpo ao pecado (6.13a)
·
Ofereçam-se a Deus (6.13b).
Manter-se no erro indica que a pessoa está
dando mais valor às paixões carnais em sua vida do que a uma vida de santidade
e relacionamento com Deus.
Servos do pecado X servos da justiça
“Não sabeis
vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos
daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a
justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de
coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado,
fostes feitos servos da justiça.” Romanos 6:16-18
O reinado da graça está baseado em dois fundamentos:
· Batismo – Unidos a Cristo com a
sua morte, ou seja, pelo que Cristo fez por nós.
· Servidão a Deus pela
conversão, - Submetemos a Deus em
obediência.
Literalmente deixamos a condição de escravos
do pecado para sermos escravos de Deus. Nota-se que o homem sempre será escravo
de alguma coisa: ou do pecado ou de Deus. Na condição de escravos de Deus
devemos apresentar o padrão de conduta que está nas escrituras que é o da santificação.
Essa atitude não é um mero ato
religioso, mas, relacional.
Devemos buscar acima de tudo manter uma ótima
relação com Deus. Essa vontade pode ser claramente vista no testemunho de irmãos
e irmãs que livres das drogas, da prostituição, da violência glorificam o nome de
Deus entusiasticamente.
Nossa recompensa
“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos
para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a
morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido
servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes
entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” Romanos
6:16-18
Precisamos ser canais de bênçãos (Mateus 5.16
– “Assim resplandeça a vossa luz diante
dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que
está nos céus.”).
·
Se vivermos para Cristo a nossa recompensa será duradoura
(22).
·
Renunciar ao pecado implica em vida eterna (23)
Dai a necessidade de pregarmos o evangelho
para mostrar as pessoas do erro que estão cometendo ao se afastar de Deus.
Porque
o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por
Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6.23
Bibliografia
LOPES, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo
Paulo. São Paulo, Hagnos 2010.
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